Fechei os olhos.
Deixei-me levar, embalada pela música, sentindo o doce sabor salgado das minhas lágrimas, tão minhas como o sangue que me corre nas veias.
Rebento as artérias.
A cada batida, a cada som do leve ritmo dessa melodia que o silêncio traz, dancei no escuro.
A cada movimento do teu peito, que sentia perto de mim, deixava os meus pés percorrerem o chão como se de um caminho para lado nenhum se tratasse.
E quando o silêncio acabava, com o eco de cada gota de chuva lá fora, embatendo na estrada, no passeio, desejava-o de novo. A ânsia de uma nova dança apoderava-se de mim com o pulsar do coração, à sua velocidade.
Um piscar de olhos sempre foi suficiente para saber que este mundo não me pertence. A luz trazia-me de volta à realidade, afugentando-me.
Fechava os olhos novamente.
As palavras saíam-me como um rio interminável, de uma maneira nova. Talvez mais pura.
Vejo-me assim, empunhando a minha voz como uma espada que sei ser a mais poderosa. A minha melhor arma.
E no vestido vermelho, cor da paixão do silêncio cego e mudo, dancei toda a noite, contigo tão perto de mim, sem te ter.
Vi de longe essa sinfonia de cor e movimento que me adormeceu, depois de me ver percorrendo o mundo num só grito. Afastou-se após me atravessar a alma.
Estas são apenas palavras confusas. Voláteis, sentidas, são só palavras escritas na diagonal que me deram a paz que precisava para fechar os olhos de novo, aceitando o passar de mais uma noite.
"Se ao menos o meu coração fosse de pedra" ...
Mas e se fosse?
Contrair-se-ia o suficiente para permitir a passagem do amor pelas suas fendas?
Partir-se-ia ao cair das nuvens?
Não sei, nunca será assim. Se se transformasse, já mo terias roubado à muito. Preferes magoar-me a sofrer.
Amo-te, odeio-te.
Rebento as artérias.
A cada batida, a cada som do leve ritmo dessa melodia que o silêncio traz, dancei no escuro.
A cada movimento do teu peito, que sentia perto de mim, deixava os meus pés percorrerem o chão como se de um caminho para lado nenhum se tratasse.
E quando o silêncio acabava, com o eco de cada gota de chuva lá fora, embatendo na estrada, no passeio, desejava-o de novo. A ânsia de uma nova dança apoderava-se de mim com o pulsar do coração, à sua velocidade.
Um piscar de olhos sempre foi suficiente para saber que este mundo não me pertence. A luz trazia-me de volta à realidade, afugentando-me.
Fechava os olhos novamente.
As palavras saíam-me como um rio interminável, de uma maneira nova. Talvez mais pura.
Vejo-me assim, empunhando a minha voz como uma espada que sei ser a mais poderosa. A minha melhor arma.
E no vestido vermelho, cor da paixão do silêncio cego e mudo, dancei toda a noite, contigo tão perto de mim, sem te ter.
Vi de longe essa sinfonia de cor e movimento que me adormeceu, depois de me ver percorrendo o mundo num só grito. Afastou-se após me atravessar a alma.
Estas são apenas palavras confusas. Voláteis, sentidas, são só palavras escritas na diagonal que me deram a paz que precisava para fechar os olhos de novo, aceitando o passar de mais uma noite.
"Se ao menos o meu coração fosse de pedra" ...
Mas e se fosse?
Contrair-se-ia o suficiente para permitir a passagem do amor pelas suas fendas?
Partir-se-ia ao cair das nuvens?
Não sei, nunca será assim. Se se transformasse, já mo terias roubado à muito. Preferes magoar-me a sofrer.
Amo-te, odeio-te.