terça-feira, 23 de setembro de 2008

Where Are Guys Like Edward Cullen When You Need Them?

Podias simplesmente dizer adeus.
Não um 'até logo' como dirigimos aos amigos, mas um adeus, uma despedida a sério.
Uma despedida que magoasse, que me destruísse de uma só vez e me deixasse chorar tudo o que resta chorar.
Podias simplesmente partir.
Acenar-me ao longe, caminhar para onde não te pudesse ver mais.
Fazer-te passar por águia e voar para o céu mais escuro, mais longínquo, para o reino dos contos de fada onde não magoasses mais ninguém.
Podias simplesmente desaparecer.
Sem um aviso, sem um sinal, sem qualquer 'vemo-nos um dia, amor'.
Devias deixar-me a morrer por dentro, a chorar a tua morte que improviso com as prendas escondidas na gaveta onde ninguém toca. Deixar-me agarrada ao peito para os pulmões não pararem, para a hemorragia do coração estancar. Para o buraco no corpo não alastrar até não conseguir estar nem mais um momento sem ti.
A dor por fim pararia.
Podias gritar-me, desprezar-me, ou simplesmente agir como odeio que o faças. Podias fazer-me esquecer-te. (Mas sabes tão bem que não o farei..)
Já chegou o Outono e o nosso dia aproxima-se.
Sei que não aguento esperar mais, continuar a lutar por algo em que não vejo esperança.
Pressinto a chuva lá fora apenas pela cor da escuridão presa no meu quarto, envolta em mim e nas flores à janela.
Podias simplesmente, amor, dizer que ainda me amas. Fazer-me esquecer de como respirar.
E aí, assim, seríamos felizes para sempre como nos contos de fadas.
O NOSSO conto de fadas.