Esta história, que vos contarei, não tem um final feliz.
Não será um conto de fadas típico.
Não existirá um herói montado num cavalo branco que percorrerá campos e montanhas, lutando contra os dragões mais ferozes, para finalmente salvar a princesa da torre mais alta e amá-la para sempre.
Não haverá ninguém para se por em frente de uma espada ou uma bala em movimento, para salvar a sua amada, num acto de amor irracional e avassalador.
Não.
Nesta história a Julieta morre e o Romeu não se importa.
Este conto, vivi-o eu.
Era uma vez, há muito muito tempo, quando os homens se pareciam com seres humanos, uma princesa.
Vivia trancada numa torre bem alta, e todos os dias soltava os seus longos cabelos negros à janela.
Esperava pelo dia em que alguém voltaria para lhe devolver o sapatinho de cristal que perdera à meses e meses, num baile, quando se encontrara com um príncipe que afinal era um sapo. (Sim sim, coisas destas acontecem!)
Certo dia, o seu pai decidiu que estava na hora de lhe arranjar um princípe.
Pela estrada amarela, príncipes de todas as regiões vieram para tentarem a sua sorte com a princesa dos cabelos negros, mas esta dava um defeito a cada um e conseguia sempre escapar-se do maldito destino de casar com alguém que não amava.
Uma noite, quando a princesa observava as estrelas na pequena janela, ouviu um barulho ao longe.
Era ele. Romeu.
Ouvira falar tanto dele, dos seus caracóis morenos e olhos azuis, que decidiu que teria de lhe dar uma hipótese.
Falaram durante toda a noite, e o episódio repetiu-se nas noites seguintes.
Romeu declarou-se.
Sentia uma paixão enorme, um amor colossal, ainda que nunca tivesse estado frente a frente com a princesa. Mesmo assim, era capaz de quebrar qualquer muro ou torre que os separasse, para estar com ela.
Foi o que fez.
Romeu salvou-a, levou-a no seu cavalo para o seu castelo onde a fez a princesa mais feliz dos contos de fada durante 5 meses. Os melhores de sempre.
Mas um dia, uma maçã vermelha chegou ao palácio quando Romeu não estava.
Cega pela tentação, Julieta não resistiu.
Morreu, então, envenenada, no palácio do seu príncipe.
Ainda assim, morrera bem, com as recordações de tempos felizes.
Quando Romeu voltou, ao fim do dia, depois de uma longa caçada, viu a sua amada morta.
Então, suspirou. Sentia-se em êxtase.
Fugiu dali e foi feliz para sempre com o Capuchinho Vermelho que era mais jovem e mais bonita.
Fim da história.
Gostaram?
Eu não. Doeu. Destruiu. Matou.
Mas "erros pagam-se caros", não é?
Ouvi dizer que sim.
E as lágrimas em que me afogo, e disfarço com a chuva a cair sobre mim, que tão bem me sabe, comprovam-no. Digo-me destinada a sofrer, como a Julieta, que viveu a morte mais dolorosa após perder o maior sonho de sempre.
Texto diferente para um momento diferente.
Sem mais nada a acrescentar, fica a pergunta:
Acreditas no destino?
Não será um conto de fadas típico.
Não existirá um herói montado num cavalo branco que percorrerá campos e montanhas, lutando contra os dragões mais ferozes, para finalmente salvar a princesa da torre mais alta e amá-la para sempre.
Não haverá ninguém para se por em frente de uma espada ou uma bala em movimento, para salvar a sua amada, num acto de amor irracional e avassalador.
Não.
Nesta história a Julieta morre e o Romeu não se importa.
Este conto, vivi-o eu.
Era uma vez, há muito muito tempo, quando os homens se pareciam com seres humanos, uma princesa.
Vivia trancada numa torre bem alta, e todos os dias soltava os seus longos cabelos negros à janela.
Esperava pelo dia em que alguém voltaria para lhe devolver o sapatinho de cristal que perdera à meses e meses, num baile, quando se encontrara com um príncipe que afinal era um sapo. (Sim sim, coisas destas acontecem!)
Certo dia, o seu pai decidiu que estava na hora de lhe arranjar um princípe.
Pela estrada amarela, príncipes de todas as regiões vieram para tentarem a sua sorte com a princesa dos cabelos negros, mas esta dava um defeito a cada um e conseguia sempre escapar-se do maldito destino de casar com alguém que não amava.
Uma noite, quando a princesa observava as estrelas na pequena janela, ouviu um barulho ao longe.
Era ele. Romeu.
Ouvira falar tanto dele, dos seus caracóis morenos e olhos azuis, que decidiu que teria de lhe dar uma hipótese.
Falaram durante toda a noite, e o episódio repetiu-se nas noites seguintes.
Romeu declarou-se.
Sentia uma paixão enorme, um amor colossal, ainda que nunca tivesse estado frente a frente com a princesa. Mesmo assim, era capaz de quebrar qualquer muro ou torre que os separasse, para estar com ela.
Foi o que fez.
Romeu salvou-a, levou-a no seu cavalo para o seu castelo onde a fez a princesa mais feliz dos contos de fada durante 5 meses. Os melhores de sempre.
Mas um dia, uma maçã vermelha chegou ao palácio quando Romeu não estava.
Cega pela tentação, Julieta não resistiu.
Morreu, então, envenenada, no palácio do seu príncipe.
Ainda assim, morrera bem, com as recordações de tempos felizes.
Quando Romeu voltou, ao fim do dia, depois de uma longa caçada, viu a sua amada morta.
Então, suspirou. Sentia-se em êxtase.
Fugiu dali e foi feliz para sempre com o Capuchinho Vermelho que era mais jovem e mais bonita.
Fim da história.
Gostaram?
Eu não. Doeu. Destruiu. Matou.
Mas "erros pagam-se caros", não é?
Ouvi dizer que sim.
E as lágrimas em que me afogo, e disfarço com a chuva a cair sobre mim, que tão bem me sabe, comprovam-no. Digo-me destinada a sofrer, como a Julieta, que viveu a morte mais dolorosa após perder o maior sonho de sempre.
Texto diferente para um momento diferente.
Sem mais nada a acrescentar, fica a pergunta:
Acreditas no destino?