domingo, 9 de maio de 2010

No one knows I'm locked in here.

Preciso de escrever algo. Alguma coisa, qualquer coisa. Preciso de gritar e desabafar e destruir tudo o que vejo e tudo o que existe.
Estou irritada comigo mesma. Estou nervosa, ansiosa.
Quero um buraco para me esconder mas ainda ninguém inventou os ditos campos esburacados para enterrarmos as cabeças, tais avestruzes frustradas e medrosas.
Não estou chateada com ninguém. Estou triste comigo. Só comigo. Triste por não aproveitar a importância que me é dada, por querer mais e mais e mais e acabar por ter menos, cada vez menos. Sou eu que me rebaixo.
Por cada segundo que me amam, faço-os odiar-me um dia. Proporções desmedidas, catastróficas, mas reais.
Sinto que me odeias. Sim tu - tu família, tu namorado, tu amigos. Tu mundo. Odeias-me? Não respondas, eu sei, eu sei...
Quero quebrar janelas, cobrir as paredes com baldes de tinta negra, partir os lápis de cera que me relembram a infância. Quero gritar e fazer do caos do mundo o meu caos, o meu pequeno refúgio infernal. Se tem de haver caos, que seja eu a criá-lo.
Preciso de mandar fora toda esta raiva, tudo isto que se acumula em mim e não me deixa respirar descansada.
Quero paz interior.

3 comentários:

  1. as avestruzes não enterram a cabeça na areia, isso é um mito!

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  2. A propósito do comentário de cima: As avestruzes não enterram a cabeça na areia mas os apaixonados enterram na almofada à noite.
    E em relação aos pais, os meus descobriram antes de haver qualquer coisa séria portanto perceberam que se ficassem chateados ou não com isso, eu iria fazer tudo na mesma, portanto tiveram de se conformar ><!

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  3. Mas as avestruzes não enterram a cabeça na areia, o resto não contesto.

    Ai esta incoerência citentífica, Grissom.

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