domingo, 18 de julho de 2010

You're in my veins and I don't wanna get you out.

Finalmente tudo voltou a fazer sentido.
Consigo sentir que toda a luta, todo o esforço valeu a pena. Voltou a haver confiança, esperança, entrega.
Mesmo afastados há muito, sinto-nos tão próximos e tão dados um ao outro como se no mundo não existisse mais ninguém.
Acho-te diferente, para melhor, tão melhor. Acho que atravessaste aquele rio que eu já tinha sido forçada a atravessar.. Vejo-te mais consciente de tudo o que precisas para ser feliz.
Faltam-me palavras para descrever a felicidade que sinto por termos chegado tão longe.
Hoje, toda eu extravaso amor!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

He filled my days with endless wonder.

Há uns tempos, estava na moda aquela música pavorosa da Avril que falava de um casal em que ele era punk e ela fazia ballet.
Ora isto assim não se assemelha a nada. Mas fez-me lembrar o cliché dos namorados diferentes, como nos filmes americanos em que o desportista burro anda com a cheerleader mais cobiçada da escola.
E bem, nenhum de nós é isso, mas é impossível não estabelecer uma ligação.

Ele sempre foi livre. Sempre saiu conforme queria, sempre se divertiu com os amigos sem regras, sempre se deu a experiências e aos mais variados prazeres da vida. Nunca teve grandes proibições nem ordens para estudar, e ia às mais variadas festas sem horas para chegar a casa. Para passear? Comboio ou autocarro. Tudo é bom para sair um pouco de casa, e não conseguia estar muitas horas entre quatro paredes.
Marcado por uma vida complicada, teve sempre os seus ideais bem definidos, cheios de sonhos de uma vida melhor, mas nunca se esqueceu de aproveitar bem o presente.
Nunca foi de comprar coisas que não precisava, nem esbanjar dinheiro em coisas que muitos acham fúteis.

Eu fui educada numa redoma. Como filha mais nova, depois de um irmão que nunca foi muito dado a grandes saídas, cresci sendo sempre afastada dos rapazes e de sítios potencialmente perigosos. Sair sozinha? Nem pensar. Foram sempre os meus pais a ir-me pôr e buscar a qualquer festa, com horas controladas e rígidas, especialmente se fosse à noite. Quanto a experiências, fiquei-me por um cigarrinho de vez enquando (coisa que os meus pais nunca poderiam saber), e uma grande adoração ao álcool. Até as crenças, inexistentes para ele, tiveram um certo peso nesta minha decisão de não experimentar mais nada.
É claro que nunca fui submissa - quem me conhece sabe que, quando não gosto, não calo. Tiveram muitas reclamações que ouvir, e muito que sofrer com as minhas revoltas de adolescente.
Apesar disso fui sempre tratada como princesa. Nunca me faltou dinheiro para as coisas, ia todos os anos para um país diferente e, todos os Verões, lá estava eu num hotel de luxo nas Caraíbas. Ofereceram-me um cavalo, a carta de condução, um curso numa universidade privada. Posso dizer que fui mimada.

Desde o início que tivemos consciência de que éramos de mundos totalmente diferentes, opostos.
Mas será isso assim tão importante?
A mim basta-me uma coisa... Que a nossa vida futura seja comum e feliz.

"You are everything I want because you are everything I'm not." 

sábado, 10 de julho de 2010

Was I a mistake?

Nunca fugi de casa.
Nunca disse asneiras aos pé deles nem os desrespeitei.
Nunca houve queixas sobre mim nas escolas em que andei. 
Raramente peço para sair.
Não perdi a virgindade aos 12 anos.
Não cheguei a casa grávida.
Então porque é que, para eles, sou um problema?

quinta-feira, 8 de julho de 2010

I wonder how am I supposed to feel when you're not here.

Nunca vi este blog como um muro de lamentações
Pelo contrário, foi sempre para mim um espaço para me exprimir ao máximo e reflectir, arranjar força e coragem, e seguir para a frente.
A minha intenção não era vir aqui no papel de vítima a buscar conforto, nem me passaria pela cabeça assumir-me como isso. Mas o que é facto é que, aos posts cheios de confiança, seguiram-se estes últimos, cheios de tristeza e desânimo, com os quais ainda não consigo lidar bem.
Desiludir todos os que me seguem, elogiando a minha força e transparência, não era de todo o que eu queria. Mas exactamente por sempre ter sido transparente é que não posso deixar de falar nesta etapa da minha vida, que infelizmente não é tão colorida como as outras que vivi.
As cores não podiam durar para sempre, mas assumo que uma parte de mim se perdeu com elas...

E, depois desta salganhada de sentimentos, quero deixar mais alguns.

Já posso dizer que acabei o secundário. Menos uma preocupação. Aprovada a tudo, caiu mais um peso dos meus ombros.
Mas, mais uma vez, ainda não está tudo bem.
É difícil saber que sou uma desilusão. Não consigo ser boa aluna, boa filha, boa namorada. Não consigo ser boa em nada e acho que cada vez fico pior e pior.
Quebrei promessas umas atrás das outras, não por minha culpa, mas talvez nunca as devesse ter feito.
Por mais que me esforce, não sou reconhecida em nada. Não faço ninguém tão feliz como desejava.
Muito sinceramente, já não venho à procura de borboletas nem de esperança. Neste momento, só terei esperança se a plantarem em mim.

domingo, 4 de julho de 2010

The best we can do is breath and reboot.

Todos temos uma noção de como queremos que a nossa vida seja.
A minha visão é algo romântica, como já o mundo inteiro sabe. Mas nem tudo é como sonhamos...
É difícil ver os outros viver a vida que eu quero. A sair para namorar, a passear num dia de sol e a beber um chocolate quente no sofá naqueles dias frios e em que a alma já pede cor.
É difícil quando não posso saltar de debaixo dos lençóis e ir para a rua aproveitar o verão como mais gostava.
Magoa não poder postar aqui os dias fantásticos que tenho, com fotos de momentos apaixonantes e inesquecíveis.
Não posso dizer que não me parte o coração estar aqui, sozinha, sem que nem os amigos antigos se lembrem de fazer um telefonema ou combinar tomar um café. Talvez volte a procurar alguns contactos e resolva o que há muito espera resolução..
A falta de objectivos abate-se sobre mim.
Já nem sei o que escrever, até isso deixou de me dar prazer ou qualquer satisfação.
Vou voltar para a cama.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Um dia bom!

Sabe sempre bem seguir os sonhos.
E, depois de tantos anos à espera deste momento, finalmente surgiu e superei-o - tirei a carta de condução.
Não podia estar mais feliz e orgulhosa.
O mundo espera-me!