segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013 - o meu ano :)

O 13 é o meu número, por isso tem tudo para ser um bom ano.
Desta vez, não tenho um balanço para fazer - os pontos negativos serviram, mais tarde ou mais cedo, para me impulsionar para prosseguir o caminho. Cresci de todas as formas possíveis - tive alguns dos maiores sustos da minha vida mas recompus-me, recompus-me sempre. 
Os pontos positivos, esses, foram mais que muitos.

Este ano tive a melhor experiência da minha vida. Inscrevi-me em ERASMUS, apesar de toda a gente me chamar louca por ir completamente sozinha e sem ter sequer aceitação por parte da família. Ignorei as dificuldades que me anunciavam e mudei de país, passei a ter a minha (e só minha) própria casa.
Apaixonei-me pela Antuérpia, com um amor enorme por cada pedacinho da cidade e da cultura. E apaixonei-me por uma pessoa - grego, não belga, que conheci por mera coincidência. Declarei-me em português, em inglês, ouvi frases de amor em grego. Amei em silêncio, também. Vivi com ele e apaixonei-me mais e mais, por ele e pelo nosso tecto comum, a nossa casa perfeita no centro da cidade.
A Bélgica trouxe-me tudo o que eu podia precisar na vida. Liberdade e responsabilidade em doses ideais, amizade com pessoas de todo o mundo, festas de chegar a casa com a alma cheia. Trouxe-me neve a cair lá fora, ao acordar, e a magia de um Natal com fundo branco. Um mundo novo para explorar.

Fazer o que quis, sem ligar a mais nada, libertou-me. Trouxe-me a felicidade de não me prender a nada nem ninguém, de ser feliz apenas por mim. Mostrou-me que ser feliz é isso, que nunca o poderia ser com a vida que levava. Que eu tenho a capacidade de ter tudo o que preciso.

Em 2012 fui a pessoa mais feliz do mundo.
2013, não preciso que tragas uma vida nova - por favor, deixa-me apenas continuar assim :)

Feliz Ano Novo!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Ter casas exactamente iguais...

...traz pequenos momentos engraçados.

Como ele sair daqui, pegar na chave de casa dele e tentar trancar a minha porta com ela. 

Ou levantar-se para atirar a t-shirt para o cesto da roupa e, só depois de voltar para a cama, perceber que aquele cesto não é dele e que não tem cá mais roupa para vestir.

Ou ainda estarmos tão habituados a andar para baixo e para cima no prédio que, por vezes, temos de parar para pensar em que andar é que estamos, porque não sabemos se havemos de subir ou descer e se aquela casa é a nossa ou é a do outro :)

sábado, 1 de dezembro de 2012

Missing you

A: "It's strange how sometimes you don't realise that you were missing someone. It just came to me - I missed you, I really did."
I: "I know. I felt it in the way you hugged me."

And it was the beginning of a perfect night.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Haja hoje para tanto ontem.

Neste país, estou a viver o sonho.
Isto de fazer o que me apetece no momento, sem analisar demasiado, é realmente o que traz mais felicidade. Nada de medos nem arrependimentos nem consequências. Simplesmente fazer o que tenho vontade de fazer.
E não falo em festas nem em loucas noites de Erasmus (que também são excelentes e necessárias). Falo em ficar na rua até às 6.30h da manhã, deitada no casaco pousado no passeio, a conversar com alguém que se acabou de conhecer, apesar do trabalho todo por fazer para o dia seguinte. Em beijar sem arrependimentos. Em abordar livremente imensas pessoas, em que noutra situação nunca falaria sem ter um motivo.
Agora que descobri como ser feliz, nunca mais largo esta vida.

sábado, 17 de novembro de 2012

Sei que Cascais me tornou "tia"...

...quando até o namorado grego, que não fala português, repara que digo os T's de uma forma esquisita :)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Pormenores de uma manhã feliz

Ser uma pessoa de sono leve, de acordar fácil, e não acordar quando ele se vira na cama. Ou quando se levanta para tomar um duche, antes do trabalho, e me deixa a dormir mais um bocadinho. Como se o meu corpo já não o estranhasse - como se ele já fosse natural em mim. Estar habituada a ele ao ponto de os movimentos dele já não serem diferentes dos meus.

O meu eterno indicador de uma manhã relaxada - um pequeno-almoço de duas bebidas, uma quente e uma fria. Um café ou cappuccino e um bom sumo de laranja, como se estivesse num hotel.

E faz hoje dois meses que cheguei à Antuérpia. Tenho todos os motivos para estar feliz.

domingo, 11 de novembro de 2012

Ever thine, ever mine, ever ours.

A música que pertence a este post. 
Directa para a minha lista de favoritas, acho que é das músicas mais bonitas que já ouvi.

Depois de um passeio por Bruxelas na noite de sexta (completamente espontâneo e sem planos), hoje fomos juntos a Bruges.
Só há uma coisa a dizer - maravilhoso.
É realmente a Veneza da Bélgica. Uma cidade romântica, com canais, com um ambiente de filme. Muito turística, claro, mas excelente para passar uma manhã. É todo um mundo diferente.
E quando até o tempo passado no carro, em viagem com ele, é perfeito, visitar sítios assim como este é a cereja no topo :)


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ships launching from my chest.

Sempre que acordo a meio da noite e olho para ele, sorrio instantaneamente.
Sinto-me feliz assim, por o ter ali comigo, por dormir nos braços dele, por poder vê-lo a dormir. Algo tão surreal mas tão perfeito.
E, nessas alturas, acabo sempre por pensar - como é que eu alguma vez poderia considerar isto um erro?, como é que eu alguma vez poderia sequer achar que não devia estar com ele?

Pode ser uma loucura, visto de fora. Mas foi uma das escolhas mais acertadas da minha vida.

sábado, 3 de novembro de 2012

Going back

Se ainda não tínhamos momentos à filme suficientes, ele amanhã vai buscar-me ao aeroporto de Bruxelas.
E pronto, é desta que eu me caso.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Um "A" no início e o mar fica maior.

Bem sei que, normalmente, um mês não é nada.
Mas preciso de o partilhar. Por ser um mês tão especial, desde a nossa primeira saída juntos e por, sobretudo, já parecer um ano. 
Porque em um mês já vivemos muito. Porque vivemos juntos e cada dia me deixa com mais vontade de não voltar para casa, porque uma parte de mim pertence aqui, com ele.
Normalmente, sim, um mês não é nada.
Mas para mim, para nós, um mês foi tudo. E mais virão.

sábado, 27 de outubro de 2012

Agapi mou

"I just realized that I feel very, very happy. I really like that you are here with me. Thank you for being in my life."

E eu derreti-me e enrosquei-me mais nele.
"I'm all yours."

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Men everywhere.

Esta cidade vai dar cabo de mim. Está tudo encaminhado para me tornar na pessoa mais convencida do mundo.
Não sei o que raio faço mas, de cada vez que bato os olhos em algum homem que me interesse, BAM, tenho a atenção deles sem esforço nenhum. Os que conheço na noite percebo, porque o objectivo deles é bastante óbvio, mas os outros tipo o vizinho ou o empregado do café (que, depois de várias vezes a observar-me, decidiu meter conversa sobre de onde venho e terminou com um "I really hope I'll see you here again")...
Seriously, se eu já achava que conseguia tudo o que queria, agora vou começar a pensar que sou a rainha da aldeia.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Se erotevomai.

Desde que me lembro de me interessar por rapazes que sempre disse que não fui feita para estar com um português - sempre foram os estrangeiros que me deixaram o coração a bater mais forte.
O que não costumava pensar, talvez porque nunca tinha passado da fase dos crushes, é que, por melhor que seja o meu inglês, nunca me expressarei de forma igual nas duas línguas - há sentimentos que não se traduzem, palavras que só fazem sentido quando ditas com a espontaneidade de quem fala a língua com que cresceu. Um "I love you" nunca sabe ao mesmo que um "amo-te" dito com todo o ar que nos resta no peito. Um "I miss you" dificilmente chega perto do maravilhoso "tenho saudades tuas" que só nós, portugueses, temos.
Talvez por isso, por não conseguir fazer as minhas palavras fluir da mesma forma, ou por achá-las mais insípidas, prefiro escrever em português. Tal como me expresso assim contigo, agora que estou finalmente numa dessas relações com que sempre sonhei, e te peço para falar grego comigo, nos momentos em que sentimos que precisamos de pôr tudo por palavras.

E são essas pequenas coisas que me fazem tão feliz.

Os sussurros, a meio da noite, algo inconscientes e acompanhadas por um abraço mais apertado, de palavras que não entendo mas nas quais reconheço a ternura. A facilidade com que as dizes, o arrastar na voz típico de quem tem demasiadas emoções em si. Os "s'agapo" que dizes e que te saem como uma enchente, repetidos uma e outra vez, de olhos nos olhos. Ou das vezes em que, brincalhão, dizes coisas brejeiras com o ar mais sério do mundo, mas mesmo assim descubro, por mero instinto, que não são palavras de amor.
Os passeios a meio da noite, pela cidade inteira, em que podemos ser apenas duas crianças com brincadeiras infantis, dois adolescentes apaixonados com todas as juras do mundo e casamentos improvisados. Que tenhamos andado a meio da noite pela marina durante 1.30h apenas para procurar os "lovelocks" iguais aos de Paris, em que os casais fecham juntos um cadeado e atiram a chave ao rio. Que nos sentissemos plenos enquanto espreitávamos para dentro dos barcos e imaginávamos como seria se tivéssemos um e pudessemos, simplesmente, partir os dois. Gargalhadas sinceras. Uma sensação de que somos um do outro e de que nada pode mudar isso.
O facto de reparares nos pormenores. Todos. E de os decorares tão bem como se fossem características tuas e não minhas. De cozinhares para mim, algo que ambos adoramos, e já saberes que eu só sei comer massa com garfo e faca. Ou de como prefiro ter um sítio para cortar a salada e, mesmo que queiras comer directamente da tigela, tragas sempre, e sem eu ter de pedir, um pratinho com talheres para mim. De pôres a mesa sempre na mesma disposição porque eu não gosto de trocar de lugar, tal como na cama. Tanto na minha, como na tua.
Gosto que cuides de mim. Que me ligues imediatamente quando não sabes de mim ou algo se passa. Que venhas dar-me um beijo de boa noite e me tragas um prato de fruta cortada, como se eu fosse a Cleópatra.
Gosto que me abras a porta às 4.30h da manhã, ensonado, quando chego a casa depois de uma festa e tudo o que mais quero é estar contigo. Que sempre, sempre, me queiras também.
Que saibas sempre o que dizer ou fazer para resolver as coisas. Que saibas as palavras certas. Que, apesar de quereres estar comigo, me digas que eu mereço melhor. Que desabafes comigo e acabes sempre com um agradecimento sentido - "thank you for taking care of me even if I don't deserve it". Mas, para mim, mereces tudo.
Gosto de te conhecer os traços. Da cicatriz pequenina que vai ser, sempre, a minha coisa preferida em ti, e que nunca resisto a tocar. Do teu perfume. Ou de ti sem perfume.
Das conversas sem fim. Dos abraços sem fim. De tudo o que trocamos, sempre, sempre, sem fim.
Que me chames namorada. Que as pessoas olhem para nós, talvez um pouco surpreendidas, mas rapidamente deduzam que estamos juntos, porque a cumplicidade se nota a léguas. Que me deixes falar com a tua irmã e o teu primo, os teus dois melhores amigos, livremente. Que fales de mim sempre com um sorriso e, depois de palavras em grego que não consigo decifrar, me contes que lhes disseste que estás muito feliz de me ter contigo. 

És ao mesmo tempo a minha história mais improvável e a mais complicada e, ainda assim, mesmo com tudo o que é reprovável nela, consegues ser o homem mais perfeito com quem já me cruzei.

"S'agapo san ena hontro paidi agapaei to keik." :) 

E nunca terei palavras suficientes para descrever isto.

sábado, 20 de outubro de 2012

Life is a cabaret.

Por vezes descobrimos, acidentalmente, que a vida que vivemos não é a certa. Por mais que nos sintamos bem, que a casa onde vivemos 20 anos seja o nosso verdadeiro lar, que a praia e o mar nos façam mais felizes do que tudo o resto; ainda assim, essa pode não ser a melhor vida para nós.
Eu mudei de país. Com isso, descobri que sou mais feliz sozinha. Que tinha saudades de uma liberdade que nunca tinha conhecido. Que vivia, sem saber, presa no facto de não ter um lugar seguro onde passear. De ter de me justificar perante alguém. De sentir culpa e remorsos por mentir. 
Essa vida não era para mim.
Descobri que, longe da minha casa, também tenho um lar. Um lar só meu, que eu construí, de que apenas eu cuido. Um lar para onde voltar depois de uma tarde na cidade ou de uma noite em que não pensei, apenas vivi.
E a minha casa em Portugal faz-me falta. Mas a minha vida aqui vale mais do que isso.
Não vim para fugir.
Vim para me encontrar.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Dreaming of Love and Freedom

"One day, baby, we'll be old and think 
of all the stories that we could have told." 

Esta é A música do meu Erasmus.
Neste mês já vivi coisas que nunca julguei serem possíveis. Coincidências por que nunca sonhei passar. Novelas que se desenrolaram perante os meus olhos incrédulos.
Sempre achei que o mais importante da vida, o núcleo, o que a faz ser o que de mais bonito temos, ao invés de outra coisa qualquer, é esta capacidade que temos de fazer dela o que entendermos, frente ao agrado ou desagrado de todos em volta. O poder de a aproveitar da forma que nós, e apenas nós, decidirmos.
Eu escolhi vir. Tal como escolhi cada saída, cada beijo, cada dia ou noite. Aqui, todas as escolhas são minhas. E sou feliz. Não por ter uma liberdade que não tinha, mas porque aqui sinto que vivo outra vida - ainda que sempre, sempre fiel a mim mesma.
Não quero chegar a velha e pensar no que ficou por fazer. Por isso vivo. O que quero, como quero. Sobretudo, sem medo de falhar.
Com ele, vivo cada linha da história, mesmo que os parágrafos e as páginas e os capítulos vão avançando, mesmo que todos os livros tenham, desde o "era uma vez", um "fim" que sabemos que vai chegar a qualquer momento... porque esta história ainda mal começou e toda a gente sabe que o melhor está no meio.
Sim, um dia vou ser velha. E, um dia, vou passar o meu tempo a relembrar a glória da juventude, se a minha velhice for bondosa o suficiente para o permitir. Mas não vou chorar nada que não tenha vivido. Não vou pensar nas histórias que podia ter sentido no corpo.
Vou viver cada pedacinho de história que puder. E vou começar agora.
Nunca é tarde de mais para se ser feliz.

domingo, 14 de outubro de 2012

By the river

Porque momentos de criancice são sempre precisos.
E porque, agora, a Antuérpia nunca nos esquecerá.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

In all this chaos, we found safety.

Já está, deixei de pensar.
Deixei de pensar em como não me devo dar por inteiro sem ter certezas. O que é isso de garantias? O que é isso de algo ser 100% correcto ou seguro? A vida não é segura, aprendi isso. O que hoje é "para sempre", amanhã não é nada. Palavras, palavras, palavras.
Deixei de viver naquilo que me foi ensinado. De ter medo, de ser ponderada, de esperar e esperar sem saber muito bem pelo quê.
Desta vez, quis ser diferente. Quis seguir o instinto que sempre me orgulhei de ter bem apurado. E fi-lo. 
A noite passou mas o tempo não. "And in that moment, I swear we were infinite" descreve-o bem. 
Naquele momento fomos tudo. 
Naquela noite, esta noite, fomos um.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Oktoberfest

Ontem foi noite de Oktoberfest no De Prof. 
Basicamente, foi uma festa num pequeno club, onde costumam ser as festas Erasmus, a imitar o festival alemão da cerveja. Algumas pessoas vestidas com as roupas típicas e, sobretudo, muitos copos baratos de meio-litro de cerveja.
No início estava tudo algo calmo. Já muito cheio, sim, mas calmo. Quando fui embora, às 4am (porque tinha de acordar às 9.30h), já depois de 1.5L de cerveja, uma piña-colada e um Flügel (garrafa de 20ml com vodka, 10% de álcool), já estava tudo menos calmo. Eu, que nem sou fã de grandes festas, acabei por ter uma das noites mais divertidas de sempre.
Desde descobrir que sou apaixonada por dançar em cima de mesas, a passar a noite a alternar entre um português sexy e um filipino mais sexy ("I'll be right back!", e ia dançar com o outro...), a conduzir a bicicleta de madrugada estando drunk out of my mind, sem sequer saber o caminho para casa porque nunca tinha estado naquele bar, a chegar a casa, despir-me, e atirar-me para cima da cama sem me conseguir mexer mais (e ainda bem que sou uma bêbeda inteligente, porque antes de sair de casa pus logo no telemóvel o despertador para hoje).
Mas lembro-me da noite inteira e estava perfeitamente consciente, tenho a dizer isso. Coisa que não é assim tão boa, porque não tenho desculpa para as parvoíces que toda a gente me viu fazer (e que estão gravadas em algumas fotografias, porque tenho amigas stalkers que estão sempre com a máquina na mão para verem o que apanham).
Venha mais uma :)


Damn.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Responsabilidade em Erasmus é...

... estar em casa, à hora de jantar, a enfardar sandes e fruta, não porque se tem fome, não porque é preciso comer, mas porque não tarda começa a Oktoberfest e é preciso ter o estômago bem forrado para a cerveja!

domingo, 7 de outubro de 2012

With Or Without You

Tê-lo como vizinho é maravilhoso, mas também tem os seus contras - sei sempre o que ele está a fazer.
Já por várias vezes, desde que me mudei, ouvi gente em casa dele. Ora amigos, ora amiga. E ontem foi uma dessas tardes. Cheguei a casa e lá estava ela. A rir-se, por detrás da porta dele. A rir-se com ele. Uma mulher com quem já esteve e que agora é apenas uma amiga, mas que está apaixonada por ele.
Subi e tentei abstrair-me, tal como nas outras vezes, mas quebrei. Não estou nos meus dias e foi apenas a gota de água. Mandei-lhe uma mensagem, sabendo que a leria logo, a dizer apenas "you were right, hearing her there with you makes me crazy". Mas precisei de sair. Afastar-me. E assim foi, com Coldplay a tocar bem alto, mais alto do que as vozes na minha cabeça. A bloquear os pensamentos. E andei, andei, andei. Andei completamente sem destino, sem me preocupar com as ruas, com as voltas, com o facto de me poder perder. Andei sem pensar nas dores nos pés ou no frio. Apenas andei.
E depois ele ligou-me. Uma, outra, outra vez. Como ele faz sempre que não atendo, por medo de que eu esteja chateada e a não atender propositadamente. Fez-me voltar até casa e decidiu, assim que me viu, que me queria levar a Ghent, a cerca de 60km. E eu aceitei, ainda em silêncio, ainda com dificuldade em olhá-lo nos olhos.
Quis a sorte ou o destino que a viagem fosse feita durante o pôr-do-sol. Por coincidência, também ele adora conduzir a essa hora, sempre com música bem alta, e deixar-se mergulhar naquele momento. E fomos, 45 minutos quase sempre em silêncio, a olhar para o céu, a absorver a música (Don't Speak, With Or Without You, Wonderwall, Holiday...), a sentir no corpo os 180km/h. A olhar em frente mas, ainda assim, a deixar por vezes a mão deslizar para a mão do outro.
E conheci, assim, talvez como forma de compensação pela tristeza, uma cidade lindíssima e romântica. Um passeio pelos canais, ainda mais bonitos com a iluminação, um chá tomado na esplanada, uma conversa sobre o que se tinha passado. Primeiro dolorosa, porque isto não devia estar a acontecer, depois feliz, porque admitiu que neste momento sou eu a "the one". É comigo que partilha os dias, e é assim que quer continuar. E eu também.

Through the storm we reach the shore, you gave it all but I want more. And I'm waiting for you... 
I can't live with or without you.

- but I prefer the with.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Ele, ele, ele. Só ele.

Neste fim-de-semana, a minha vida foi um cliché de Hollywood.
Devo ter tido aquilo que foram, muito provavelmente, alguns dos momentos mais estranhos (mas melhores) que já passei.
Naquela noite, o tempo parou. Aquela que foi uma mensagem inocente, acabou por iniciar uma noite de conversa em que não havia mais ninguém. Em que não víamos pessoas à nossa volta. Em que o único som que ouvíamos eram as palavras um do outro, ainda que tivessem de ser quase gritadas ao ouvido, tal o volume da música. Não importou a diferença de idades. Não importaram as nacionalidades. Nada fez diferença.
Naquela noite, o tempo parou. E continuou parado durante o longo abraço à porta, quando voltámos juntos para casa. E durante o beijo de boa noite. E o outro, e o outro. Todos os beijos. Continuou parado quando ele decidiu entrar e nos aninhámos os dois no sofá, como se nos conhecêssemos há meses. Parado conforme a noite passou, lado a lado na cama, entre conversas ou leves momentos de sono em que, acordada, o pude sentir abraçar-me e puxar-me para ele, ainda a dormir. Horas e horas dessa noite que não tinha fim, que continuava surreal por mais tempo que passasse. E, parado, permaneceu o tempo quando amanheceu e, juntos, passeámos pelas ruas, naquela que foi a manhã mais bonita que já tive em Antuérpia, com um sol perfeito e a temperatura ideal, tomámos o pequeno-almoço e caminhámos, sempre bem perto um do outro, até ao Sul, para assim nos sentarmos numa esplanada a ver a cidade acordar.
Antes desta noite, talvez 10 minutos de conversa. Este encontro, das 22.45 até às 13 do dia seguinte. Aquele que, agora, posso usar para descrever o "primeiro encontro perfeito". Aquele que representa tudo aquilo que eu nunca faria - mas que não podia estar mais feliz por estar a viver. Aquele que, tão depressa, me deu uma pessoa que não vou querer largar.


Só consigo pensar neste vídeo, do filme A Bela e o Paparazzo. Foi assim. Exactamente da mesma forma.

(o mais relevante começa aos 1:00)

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Again, o vizinho

Sabem o vizinho grego todo giro, do último post? 
Acabou de me passar para a mão um cartão com o número dele, e de me dizer para eu lhe dizer algo se quiser sair para um café ou bebida.

What. The. Fuck... Surreal.

P.S.: E lá está o que eu estou sempre a dizer - não gosto nada que me convidem para sair, mas se me disserem que posso ligar quando ME apetecer ir a qualquer lado... Whole different story!

sábado, 22 de setembro de 2012

Ter pouca sorte é...

...passar uma semana e meia sem me cruzar com nenhum dos dois vizinhos e, além de ficar a conhecer ambos no mesmo dia (vou saltar a parte em que conheci o do 3ºandar, porque é de meia-idade e não me interessa para nada), estava despenteada e de chinelos a voltar da lavandaria com um cesto de roupa quando o outro saiu de casa e veio falar comigo para se apresentar e fazer conversa durante 3-15 dias. 
E foi assim, nestes tristes preparos de lides domésticas, que conheci o meu vizinho lindo, grego, bem-vestido, simpático, lindo, sexy... Já disse lindo? Pois.
Shit.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

E, porque mereço descanso...


Hoje, quando cheguei a casa, foi assim. Só assim.
A Rainha do meu pequeno (mas lindo) palácio.

A New Home

Gosto de estar aqui sozinha. De não ter de partilhar isto, em tempo real, com ninguém. De fazer a minha vida ao meu ritmo. De me apaixonar pela cidade sem ter de esconder suspiros ou olhares mais demorados ou fotografias de pormenores insignificantes.
Gosto de sair de casa bem cedo, passear, e voltar ao meu espaço vazio e silencioso. Pôr Coldplay ou Mumford & Sons a tocar e recostar-me no sofá, aproveitar a vista de uma das cinco janelas para o pôr-do-sol atrás da Catedral.
Gosto de andar pelas ruas e ver mais bicicletas do que carros. De ter um mundo completamente plano à minha frente. Dos minutos solarengos de cada dia, que tento aproveitar ao máximo. Gosto das manhãs de fim-de-semana na Meir, a avenida principal ladeada por lojas, e de ver pequenos mercados por todo o lado, e uma enchente sem fim de pessoas completamente diferentes entre si.
Gosto da sensação de recomeço que ter vindo sem companhia me dá. De ser nova com as novas pessoas que conheço. Gosto de falar o dia inteiro em inglês e a certa altura já me ser difícil voltar ao português, mas ainda assim ter vontade de abraçar a portuguesa que por vezes aparece e que, feliz, também se delicia a trocar algumas palavras na nossa língua. Gosto de, por vezes, me esquecer onde estou e começar a falar português com pessoas que nunca o perceberiam.
Gosto, muito mesmo, de olhar em volta e ver dezenas, centenas, de jovens a tentar expressar-se. À procura de palavras que não têm a jeito, mas que vão ter de passar a ter, porque agora temos uma nova vida perto de pessoas de outros países. Gosto de ver peles de cores diferentes, pronúncias diferentes, no mesmo espaço. A rir à volta da mesma mesa. A descansar nos mesmos bares. A partilhar transportes de cidade em cidade.

Gosto de pensar que fui corajosa o suficiente para vir, mesmo com tudo contra. Que decidi sair do país sem o comforto de uma colega por perto, sem apoio da família, sem casa no destino. 
E gosto, mais ainda, de agora ter cá pessoas que gostam de mim. De a minha família já aceitar a minha escolha. De ter, apenas para mim, a minha casa. E, mais do que de ter a minha casa, de me sentir em casa.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

About Life

Não é preciso ir muito longe, nem conhecer muita gente, para ver que, hoje em dia, há pessoas a mais com medo da ambição. Vejo isso pelos olhares chocados quando anuncio que quero arrendar casa em Cascais mal comece a trabalhar. Pelos sorrisos algo psicóticos de tu-és-completamente-doida-e-nunca-na-vidinha-vais-conseguir-tal-coisa quando falo em abrir a minha própria clínica, depois de alguns anos da tão necessária experiência profissional.
Não é preciso ter contactos, nem o banco a transbordar moedas de ouro, tal Tio Patinhas, para chegar bem alto. Não me venham dizer que eu só estou a melhorar o currículo com um Erasmus ou que só penso em depois fazer outra Pós-Gradução ou Mestrado no estrangeiro por ter dinheiro - eu digo-vos que não é verdade. Quero ir, sim, são os meus sonhos. Tenho possibilidade de ir, sim, felizmente. Mas qualquer pessoa pode fazê-lo. Se não pode ir para outro país, o que não faltam são universidades por aí com coisas iguais ou melhores, que também criam um CV de fazer inveja. O que não faltam são oportunidades. É preciso apenas procurá-las.
Tal como sonhar com ter uma casa nova, sonhar com uma viagem, sonhar com um novo iPod, sonhar com ter filhos, não têm de ser apenas sonhos para os outros, por acharmos que não teremos possibilidades - se não podemos comprar um T2, compramos um T1; se não podemos ir às Maldivas, vamos para Tróia; se não podemos ter um iPod xpto, temos a versão mais antiga; se não temos forma de ter 4 filhos, temos 1 ou 2. O que importa aqui, e é de facto a única coisa importante, é estarmos de bem com as nossas escolhas, sem sensação de inferioridade pelos que conseguiram ter as suas primeiras opções. Para quê? Temos apenas de lutar pelo melhor que conseguirmos para nós. Todos os outros só estão cá a partilhar o espaço e a tornar-nos os dias melhores. A vida não é uma competição. Para quê desdenhar tanto o sucesso dos outros nas coisas que eles sonharam, nas coisas por que eles lutaram? Também nós o podemos fazer por nós. Ficar parado a invejar é apenas uma perda de tempo útil, perfeitamente melhor gasto a apostar em nós mesmos.
Eu não tenho medo de achar que mereço tudo por uma simples razão - nunca fui de ficar sentada à espera. Sei que, por maior que seja a minha ambição, existe apenas um único motivo para ter sucesso - eu trabalho. E, como trabalho para isso, não há que ter medo de sonhar bem alto.
As pessoas agora têm medo de dizer "eu vou ser alguém". Acho que ninguém deveria ter medo de se dar esse valor. Ninguém devia ter medo de anunciar bem alto os seus sonhos, apenas pelo terror de os ver falhados e de que lhes apontem um dedo de "eu bem te avisei que não conseguias". Não. A vida é nossa. Temos nós de a querer elevar. Temos nós de querer fazer dela algo melhor do que aquilo que sonharam para nós. Os sonhos nunca são demais, a menos que os deixemos acumulados, numa pilha, a apanhar pó - aí, sim, um dia vão tornar-se mais do que aquilo que conseguimos suportar.
Eu acredito que o mundo é como um corda-bamba mas que, com paixão e persistência, podemos aprender a atravessá-la sem desiquilíbrios. E, mais importante, acredito que, enquanto me tiver a mim, e por mim lutar, nunca me faltará uma rede de segurança para as inevitáveis quedas que a vida me trouxer.

"The minute you settle for less than you deserve, you get even less than you settled for."

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ponto da situação

Aparelho colocado. Até agora, só pontos positivos!

a) Não me custou nadinha a pôr (só no bolso, e nem eu sonhava que aquele valor era apenas da parte superior do aparelho - a inferior só ponho daqui a uns dois meses)
b) Vê-se que o tenho, mas é super discreto
c) Extremamente importante - não fiquei com a fala alterada! Está normal e perfeitinha, já não vou dar barraca como estudante de Terapia da Fala
d) Cheguei a casa e enfardei logo uma sandes, não me custou absolutamente nada a comer 
e) O meu dentista fofinho diz que não há qualquer necessidade de extrair os sisos
f) Em vez de consultas mensais, é possível espaçar um pouco mais e escuso de estar sempre preocupada em vir para Portugal à pressa

E pronto, agora é esperar. Vai valer a pena :)

Com cara de parva (a do costume) a exibir o Safira fofo!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A Saga dos Dentes Direitinhos

E pronto, hoje lá fui à primeira consulta. 
Estou para aqui toda babadona para os meus dentes lindos e maravilhosos todos branquinhos, depois de uma data de tempo enfiada no consultório a fazer a limpeza geral para fazer moldes e pôr o aparelho. Em princípio para a semana já o devo ter (com um pequeno desgosto pelo facto de o arco ser metálico, só os brackets é que são invisíveis, mas assim é mais eficaz).
Adorei a equipa, sempre super simpáticos e preocupados. O meu dentista é cunhado de uma Terapeuta da Fala que se licenciou e trabalha em Alcoitão, e que conheço. Assim, sempre estou um bocadinho mais "em família".

E sim, um post sobre ir ao dentista não tem interesse nenhum. 
O que tem interesse, pelo menos para mim, foi a conclusão a que cheguei depois de uma tarde inteira a sorrir para o espelho depois do pseudo-branqueamento. É que, a partir de agora, vai ser bem mais difícil para mim pegar num cigarro. E em café. Mas eu não sobrevivo na faculdade sem café, por isso... Café será. Quanto ao tabaco, bem, veremos.

(E eu não fumo regularmente, mas quem me tira o cigarrinho antes de um exame ou quando saio, a acompanhar a bebida, tira-me tudo.)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

First Step

Uns anos depois da primeira "tentativa", finalmente decidi-me a avançar com a questão do aparelho ortodôntico. Já era algo importante para mim e acho que como Terapeuta da Fala tenho obrigação de dar o exemplo.
Assim, hoje já foi feita a Ortopantomografia. Dia 29 faço os restantes estudos e os moldes. Nada de arrancar sisos antes do fim do tratamento. Não tarda, e ainda antes de ir para a Bélgica, já tenho o meu querido Safira posto :)


Não há cá "sorrisos metálicos" nem "caminhos de ferro" para ninguém! 

Pequena nota para dizer que arranjei uma clínica toda cor de rosa e fofinha, pirosa que só ela, como não podia deixar de ser. Mas adorei o conceito - a ideia foi criarem um espaço em que as pessoas fossem arranjar os dentes de forma descontraída, tal como se fossem ao cabeleireiro ou à manicure.

Toothcare

O único senão é ter as consultas periódicas, o que significa que vou ter obrigação de cá vir de x em x tempo e perder um tempo dentro da clínica, quando podia estar a aproveitar o meu Portugal. 
Agora é fazer figas para não partir brackets nem precisar de nenhuma consulta de emergência enquanto lá estiver... 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

"10 things I hate about you"

I hate* the way you say you'd do 13 hours on the ferry just to be with me,
As if the miles between us didn't matter at all.

I hate* the way you promise you'd bring me grapes if I was sick in the hospital
And how you always want to hug me when I'm feeling down.

I hate* how you love Converse just like me,
And the way you drink our beloved booze as if it was plain water.

I hate that I like you so much that I'm constantly apologizing for my paranoia, that I only have because I can't afford to lose you, in any way, after all these years.

"I hate it when you make me laugh,
Even worse when you make me cry.

I hate the way you're not around
And the fact that you didn't call
But, mostly, I hate the way I don't hate you
Not even close, not even a little bit, not even at all.
"

*love

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

De volta!

Cheguei ontem da viagem e ainda nem estou com forças para escrever. Devia ser proibido ter de voltar para casa e levar com um jet-lag como este. Mas, como sempre, valeu a pena, foi excelente para esvaziar a cabeça, para só pensar em mim e no momento.
Tenho apenas a dizer que o meu sítio estava igualzinho a como o tinha deixado, e que agora já posso dizer que passei um pouco mais de um mês inteiro na República Dominicana, juntando as várias viagens :)
Apesar do tufão que se podia estar a formar, e da tempestade que houve em alguns dias, acabei por conseguir aproveitar todos os dias naquele verde sem fim, nem que fosse com os pés mergulhados na água morna das poças de chuva. Para poder ser "da casa" tenho de conhecer o país em todas as formas, não é?
Ainda assim, por mais que adore estar fora, por mais que Punta Cana seja o meu pequeno paraíso, voltar custa porque a viagem é longa, mas sobrevoar Lisboa emociona-me sempre. Mesmo sem palmeiras, mesmo com o amontoado de casas, mesmo com a vida que não pára, tão contrastante com as Caraíbas, é este o meu lugar. A cidade onde nasci e cresci. E não há nenhuma igual, que cause o mesmo sentimento ao bater das rodas.


Acabei por não ter grandes fotos de meter inveja porque, como já conheço aquilo bem, só andei com máquina um ou dois dias.

 Um pouco da área protegida do hotel
 Astron, o navio russo naufragado em 1978 na costa de Punta Cana, bem visível da praia
Quem quer saber da tempestade, com direito a trovões e tudo? Not me!


Se o meu pai levar o desejo dele avante, para o ano iremos finalmente para Cayo Levantado, em Samaná (já esteve para ser várias vezes - com tantos sítios bonitos, o difícil é escolher!), numa ilha só para o nosso hotel, com direito a passeio a cavalo até às cataratas :)

 Next year's stop?

domingo, 29 de julho de 2012

Flying high!

Agendei este post para o momento de partida do meu voo.

Na próxima semana não irei postar (nada a que não estejam já habituados, visto que o blog fica muitas vezes ao abandono) já que vou, finalmente, ter as minhas merecidas férias longe daqui.
Acabei por não conseguir passar por França primeiro, porque ia ficar em casas da família da cunhada que, entretanto, foram ocupadas, mas vou na mesma até Punta Cana (depois de várias semanas de marcações e desistências de outros destinos). Estou destinada a ir sempre ali parar, nada a fazer.
Logo que voltar devo ir quase imediatamente para a Bélgica, mas ainda cá páro para fazer um bocadinho de inveja com as fotografias :)

Cerca de 7 horas de voo e aterro, mais uma vez, no Paraíso.
So bye, I have a plane to catch!


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Quero partir coisas.

Desde já, um desculpazinho pequenino a quem já está farto deste blog por só falar de Erasmus.

Ora, eu adorava ver casas na internet. Era o meu hobbie, divertia-me naquilo. Agora já não posso ver à frente mais casas, mapas, tradutores holandês-português, emails mandados às centenas e que levam sempre a resposta "essa casa só se pode arrendar durante 1 ano".
Realmente é muito engraçado quando só se está a ver por ver... Quando começamos a ver a vidinha a sair dos eixos porque ou se arranja um apartamento mobilado a preço decente (e o meu limite já foi esticando, esticando, esticando...) até dia 15 de Setembro, ou se vai viver para debaixo da ponte... Perde a piadinha toda.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Facts

Acabei de prometer a mim própria que a primeira coisa que vou fazer quando me instalar no meu apartamento na Antuérpia vai ser sentar-me no sofá e beber um bom copo de vinho. Antes de tratar da papelada, antes de encher o frigorífico, antes de ir tomar os cafés que já combinei com outros alunos, antes de ir passear de bicicleta (o meu novo meio de transporte, 15€ durante 5 meses, how cool is that?!) feita maluca pelo Stadspark. Para esquecer o stress, deixar para trás os problemas de Portugal, começar de novo.
Apenas beber por mim. Pela minha nova vida, ainda que temporária.


On another note, vou criar, como prometido, um blog para a minha família e amigos, sobre o meu dia-a-dia por lá, passando pela parte académica e pela social. Os posts mais sentimentais ou privados, digamos, continuarão a vir aqui para o 13m.o.p, claro :P
E digo isto agora porque estou a contar com ajudinhas para escolher o nome do dito blog. Sugestões, anyone?

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Randomização sobre Erasmus

Eu não sou nada de postar aqui coisas random, mas hoje é assim que a minha cabeça está.
Muito sucintamente:

1) Ainda não tenho casa porque só vou à Antuérpia em Agosto, e basicamente já está tudo arrendado ou então fica a custar mais do que a minha vida. Também ainda não tratei de papelada nenhuma.
2) Ainda não comecei o trabalho preparatório porque preciso da ajuda da minha mãe, já que é ela que conhece a TF que quero entrevistar, e o assunto Erasmus não pode ser falado cá em casa... O que significa que o vou fazer em cima do joelho, mas há-de ficar feito, já fiz coisas com menos tempo de antecedência.
3) Estive a googlar e agora também comecei a stressar com o facto de andar por ali sozinha à noite, já que aparentemente a zona onde vou morar (porque é a da faculdade) não é onde há mais bares. Acho que todos os dias vou arranjar um armário que me leve a casa, porque sou mariquinhas e tenho medo.
4) As amigas que se preparem para a minha choradeira, por favor, porque eu nasci para ter um namorado estrangeiro e ainda nem saí de Portugal e já estou doida da cabeça com os Lorenzos e os Filippos e afins. Vou-me apaixonar loucamente lá, pode ser?
5) Tudo bem, eu acredito que vou ter muitas saudades de casa (e dos meus bichinhos...), mas também não sei como raio se passam 5 meses a ter a liberdade de viver sozinha e depois se volta para ao pé dos pais. Preparem-se para a minha choradeira a esse nível, também.
6) Preciso muito de encontrar lá bons restaurantes de sushi, e cinemas em que não dobrem os filmes. Se eu fico sem isto, juro que me dá uma travadinha grande.
7) Quando vou de férias durante uma semana, encho a minha mala toda e ainda ocupo um espacinho da dos meus pais. Como raio é que eu vou fazer uma mala para 2/3 meses (porque entretanto venho a casa)? É que levar várias não é opção, porque vou sozinha e só tenho dois bracinhos...
8) Apetece-me a minha festa de despedidaaa!
9) Tempo, podes passar à frente até 15 de Setembro, se fazes favor? Quero a minha Welcome Week e os passeiozinhos por lá!
10) Não tenho nada para escrever aqui mas gosto de números redondinhos.

domingo, 22 de julho de 2012

Random stuff

1) Adoro aquele pessoal que compra os considerados "grandes carros" (mas a que, pessoalmente, não acho graça nenhuma) em 30ª mão, só para se fazer passar por riquinho. A-do-ro. 
Amigos, isso funciona como com os sapatos... Não vale a pena ter uns Louboutin se os compraram em saldos no eBay. Nem exibir com orgulho uns Jeffrey Campbell se não passam de umas réplicas mandadas vir pelo Facebook. 
Se não há dinheiro para o carrão, comprem outro qualquer, que não é por isso que dão imagem de pobres. Escusam é de comprar um Mercedes a 10 tostões e depois ir mostrá-lo aos amigos numa de "isto realmente é para quem pode".


2) Há um fenómeno engraçado no mundo das atracções. É que um moço até pode ser giro nas horas, para lá de sexy, ter uns gostos de nos deixar de queixo caído. Agora, se em cada frase que escreve, há erros ortográficos a torto e a direito... Esqueçam. Que anti-tusa desgraçada.
Até acredito que sejam inteligentes, que saibam muito de muitas coisas, mas não consigo ignorar a ortografia. Passa logo a imagem de que são burros que nem três portas juntas. Desperdícios de boa genética. 
E nem vontade fica de combinar o belo do cafézinho.


Pronto, é só isto.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Darwin's Café!

Ontem à noite, jantou-se ali no meio das borboletas e dos peixinhos.
E foi tão bom.


Darwin's Café

(Até é difícil escolher as fotos!)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Don't think.

As pessoas pensam demais e esquecem-se de viver.
A vida não é isso de pensar e pensar e pensar para tentar chegar a algo acertado. Não são as análises sem fim que se fazem a cada passo do caminho, não são as noites sem dormir em busca de uma qualquer epifania.
Deveria ser sempre vivida na sua essência, sem preocupações menores com o estado do tempo ou a roupa que não combina, sem grandes desgostos por paixonetas que não passaram disso, sem um planeamento absurdo de tudo o que é feito.
Deixar o tempo andar, correr, galopar, para ter certezas, não é sabedoria - é adiar o que devia ter sido.
É preciso que se entenda que a vida não é linear - que em algumas coisas, sim, é necessário prudência; mas que noutras, como no amor, é preciso respirar aquilo e vivê-lo como se não houvesse mais nada (mas há, e é preciso equilíbrio para também nunca esquecer isso).
Quando se ama alguém não há espaço para analisar, para deixar passar os minutos ou as horas ou os dias até se ter a certeza das palavras a dizer. É preciso dizer logo, é preciso deixar fluir, é preciso o compromisso e a entrega de oferecer palavras sem as moldar demasiado.
Quando se gosta, se ama, não pode haver um pé atrás. Não podem haver jogos de "como me deixaste à espera de resposta agora também vais ter de sofrer".
O amor não se pensa.
E também a nossa vida não deve ser pensada em demasia. Por vezes é preciso dar um passo em frente sem olhar para o chão. É preciso saltar, de olhos fechados, e acreditar, com muita força, que alguém vai estar de braços abertos para agarrar e impedir o embate doloroso. É preciso sonhar com o que parece impossível.
É verdade, por vezes vamos dar esse passo em frente e cair num buraco fundo, vamos saltar e magoar-nos quando não houver ninguém para nos amparar, vamos sonhar com coisas tão improváveis que nunca se realizariam. 
Mas não faz mal. 
Porque sabíamos à partida que isso podia acontecer. Sabíamos à partida que, na vida, nada é certo. Na vida não há a certeza de que todos os passos vão ser seguros, de que todos os saltos serão amparados, de que todos os sonhos se podem realizar. Sabemos isso, mas tentamos na mesma, sem pensar tanto nas consequências ou tentar adivinhar qual será a vez em que, em vez de alegria, haverá dor.
E a isso, sim, chama-se viver.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Workaholic Thoughts

Não sou pessoa para estar de férias, de todo.
Sabe muito bem nos primeiros dias depois de uma época de muito trabalho, sim, mas ao fim de uma semana já estou tremendamente aborrecida e a pensar como raio vou aguentar mais 3 meses. Fico sem saber o que fazer.
Gosto de fazer alguma coisa. De me sentir útil, de ter trabalho. Sobrevivo perfeitamente com o descanso aos fins de semana e o jantar fora e cinema de sexta à noite. 
Férias de Verão... São demais para mim. Safa-se a semaninha em que viajo para fora, e pouco mais.

Deve ter sido tendo isso em conta que agora a faculdade da Bélgica, para onde vou, decidiu mandar um trabalho preparatório, para levar em Setembro, em que tenho de fazer três powerpoints, sendo que dois deles implicam entrevistar uma terapeuta da fala e uma associação. É um documento de 4 páginas só com instruções sobre tudo o que tenho de fazer. And I'm freaking out. 
Quer dizer que, ainda antes de começar o semestre, já vai começar a dificuldade e a exigência absurda? O que virá depois? Admito, a minha primeira reacção foi um "porra, eu quero desistir". Mas não vou. E isto há-de ficar feito.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Scars

"E a beleza nem sempre se faz da ausência de mazelas, da ausência de rudes cicatrizes, da ausência de corpos esteticamente irrepreensíveis. Por vezes, encontramos a perfeição nas marcas que nos cravam, nas feridas que provocamos ao tentar segurar com as duas mãos todo um mundo de emoções, toda uma vida de imponderáveis sensações. Por vezes, a beleza é áspera e brutal, dispensando a leveza e o macio de peles que embora recomendáveis pouco calor poderão oferecer.
E é nas mãos despojadas de virtudes que quase sempre acabamos por encontrar um porto seguro, um local onde sabemos que não haverá hesitações se sangrar for necessário para que o temporal passe por nós sem nos beliscar."

(do blog My Skin 'n Under)


E é por isto que eu adoro cicatrizes. 
Digam o que disserem, são lindíssimas, são pedaços de história que nos tornam ainda mais únicos e diferentes, imperfeições marcadas para sempre nos nossos corpos e que, para mim, tornam qualquer pessoa muito mais bonita.

domingo, 1 de julho de 2012

Chloé

Como já ninguém me podia ouvir com o choradinho de "eu estou maluca com aquele perfume, preciso tanto de o comprar, tenho de o comprar urgentemente porque quero-o mesmo muito", decidi poupar o mundo desse fardo e, finalmente, comprá-lo. Um miminho para mim própria, que até sou querida e vá, já merecia.
Que perfume espectacular. Só dá vontade de o despejar todo na banheira e meter-me lá dentro. Mas não, vou usá-lo com muito amor e carinho, para durar e durar e durar.
 

Agora é preciso é ter sítio onde o pôr, que eu sou muito boa a comprar frascos e frascos de perfume, mas acabar os que já tenho, está quieto.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Night Wishes

Perto da uma da manhã, pouco mais se ouve na rua do que esporádicos latidos de cães e o barulho dos camiões que passam para recolher o lixo. Reparo que quase todos os estores estão fechados, com excepção de uma ou duas janelas em que ainda se vê luz.
Os carros, que durante o dia passam constantemente, já passam espaçados. Os seus condutores, despreocupados pelo pouco trânsito, aceleram, apressados, rua fora, sem tomar grande atenção, talvez na ânsia de chegar a casa.
Gosto deste confronto entre a confusão do dia e a calma da noite. Sinto que tenho o melhor dos dois mundos.
Deixo-me ficar perto da janela - o Verão começou há pouco e a temperatura esteve tão alta que consigo sentir o calor nos pés, pela madeira que o sol aqueceu. A brisa traz aquilo que mais aprecio na estação, o ar denso com cheirinho a flores e a quente.
Costumo perder-me em pensamentos enquanto me distraio a fazer alguma coisa, que não sou pessoa de estar parada, mas hoje não - hoje não consigo largar a vista da noite. Engraçado pensar em tudo o que já vivi a olhar para esta mesma rua - afinal de contas, não conheço outra vista, desde que nasci que é esta a vista que tenho.
Não sei definir o que me passa pela cabeça. Melhor, sei, sei sempre. Não consigo é expressar este turbilhão de ideias. O álcool, que já me galopa pelas veias, não ajuda.
Os grilos distraem-me.
Acho que tudo o que queria no mundo agora era um abraço. Não qualquer abraço, o abraço. Aquele abraço que me faria deixar de ouvir os comboios ao longe. Aquele abraço terno e apertado, como quem diz "finalmente, juntos". Era o bastante para fechar a janela e deixar de pensar no mundo lá fora, pois só aquele mundo, criado por nós, importaria.
Ou simplesmente para saltar para o teu colo, entrelaçar as mãos nas tuas e ficar assim, num abraço, a aproveitar o cheiro a Verão e a luz da noite, já sem reparar nas janelas fechadas e nos sons distantes, para antes ouvir cada respiração, sentir cada toque subtil, viver cada pedacinho do nosso pequeno mundo.

domingo, 24 de junho de 2012

Lady-like

Bem sei que está toda a gente farta de ouvir falar dos saldos, porque agora nos blogs é o único tema debatido, mas apetece-me também partilhar que hoje me esbardalhei toda na H&M - e eu odeio de morte a época dos saldos e as bancas desarrumadas estilo feira, mas aquilo estava bastante calmo e organizadinho.

Tirando a roupa que comprei, tenho apenas a dizer uma coisa - 10 vernizes por 5€. Dez. D.e.z.

Ando tão gaja.

domingo, 17 de junho de 2012

Son-Rise

Hoje fui À palestra.
E não nada do que estava à espera - nada de publicidade, nada de estatísticas, nada de técnicas ambíguas.
Foi a experiência, dada na 1ª pessoa, de um homem que em criança foi diagnosticado com Autismo profundo e hoje em dia é normal, normalzinho. Parece mentira. Não é. Tudo graças ao Son-Rise, que passou a ser o método menino-dos-meus-olhos.
Fiquei abismada. E descobri que praticamente tudo o que é feito em Portugal actualmente, vai contra estes princípios. Está na altura de começarmos a mudar.
Tem um jeito para comunicar de outro mundo, deu exemplos práticos atrás de exemplos, uma argumentação extremamente lógica e convincente.
Saí de lá maravilhada. A melhor palestra a que já fui, sem qualquer dúvida.

O Raun Kaufman é filho do Barry Neil Kaufman, que inventou o método Son-Rise para ajudar o filho e, posteriormente, escreveu o livro Son-Rise - The Miracle Continues.
Hoje em dia é o CEO da empresa!

sábado, 16 de junho de 2012

Pequeno momento de histeria

... só para anunciar que acabei de comprar isto.
 

E sim, estou pela casa a dar pulinhos de felicidade.

Not-so-pretty endings

"Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.", MEC

Eu digo mais. 
Hoje as pessoas terminam namoros porque já não lhes convém. Porque não gostam do mesmo tipo de música. Porque as faculdades são em zonas opostas da cidade. Porque foda-se, aquela colega tem umas mamas de outro mundo e deve mandar umas bem mandadas, deixa-me lá acabar o namoro primeiro para parecer um gajo atinadinho e ela ir no meu jogo. Porque ele não gosta das mensagens dela, porque ela não gosta de fumar umas ganzas ao fim do dia.
Hoje os namoros já não acabam porque o amor não era suficiente, acabam porque não há vontade de lutar. Porque é mais fácil saltar fora e ir encontrar outra pessoa ao virar da esquina, uma que não se queixe tanto e que faça o que ele quer sem grandes discussões. Porque as memórias não valem nada, o caminho não vale nada, o tempo não vale nada. 
Hoje rasgam-se fotografias sem pensar duas vezes, apagam-se comentários do Facebook para facilitar futuros engates e evitar conversas sobre o que já lá vai. 
Subitamente, ele já não era assim tão giro, ela afinal era gorda ou burra ou fútil, o namoro não tinha tido significado e o amor não era assim tão forte - diz, cada um, quando tudo chega ao fim. Subitamente, cruzam-se na rua e quando atravessam o passeio tecem-se comentários que em tempos nunca seriam sequer imaginados, riem-se com os amigos, fingem que não importou.
Porque o novo amor é sempre o mais forte, é sempre o que é perfeito, é sempre o que nunca vai terminar. Mas, depois, termina quando já não lhes convém. Quando afinal ele fingia que gostava daquela banda e não gosta. Quando se muda de emprego e não há tempo para almoçarem juntos. Quando se conhece outra pessoa. Esse, esse é que vai ser o tal. E, às vezes, não é. E volta tudo ao início.


E não, isto não é conversa de miúda aziada que levou com os pés. 
É só nojo de pessoas que nem desconfiam o que significa amar.

sábado, 9 de junho de 2012

50% done!

Terminei ontem o 2º ano do curso! Nem consigo acreditar que já passou metade.
Com umas cadeiras melhores, outras piores, com momentos de grande esforço e outros de preguiça, a verdade é que chegou ao fim.
Se tudo correr bem (e não precisar de fazer nenhum exame), só volto à ESSA como aluna em Fevereiro do próximo ano, porque agora vem o Erasmus. E, depois, ainda mais rápido o tempo vai passar, já que o 2º semestre é apenas para o estágio.
 
Que venham agora as férias e o descanso das guerreiras! :)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

asdamdbkf

E pronto. Acho que cheguei a um dos meus pontos altos no curso.
Grandes notas, já tinha tido várias... Desta vez foi um 17, que nem é tão grande assim.
Mas foi um 17 num caso clínico, em que tinha de avaliar uma pessoa e criar um plano terapêutico como se já estivesse no "mundo real", em que passei o fim-de-semana anterior a jogar GTA IV e mal olhei para as coisas (também não havia muito como estudar), em que o que ficou reflectido foi, sobretudo, o meu interesse e gosto por aquela área. E também foi uma nota superior às dos últimos dois anos (15 e 16) e... as segundas melhores classificadas da minha turma tiveram 14. Porra. Como raio é que eu fiz isto? (gabarolice, eu sei, mas estou estupidamente feliz e orgulhosa de mim mesma).
E se entrei naquele curso com a maior certeza do mundo de que não queria trabalhar com adultos, muito menos com afásicos, agora bato com a mão na cabeça porque é uma área fascinante e muito gratificante. Porque tive um professor que me motivou de uma maneira que poucos mais conseguiram até agora.
Porque vou ter de fazer um estágio em adultos e outro em crianças, e estou super ansiosa para ambos, e não só para o das crianças como sempre achei.

Hoje, estou super feliz :)


P.S.: E diz-me o professor: "a sua nota não me surpreendeu porque sei que tem mais capacidades do que se calhar julga". Pronto, deu-me a travadinha de vez.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Sales! %

Adoro promoções online.
Para já, porque recuso-me a entrar em lojas na época de saldos, quando a roupa está toda desdobrada e amontoada, e é preciso mergulhar naquelas pilhas para descobrir alguma coisa interessante (e, quando descobrimos, nunca é o nosso tamanho e é preciso mergulhar de novo para o achar...). Se quisesse compras estilo feira, não ia a um centro comercial.
Online é muito mais fácil descobrir descontos, escolher o que se gosta. 
E não existe nada melhor do que aqueles sites que agora andam muito em voga que vendem vales para as lojas e poupamos imenso em tudo. É pólos Sacoor a 50%, é sapatinhos Melissa a 60% ou 70%, é Ana Sousa a menos 30€ que o preço marcado, é Quebramar e Lacoste, é malas atrás de malas ao preço da chuva. E não são os produtos que não são vendidos e que querem escoar, é entre todos os disponíveis nas lojas. A qualidade não é comprometida e eu dou saltinhos de felicidade.
E falo de roupa mas também podia falar dos restaurantes espectaculares e bem mais baratos.

Obrigada, ClubeFashion e LetsBonus. Amiguinhos para sempre <3

E não era este o propósito do post, mas já agora deixo a publicidade, se se inscreverem por aqui ficam com 6€ de crédito depois da primeira compra :)