terça-feira, 3 de abril de 2012

Love and Insanity

"Sim, sou perigosa. E se não fosses tu a partir-me o coração, eu podia partir o teu em três tempos, com a minha brutalidade, com a minha depressão, com aquele orgulho filho da mãe ou intolerância de última ponta. Sou doente mental, eu sei,  gosto que me trates como uma diva mesmo que me apeteça tratar-te como merda e não gosto de ser tratada como merda quando te trato como um deus. Mas mesmo assim sujeito-me. Sou meio-malcriada mas sou bonita. E sei lá explicar o que é elasticidade em economia  mas, em contrapartida, percebo imenso de gatos. Tenho um excelente sentido de humor, desde que me apanhes de bom humor. E sou preguiçosa mas subia aqueles quatro sinuosos andares para te cair directa nos braços. (...) Não sou a mulher mais fácil do mundo mas sou a única que te levou a sair de casa na noite de Natal para ir em meu auxílio (...) Não te esqueças como sou tão única, que meti-te a paranóia que a tua casa tinha espíritos devido aos sons estranhos que ouvíamos durante a noite e que te obrigavam a levantar à procura da janela ou porta mal fechada para que eu finalmente me calasse com os seres do além. E de como quase pegava fogo à cozinha sempre que abria o bico grande do fogão. Sim, também eu tinha medo disto tudo, de ser perigosa e doente mental, de subir aqueles quatro andares até ao fim da minha vida, dos jogos de futebol que ficariam por ver, das almas penadas que viviam no sotão com as quais teria inevitavelmente de lidar, (...) de eventualmente um dia explodir com a casa toda a brincar com o gás. É claro que também tinha medo disso tudo."



Não tenho o hábito de postar textos de outras pessoas, mas este está algo de genial.
Para mim, o amor passa por essa loucura. Eu tenho essa loucura.

2 comentários:

  1. Todas temos essa loucura ^^
    Obrigado por partilhares...foi bom de se ler*

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  2. Infelizmente tenho vindo a conhecer muita gente a quem falta um bocadinho de loucura..

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