quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Again, o vizinho

Sabem o vizinho grego todo giro, do último post? 
Acabou de me passar para a mão um cartão com o número dele, e de me dizer para eu lhe dizer algo se quiser sair para um café ou bebida.

What. The. Fuck... Surreal.

P.S.: E lá está o que eu estou sempre a dizer - não gosto nada que me convidem para sair, mas se me disserem que posso ligar quando ME apetecer ir a qualquer lado... Whole different story!

sábado, 22 de setembro de 2012

Ter pouca sorte é...

...passar uma semana e meia sem me cruzar com nenhum dos dois vizinhos e, além de ficar a conhecer ambos no mesmo dia (vou saltar a parte em que conheci o do 3ºandar, porque é de meia-idade e não me interessa para nada), estava despenteada e de chinelos a voltar da lavandaria com um cesto de roupa quando o outro saiu de casa e veio falar comigo para se apresentar e fazer conversa durante 3-15 dias. 
E foi assim, nestes tristes preparos de lides domésticas, que conheci o meu vizinho lindo, grego, bem-vestido, simpático, lindo, sexy... Já disse lindo? Pois.
Shit.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

E, porque mereço descanso...


Hoje, quando cheguei a casa, foi assim. Só assim.
A Rainha do meu pequeno (mas lindo) palácio.

A New Home

Gosto de estar aqui sozinha. De não ter de partilhar isto, em tempo real, com ninguém. De fazer a minha vida ao meu ritmo. De me apaixonar pela cidade sem ter de esconder suspiros ou olhares mais demorados ou fotografias de pormenores insignificantes.
Gosto de sair de casa bem cedo, passear, e voltar ao meu espaço vazio e silencioso. Pôr Coldplay ou Mumford & Sons a tocar e recostar-me no sofá, aproveitar a vista de uma das cinco janelas para o pôr-do-sol atrás da Catedral.
Gosto de andar pelas ruas e ver mais bicicletas do que carros. De ter um mundo completamente plano à minha frente. Dos minutos solarengos de cada dia, que tento aproveitar ao máximo. Gosto das manhãs de fim-de-semana na Meir, a avenida principal ladeada por lojas, e de ver pequenos mercados por todo o lado, e uma enchente sem fim de pessoas completamente diferentes entre si.
Gosto da sensação de recomeço que ter vindo sem companhia me dá. De ser nova com as novas pessoas que conheço. Gosto de falar o dia inteiro em inglês e a certa altura já me ser difícil voltar ao português, mas ainda assim ter vontade de abraçar a portuguesa que por vezes aparece e que, feliz, também se delicia a trocar algumas palavras na nossa língua. Gosto de, por vezes, me esquecer onde estou e começar a falar português com pessoas que nunca o perceberiam.
Gosto, muito mesmo, de olhar em volta e ver dezenas, centenas, de jovens a tentar expressar-se. À procura de palavras que não têm a jeito, mas que vão ter de passar a ter, porque agora temos uma nova vida perto de pessoas de outros países. Gosto de ver peles de cores diferentes, pronúncias diferentes, no mesmo espaço. A rir à volta da mesma mesa. A descansar nos mesmos bares. A partilhar transportes de cidade em cidade.

Gosto de pensar que fui corajosa o suficiente para vir, mesmo com tudo contra. Que decidi sair do país sem o comforto de uma colega por perto, sem apoio da família, sem casa no destino. 
E gosto, mais ainda, de agora ter cá pessoas que gostam de mim. De a minha família já aceitar a minha escolha. De ter, apenas para mim, a minha casa. E, mais do que de ter a minha casa, de me sentir em casa.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

About Life

Não é preciso ir muito longe, nem conhecer muita gente, para ver que, hoje em dia, há pessoas a mais com medo da ambição. Vejo isso pelos olhares chocados quando anuncio que quero arrendar casa em Cascais mal comece a trabalhar. Pelos sorrisos algo psicóticos de tu-és-completamente-doida-e-nunca-na-vidinha-vais-conseguir-tal-coisa quando falo em abrir a minha própria clínica, depois de alguns anos da tão necessária experiência profissional.
Não é preciso ter contactos, nem o banco a transbordar moedas de ouro, tal Tio Patinhas, para chegar bem alto. Não me venham dizer que eu só estou a melhorar o currículo com um Erasmus ou que só penso em depois fazer outra Pós-Gradução ou Mestrado no estrangeiro por ter dinheiro - eu digo-vos que não é verdade. Quero ir, sim, são os meus sonhos. Tenho possibilidade de ir, sim, felizmente. Mas qualquer pessoa pode fazê-lo. Se não pode ir para outro país, o que não faltam são universidades por aí com coisas iguais ou melhores, que também criam um CV de fazer inveja. O que não faltam são oportunidades. É preciso apenas procurá-las.
Tal como sonhar com ter uma casa nova, sonhar com uma viagem, sonhar com um novo iPod, sonhar com ter filhos, não têm de ser apenas sonhos para os outros, por acharmos que não teremos possibilidades - se não podemos comprar um T2, compramos um T1; se não podemos ir às Maldivas, vamos para Tróia; se não podemos ter um iPod xpto, temos a versão mais antiga; se não temos forma de ter 4 filhos, temos 1 ou 2. O que importa aqui, e é de facto a única coisa importante, é estarmos de bem com as nossas escolhas, sem sensação de inferioridade pelos que conseguiram ter as suas primeiras opções. Para quê? Temos apenas de lutar pelo melhor que conseguirmos para nós. Todos os outros só estão cá a partilhar o espaço e a tornar-nos os dias melhores. A vida não é uma competição. Para quê desdenhar tanto o sucesso dos outros nas coisas que eles sonharam, nas coisas por que eles lutaram? Também nós o podemos fazer por nós. Ficar parado a invejar é apenas uma perda de tempo útil, perfeitamente melhor gasto a apostar em nós mesmos.
Eu não tenho medo de achar que mereço tudo por uma simples razão - nunca fui de ficar sentada à espera. Sei que, por maior que seja a minha ambição, existe apenas um único motivo para ter sucesso - eu trabalho. E, como trabalho para isso, não há que ter medo de sonhar bem alto.
As pessoas agora têm medo de dizer "eu vou ser alguém". Acho que ninguém deveria ter medo de se dar esse valor. Ninguém devia ter medo de anunciar bem alto os seus sonhos, apenas pelo terror de os ver falhados e de que lhes apontem um dedo de "eu bem te avisei que não conseguias". Não. A vida é nossa. Temos nós de a querer elevar. Temos nós de querer fazer dela algo melhor do que aquilo que sonharam para nós. Os sonhos nunca são demais, a menos que os deixemos acumulados, numa pilha, a apanhar pó - aí, sim, um dia vão tornar-se mais do que aquilo que conseguimos suportar.
Eu acredito que o mundo é como um corda-bamba mas que, com paixão e persistência, podemos aprender a atravessá-la sem desiquilíbrios. E, mais importante, acredito que, enquanto me tiver a mim, e por mim lutar, nunca me faltará uma rede de segurança para as inevitáveis quedas que a vida me trouxer.

"The minute you settle for less than you deserve, you get even less than you settled for."

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ponto da situação

Aparelho colocado. Até agora, só pontos positivos!

a) Não me custou nadinha a pôr (só no bolso, e nem eu sonhava que aquele valor era apenas da parte superior do aparelho - a inferior só ponho daqui a uns dois meses)
b) Vê-se que o tenho, mas é super discreto
c) Extremamente importante - não fiquei com a fala alterada! Está normal e perfeitinha, já não vou dar barraca como estudante de Terapia da Fala
d) Cheguei a casa e enfardei logo uma sandes, não me custou absolutamente nada a comer 
e) O meu dentista fofinho diz que não há qualquer necessidade de extrair os sisos
f) Em vez de consultas mensais, é possível espaçar um pouco mais e escuso de estar sempre preocupada em vir para Portugal à pressa

E pronto, agora é esperar. Vai valer a pena :)

Com cara de parva (a do costume) a exibir o Safira fofo!