segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

2014, e o que aí vem

2013 foi, para mim, um ano vazio.
Ganhei pessoas, mas perdi outras tantas. Despedi-me de algumas das pessoas de quem mais gostei até hoje, disse adeus a uma casa partilhada. Regressei a Portugal após meses de uma felicidade imensa que a Antuérpia me trouxe. Perdi a facilidade de viajar sempre que entendia - e o bom que isso era.
Foi um ano triste. Um ano de uma readaptação difícil que acho, até, que não chegou a ficar concluída.
Mas 2014 tem tudo para ser o melhor do mundo.
Neste novo ano poderei, em fim, dizer "eu sou Terapeuta da Fala" - mais um dos inícios do resto da minha vida. Será o ano de conclusão da minha lincenciatura, o ano da minha Bênção das Fitas, da festa de finalistas. Será, talvez, até o ano de início de uma pós-graduação ou um mestrado. O início da minha vida como trabalhadora, e não como estudante que fui durante 16 anos (e já era hora de terminar essa fase!).
Voltarei a viajar, talvez como finalista, talvez apenas para me reunir com a minha turma de Erasmus. Talvez para Malta, para a Antuérpia, para Itália - para onde a vida me levar. Quem sabe, talvez seja até louca para me ir embora de novo. Talvez estude fora. Talvez trabalhe fora. Talvez me vá embora apenas para, de novo, espairecer e conhecer mais do mundo, porque o que conhecemos dele nunca basta.
Terei o segundo aniversário dos meus 20 anos. A minha bebé fará os seus 4 anos, e os irmãos dela 6, 8 e 10, e eu não acredito nem um bocadinho que foi ainda ontem que os embalei a todos, recém-nascidos, no colo.
Não acredito que a passagem de ano mude nada. Marca apenas uma mudança de página, uma necessidade de pendurar um calendário novo, de mudar de agenda. Acredito, sim, que nos leva a pensar nisso do tempo, que não pára nunca. Que nos leva a ver que já não estamos em 1997, as Spice Girls já não estão nos tops e os Excesso já não actuam na SIC aos Sábados à tarde. Que uma data pode ser só uma data, mas escrever 2009 ou 2014 faz toda a diferença do mundo porque, com a data, mudámos nós também. Crescemos nós também.
E acredito que 2014 será um ano muito feliz. Só poderá ser dessa forma.

Feliz Ano Novo para todos os que por aqui vão passando! :)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Nota para as desactualizadas

Parece que a nova técnica de engate, logo a seguir ao meter de conversa graças às fotos novas que se postam no facebook agora pelo Natal (são sempre as fotos novas...), é fazer menção às exs, como quem não quer a coisa. Assim um género de "conheço x através da minha ex" ou "a minha ex andava na tua faculdade", para que se note que estão solteiros.
Deve ter sido uma luz que se lhes baixou na cabeça nos últimos tempos, para mostrarem que não são comprometidos. Segue-se, geralmente, um "mas não falemos disso", também com o intuito de mostrarem que a ex-namorada já não interessa o suficiente para se falar dela.
Se calhar isto já era comum e era eu que estava fora do mercado há demasiado tempo, mas temos de ser umas para as outras e partilhar estas coisas, não é verdade? Aceito informações para a troca.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Decisões.

É fantástico como tudo pode ficar mais leve no preciso momento em que se decide que nada do que aconteceu importa e que de para a frente, e apenas para a frente, é que é o caminho.
Afinal, ser feliz a partir dessa altura é fácil. Basta acordar com um sorriso e decidir que o dia vai ser bom. Basta estar aberto a conhecer outras pessoas, a abrirmo-nos com quem não nos é próximo mas que tem tudo para vir a ser. Bastam garrafas de vinho partilhadas com amigos daqueles de há muito, dos que, mesmo que só vejamos uma vez por ano, são sempre os que ouvem tudo o que há para ouvir e dão abraços e palavras de força; daqueles que, depois de uma boleia, esperam até entrarmos em casa em segurança. Basta ter a nossa pessoa perto de nós, aquela que não há-de se ir embora nunca, "through fire and flames".
Por vezes, ser feliz é fácil - basta querer :)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

I won't die of deception.

De vez em quando, em dias felizes de sol, dão-me umas luzes - os raios devem incidir ali num qualquer conjunto de neurónios, e a coisa dá-se.
Hoje, decidi que sou uma parva e que nada disto vale a pena.
Que sou, como durante uns meses me esqueci, importante e especial por mim, tanto que é ridículo deixar-me ser trocada, aceite e devolvida uma e outra vez, apenas por estar apaixonada.
Que, apesar das vezes todas em que fui com a cara à parede, vai haver uma pessoa, depois de todas as outras que me deixaram fazê-lo sem porem a mão à frente para me protegerem, que vai valer os esforços todos. Que vai almofadar a sala inteira, para que isso não me aconteça de novo. Para que eu não me magoe mais uma vez.
Hoje decidi - que se foda.
Que se fodam amores vazios, promessas vãs, desculpas, noites mal dormidas, pensamentos sobre o que já foi e não tornará a ser. Que se foda. Não interessa mais. Eu interesso mais.
Que se foda, que se foda isto tudo. Hoje vou ser feliz. 
Sozinha, sem pensar em x ou em y ou em z. Pensando apenas nas minhas pessoas. E em mim. Pensando sempre em mim.

"Se o amor vier, ame. Se ele for embora, chame. Se ele não ouvir, grite. 
Se ele não voltar, aí você manda essa porra se foder 
porque o amor é cego e não surdo."

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Jumping into the future.

Um dia meto-me num avião sem pensar no destino.
Na verdade, também foi assim com a Antuérpia - não sabia ao que ia, e descobri nela uma casa.
Por isso, um dia vou - e não interessa para onde, não interessa quanto tempo. Apenas vou.
Um dia descubro uma cidade que possa percorrer de forma segura, plana o suficiente para poder andar sempre de bicicleta, que tenha recantos com cafés e lojas pequeninas.
Um dia encontro, ou reencontro, alguém que me diga "és o tipo de rapariga com quem eu seria capaz de casar". Alguém que não o diga pela conquista, mas porque o sente. Sentirei, de novo, a felicidade de o saber.
E depois, um dia, nessa cidade, vou aprender a gostar das bebidas preferidas dele, vou apaixonar-me pela forma como cozinha para mim, vou saber de cor cada sinal e ruga na sua face.
Vou visitar aquela cidade com os olhos de uma criança, entusiasmada com tudo o que vê. Com amor às cores, aos cheiros. Com amor a ele.
Um dia meto-me num avião sem pensar no destino. Já o fiz. E faria-o, de novo, ainda hoje.

A minha casa não é esta. 
E isto são só sonhos sem sentido, mas gosto de procurá-los :)

Wandering and wondering.

A parte mais macabra disto do amor é que haja a possibilidade de já não gostar de uma pessoa, pela forma como nos magoou, mas continuar a amá-la.
Gostar sem amar é comum. Amar sem gostar... É uma estupidez. E eu estou a ser para lá de estúpida, mesmo.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Fosse eu rica...

...e pediria, para o Natal, o seguinte:

 Sapatos Valentino (claro que quem diz estes pares , diz outros tantos)

 Sapatos Louboutin, pouco interessa o modelo

Mala Furla (esta e outras, podia vir a última colecção inteira)

Telemóvel Samsung Galaxy S4 (imensa gente o tem, não é preciso ser assim tãããão rica 
para o pedir, mas... como eu adoro o meu Nokiazinho de paixão, assumamos que sim)

Malas de viagem Louis Vuitton (um desperdício porque 
iam dar cabo delas no aeroporto, mas são bonitas!)

 
 Vestido Marchesa (qualquer um, mesmo, não sou esquisita com Marchesa)
 
E assim em maior escala...
 
 Viagem a Bali, Indonésia, mas uma coisa em bom, de algumas semanas. 
Quem diz Bali também diz um tour pela Costa Rica, um safari no Quénia...

Viagem a Las Vegas (podendo passar lá um tempinho, queria 
também dinheiro para estoirar brutamente em hotéis, casinos e muito álcool

Fazer a Route 66

Cavalariças deste género. Recheadinhas de cavalos, por favor. 
Dava um rim por um Frísio ou um Shire, já agora.

Chevy Impala de '67. Também não sou esquisita com clássicos, 
podia vir outro Chevy ou um Ford Mustang que eu não fazia caso!

 Closet para os sapatos todos que pedi. Este é o da Mariah Carey, mas podia ser parecido :)

Não tenho mais ideias, mas acho que tinha jeito para esta vida, a de rica.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Todos. Os. Dias.

"Ela sorriu, disse-lhe “olá, amo-te” 
mas os lábios só disseram “olá, está tudo bem?”." 

Pedro Chagas Freitas

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Os lados esquerdos.

Eu às vezes penso que devo ser doida. Não apenas louca, como gosto de ser, mas doida mesmo. Masoquista, também.
Isto de ser Terapeuta da Fala implica notas e notas em agendas e post-its e quaisquer pedacinhos de papel que se encontrem disponíveis.
Faz com que, quase sem excepção, andemos sempre com vários sacos, malas, mochilas, e o porta-bagagens sem espaço para mais nada.
Com que, no horário já preenchido, se encaixe sempre mais uma palestra, uma conferência, porque ai é com o Lobo Antunes, a esta tenho mesmo de ir, dito de uma forma fan-girl de envergonhar qualquer um. E há sempre mais formações, mais oradores espectaculares, mais temas interessantíssimos a que temos mesmo de ir.
Mas a insanidade vem depois. Vem de tudo isto, das olheiras até ao chão, do cansaço ao chegar a casa, da vontade inexistente para fazer jantar, das pilhas de livros e apontamentos que se acumulam, das imagens de Anatomia carregadas de setas e nomes de músculos faciais.
A insanidade vem de passar por tudo isto... e adorar. De saber, sentir, que nunca poderia ser de outra maneira.
E eu penso que devo ser doida, sim - mas que, realmente, é do lado esquerdo que o meu lado esquerdo gosta.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Ou não?

(andava há tanto tempo a querer um maço que desse para fazer isto! :D)

 Até ver, tem-me feito pior do que o tabaco.

sábado, 7 de dezembro de 2013

I'm dust and you're dust.

Engraçado como as expectativas iniciais mudam tudo o que vem depois.
Como um mês, a porra de um mês, pode ser mais complicado de superar do que cinco de uma vida partilhada na mesma casa apenas porque, no primeiro caso, havia ao início a perspectiva de todo um futuro aberto, por preencher, em vez de uma viagem de avião marcada que ditava o dia em que tudo teria de acabar.
Disseram-me, na altura do meu namoro de Erasmus, que uma relação com um fim à vista só me iria magoar. 
Não. Sim, mas não.
O que magoa é ter esperança.  
É achar que não há limites e, depois, esbarrar neles.

Mas...
Negação - Raiva - Negociação - Depressão - Aceitação

Ainda que fora de ordem, lá vamos. Passo a passo. Como tudo tem de ser. :)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

On the wrong side of life.

"O meu problema é que sou sempre aquela que gosta mais", foi uma das coisas que te disse logo de início, quando me senti a começar a apaixonar-me e ainda ponderava lutar contra isso. Achaste-me tonta e garantiste que não seria assim.
Mas era um facto e, de novo, assim o foi. Já ouvi todos os clichés que alguém pode ouvir no final de uma relação. Já ganhei tanta bagagem - na verdade, desta vez nem tive tempo de tirar da caixa toda a que já tinha, para a acomodar na nova casa - que, sinceramente, já nem sei se a conseguirei voltar a arrumar, organizadamente, sozinha. Acumulei tanta coisa, tantos fardos, atirei-me - parva - tanta vez de cabeça, que não sei até que ponto não foi esta a última vez (e não é sempre? pois).
Sou sempre aquela que gosta mais. Sou crente nisto do amor, mantenho-me assim sem saber como nem porquê, aposto sempre que desta é que é, ele nunca me magoaria. Mas ele pode acordar um dia e decidir que afinal não, a vida dele não é isto. E eu poderia acordar um dia e decidir que não, a minha vida não é isto, mas não, eu nunca penso isso, porque eu amo e amo e amo e acho que, sim, desta é que é, porra, desta é que é.
E vêm os sentimentos de culpa, os "e se" (a merda dos "e se"), a sensação de que o "não és tu, sou eu", afinal queria dizer "és tu, és mesmo só tu, a culpa disto é tua porque és a e b e c e falta-te x e y e z".
Mas não é assim. Eu não sou assim. Logicamente, eu sei que não sou e que há alguém, a única pessoa que interessa, que pode ver falhas em mim mas nunca nenhuma o fará amar-me menos. Faz sentido que assim seja. Mas se é fácil acreditar nisso? Não, cada vez é mais difícil. E eu luto contra isso, mas cada vez - e já lá vão algumas vezes - é mais difícil. Hoje tornei a bater no fundo. Ainda bem que já conheço os cantos à casa.
Só tenho medo que um dia, quando aparecer alguém em que valha a pena investir, o amor que tenho para oferecer já se tenha esgotado pelo caminho.

E hoje era o meu Sinterklaas. Foi um belo presente. O ano passado recebi luvas e biscoitos, mas também serve.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Palavras soltas.

Por vezes bastam meia dúzia de palavras trocadas com a pessoa certa para aquela situação, para ficar tudo melhor.
Neste caso, acho que finalmente voltei a lembrar-me de que há um mundo inteiro lá fora. Que isto, aqui onde vivo, não tem de ser o meu tudo - e não o é. Há outras pessoas e outros lugares em que, como já comprovei, posso ser bem mais feliz do que aqui.
Relembrei, sobretudo, a atenção que tive e que tanto me sabia bem. Os olhares que perscrutavam os sítios onde eu estava, até me encontrarem; os abraços felizes quando se aproximavam de mim. Relembrei, ainda, todas as vezes que ouvi, ou me contaram, que alguém tinha perguntado por mim, quando não podia estar presente. E perguntavam sempre.
E, com tudo isto, caí em mim. Lembrei-me de mim antes da faculdade, com toda a energia do mundo, com uma personalidade que explodia e se fazia ver a dois quilómetros. Com os olhares todos em mim quando entrava numa sala, pela energia positiva que emanava.
Hoje, hoje caí de novo em mim.
Porque me lembrei de que mereço essa atenção.
Porque me lembrei de que existe quem se lembre sempre, sempre de mim, e sinta a minha falta.
Porque me lembrei de que há pessoas, aí pelo mundo, que mereciam tudo e a quem eu, parva, fiquei a dever muito.
Mas porque me lembrei, também, de que sou livre. E de que, um dia, poderei encontrá-las de novo e, aí, reencontrar-me.

Erasmus uma vez, Erasmus para sempre. E, hoje, esse sempre tirou-me mesmo de um daqueles moods da treta.

People worth keeping.

Uma pessoa está assim num momento chatinho, meio down sem saber bem porquê, a precisar de apanhar duas chapadas para ver se acorda para a vida, mas depois aparecem aqueles amigos que mudam tudo.

Podiam ter-me convidado para ir tomar um café, para ir comer uma (mega) fatia de bolo depois do jantar, para ir ao cinema...
Não.
Acabei de ser convidada para ir a Milão. É esta a minha vida.

Só gostava de poder meter-me agora mesmo no avião e ir. 
E de, se calhar, não voltar.


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Always you wrestle inside me.

Durante o Verão - e certamente ainda antes de estar pronta para uma nova relação -, decidi sair com aquele que foi a minha primeira paixão. Cruzámo-nos, depois de muitos anos sem sabermos um do outro, e achei que precisava de agarrar a oportunidade e que, se tinha gostado tanto dele, não deveríamos voltar a atravessar-nos na vida um do outro sem tentarmos uma aproximação.
Falo aqui dele hoje, ainda que na altura não o tenha mencionado, porque acho engraçado isto do amor e de como não se aproxima, em nada, daquilo que queremos
Quando saí com ele, músico profissional, mais bonito do que como o lembrava, tentei realmente gostar dele. De forma inconsciente, é certo, e algo de que apenas hoje me apercebo. Mas tentei, fiz por isso. Ainda antes de sairmos juntos, ouvia tudo o que era música dele, deliciava-me nas longas conversas que tínhamos; quando estivemos frente a frente, tudo desmoronou e soube, imediatamente, que nunca daria. Que aqueles sorrisos nunca me encheriam a alma, que as conversas eram superficiais e forçadas, que nunca aquela melodia, de novo estrangeira, me poderia fazer feliz, porque não era dele que gostava e isso não viria a acontecer.
Sei, porque também ele não me voltou a procurar, que também eu não era para ele. Que também ele tentou, quis, gostar de mim, mas não conseguiu.
Alguns meses depois, conheci-o a ele, de uma forma inesperada e, estranhamente, naquela que parecia ser a altura perfeita para ambos. Não tencionava apaixonar-me, não forcei nada, não quis sequer voltar a deixar-me levar por paixões, porque já levava a minha dose de coisas dolorosas e mal acabadas. 
Mas encontrei nele, mais uma vez, e ao contrário do que acontecera no Verão, a minha definição de amor - vi ali um precipício e, ainda assim, ainda que com muito medo de caminhar perto dele, não consegui, nem quis, afastar-me.
Dessa vez, e ainda antes de chegar a casa depois do nosso primeiro encontro, enviei-lhe as palavras de uma dessas músicas de gente apaixonada, em que me revi - "this feels like falling in love" -, e assim estava mesmo. Apaixonei-me. E os sorrisos eram inevitáveis, e não queria um fim para as conversas porque a voz e as palavras dele preenchiam-me, e sair de perto dele custava, porque queria sempre ficar mais e mais tempo. Queria, precisava, sempre de mais.
O amor, quando vem, fecha os olhos e tapa os ouvidos. Não quer saber de nós, não quer saber do que queremos, do que pretendemos. Vem e instala-se.
Da mesma maneira, também nunca morre apenas quando desejamos - não queria apaixonar-me e aconteceu sem direito a uma palavra minha; agora, que preciso de me afastar, não vejo forma de parar de o (nos) querer. Não vejo forma de parar de querer, mais do que tudo, viver aquilo que não chegámos a viver, ter as longas conversas que não tiveram tempo para existir.
Era tão mais fácil se eu não visse, em nós, potencial para ser feliz.
E era tão mais fácil que bastasse querer para tudo se desenrolar.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Kryptonite.

Qual Katy Perry, conheço a sensação de achar que é impossível, depois de ter tido a melhor pessoa para mim, conhecer outra que, afinal, seja melhor ainda. 
Porque às vezes parece mesmo que não existe ninguém melhor. Que já tivemos tudo aquilo que alguma vez podíamos querer, e que ninguém pode dar-nos algo sequer aproximado disso.
A verdade é que há sempre alguém que foi a melhor pessoa, por mais defeitos que tivesse. Mas também acredito, e já aqui o disse em diversas ocasiões, que não existe apenas uma pessoa certa para nós, um "the one" - há vários. Inclusive, há tantos que, por vezes, muitas vezes, essas pessoas se cruzam connosco e nem chegamos a conhecê-las - mas eram, poderiam ser, perfeitos para nós.
Não gostando de comparar relações, mas fazendo-o apenas para me explicar, tive uma relação algo longa e tive outra em que, embora muito mais curta, pude partilhar casa com ele. Em ambas as vezes, embora por razões muito diferentes, passei por essa fase de e agora como é que eu vou voltar a ter alguém assim?. Por um ter sido o meu highschool sweetheart, por ter vivido com o outro (e, neste momento, não ter oportunidade de o fazer de novo com outra pessoa), achei durante algum tempo que nunca ninguém que aparecesse poderia "preencher os requisitos".
No meu caso, acabou por preencher esses e mais alguns, ainda que de formas completamente diferentes.
Mas, o que me leva a escrever isto, não é o meu caso. É o caso em que eu me incluo. É o facto de eu não preencher os requisitos. 
Toda a gente tem uma história, bagagem. Toda a gente já se deu, de uma forma ou de outra, a alguém - partilhou anos de vida, casa, um espaço comum que os fez crescer muito moldados um ao outro. Há aquela pessoa que nos sabe de cor. Aquela pessoa que nos conheceu numa fase e que, por isso, nos conhece melhor do que qualquer outra - porra, melhor até do que nós.
E o que fazer quando não conseguimos competir com o passado? Quando não preenchemos os requisitos, já que o passado foi de tal forma feliz que nós não conseguimos dar-lhe uma felicidade que se assemelhe? Quando sabemos, de coração, que podemos amar aquela pessoa tudo o que quisermos e que, ainda não, não seremos suficiente?
Eu não sei. Mas pagava, e muito, para saber.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

(Hoping) to run away.

Hoje não me apetece só fugir para a minha Antuérpia...


Dava um rim para vir antes para aqui, ou semelhante:


E isto faz-me lembrar automaticamente daquela letra que diz "vou a Marte, se é o que tu queres eu vou amar-te", e depois rio-me - porque tenho de fazer por não chorar mas, maioritamente, apenas porque sou parva - e penso que é engraçado que, ainda que não queiras, vou a Marte ou amar-te na mesma, e isso é uma merda mas é inevitável. Como a maioria das merdas desta vida.

"To miss something is to hope that it will come back."

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Depois há dias assim.

Em que o sol brilha, apesar do frio. Em que se trabalha das 9.30 às 17.30h e, apesar do cansaço, continuam a aparecer sorrisos. Há olheiras até ao queixo e uma vontade desesperada de voltar para casa, mas também brincadeiras e um bom clima.
As coisas parecem quase alinhadas. Toda a gente comunica como deve ser. Há um bom feeling, um olhar cruzado, uma sensação de coração a querer sossegar. (Uma conversa de alguns minutos que melhora tudo.)
A música no carro é boa, anoitece devagarinho, vestem-se camisolas quentes, que confortam, vêem-se séries no sofá, ao final do dia, para descansar.
Há dias em que, por mais estoirados que estejamos, realmente valeu mesmo a pena ter saído da cama. E hoje foi um dia desses.

E porra, Terapia da Fala, dás um trabalho desgraçado e a tua sorte é eu amar-te tanto.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

domingo, 17 de novembro de 2013

One day maybe we'll meet again.

Podia preocupar-me com muitas coisas - com futebol, a que não ligo nem quero ligar (mas que parece ser uma boa distracção, já que há quem só viva para isso), com o estágio do segundo semestre de que ainda não sei nada, com o próximo vencedor do Masterchef, com tendências (abomino!) de moda. Mas não, as minhas preocupações são sempre as mesmas, e tenho noção de que nunca fazem sentido - aquilo que não fiz, as vezes em que devia ter estado calada e não estive.
Isto acaba por ser especialmente parvo já que eu não sou pessoa de ficar calada e de não dizer o que penso - digo sempre, nada a fazer. Mas também atraio problemas. Falo tanto neles, nos meus medos, no meu instinto (especialmente quando estou com maus presságios), que tenho a certezinha de que, metade das vezes, sou eu que os causo com essas conversas.
Depois penso horas a fio, de forma quase obsessiva, em tudo o que devia ter feito. No porra dos beijos que recusava por brincadeira (estúpida, muito estúpida), nas vezes em que, para evitar conflitos, rejeitei planos daqueles que hoje me saberiam pela vida - uma ida ao cinema, um lanche, um jantar - tudo aquilo que, a todo o momento, tínhamos vontade de fazer juntos, apenas para nos vermos. Penso nas horas de conversas que poderiam ter havido, nos momentos felizes que não tivemos porque eu estava demasiado preocupada, paranóica mesmo, com aquilo que de mau poderia vir a acontecer-nos.
Dizem que só sabemos aquilo que tínhamos quando o perdemos, e eu sempre achei isso ridículo. Mas acho que sim, desta vez só vi realmente o que tinha depois de o perder. Também eu, afinal, talvez não estivesse preparada para uma nova relação, porque toda eu era medos que fizeram com que não me entregasse a 100% a esta. Mas agora, que sei que gostava de te dar o mundo inteiro, pareces já não o querer receber de mim. 
E eu não sei se o "espero que no futuro nos cruzemos" ainda está de pé mas queria muito, tanto, que sim. Sobretudo, farei por isso - para que o caminho seja suficientemente bonito para teres vontade de, um dia, voltar a percorrê-lo.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Honestly,


Ele ia gostar disto é um pensamento recorrente. Bem como o gostava de lhe contar isto. Ou ver um sítio bonito, ou ter saudades de algum onde não vou há algum tempo, e pensar que queria tanto que lá fôssemos juntos.
Já para não falar dos outros pequeninos picos de felicidade ao longo do dia.
Tenho saudades. É isto.

E, a todo o momento, espero que, pelo menos a amizade que restou, ainda nos dê momentos desses.

E pronto, de regresso.

Depois de uns longos dias de grande pânico, de estudo de quatro temas diferentes para a mesma frequência (já que as aulas tinham sido seminários, como se fossem várias cadeiras), de noites mal dormidas e, ontem, de frequência de quase 3 horas, 8 páginas de respostas, uma mão, pescoço e ombros doridos, pois que já Educação Clínica ficou terminada e posso de novo dedicar-me ao descanso e à escrita aqui no blog.
Na verdade, além de ter andado ocupada, também não tenho andado com vontade. Ando cansada, algo desmotivada. Com muitas saudades da minha Antuérpia e das minhas pessoas, como de costume. 
De qualquer forma, tentarei regressar em força e ganhar de novo algum ânimo porque, all in all, já é quase Natal! E eu gosto de posts natalícios felizes :)

domingo, 10 de novembro de 2013

10/10, 10/11

Festejar um mês de namoro é algo tonto, já que um mês é tão pouco considerando o tempo todo que pretendemos passar com alguém.
Ainda assim, é uma celebração querida. E hoje tive-a na cabeça. Porque tinha imaginado um almoço de sushi à beira-mar, uma tarde a ver filmes pirateados à pressa, debaixo de uma manta, de amor - daquele amor nosso -, na cama. Com os mesmos sorrisos, um para o outro, que desde a primeira conversa. Com a mesma alegria e gratidão por, um dia, sem sabermos como ou porquê, os nossos caminhos se terem cruzado e termos começado a falar. Com aqueles abraços intermináveis que sempre trocámos.
Tinha uns rabiscos infantis na agenda, no dia de hoje, que tive de apagar e que, mesmo assim, ficaram marcados nela. Ainda os consigo ver, e isso custa mais do que uns rabiscos deveriam custar.
Acho que não deves sequer ter reparado na data de hoje, mas eu evitei-a o dia inteiro, desde que apaguei a luz ontem, às 23.59h, até este momento. Porque me custa que seja de novo dia 10, esse número redondo, "um dia bonito" como lhe chamei, e não ter tido a possibilidade de o passar contigo nem por uma vez, por motivos que não compreendo.
Custa-me, sobretudo, não me sentir sequer tua amiga. E custa-me isto, de te dar espaço, quando gosto tanto de ti. Mas aqui está ele - mais espaço, todo o espaço, excepto nas palavras que aqui escrevo - porque não conseguiria agir de outra forma.

Feliz dez para ti.
E que, um dia, venhamos a ter um dez nosso.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Blue.

Eu analiso e reanaliso tudo aquilo que mexe comigo - gosto de tentar compreender, tirar algum sentido das coisas.
E já passei por vários finais mas posso dizer que, para uma pessoa assim como eu, há poucas coisas piores do que saber que gosto de ti, que gostas de mim, e que isso não chega. Há poucas coisas piores do que querer tanto estar do teu lado, ainda que como amiga, e ter de deixar isso completamente nas tuas mãos.

 

"Quando ele sorri... Quando ele sorri, eu tenho vontade de chorar."

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Um mês de ti.

Costumo gozar com quem coloca imagens no facebook a dizer olá aos meses - 'x, sê generoso', 'olá y, por favor traz coisas boas'.
Ironicamente, Outubro foi o teu mês. Do início ao fim. Conhecemo-nos exactamente no dia 1, e o click esteve lá. Acho que me apaixonei por ti assim que pus a vista nos teus olhos (mas nunca apenas por isso). Foi tudo muito rápido, sim - sinto que as melhores coisas são as que acontecem assim, num desenrolar em que nenhum de nós sabe explicar como se deu - e, o final, esse, veio mais rápido ainda. 31 de Outubro. Porra, a porra de um mês.
Mas ter sido pouco tempo não diminui o que custa. Mói, mexe cá dentro. Tira a vontade de comer (e não tira sempre?) e acresce vontade de dormir o dia inteiro apenas para não ter de pensar - porque quando estou acordada, é (só) nisso que penso.
E a esperança, essa puta que é a esperança (desculpa-me, tornei-me mais asneirenta), ainda mexe mais comigo, mas ao mesmo tempo é a melhor coisa que me podias fazer sentir. Pensar num futuro contigo, ainda que depois disto, é a melhor coisa que posso imaginar.
E assim vou tentar esperar. Dar tempo, dar espaço. Tentar estar lá para ti, acima de tudo como amiga, mas também como a namorada que fui e que quero muito, muito mesmo, tornar a ser.
Não desisto, nunca desisti, ao primeiro obstáculo. Menos ainda quando sei que há algo bom pelo qual lutar, algo que vale a pena.
Já tenho saudades tuas. E estou à tua espera para sermos felizes. Por muitos e muitos mais meses completos. Okay?

"I believe, and I believe 'cause I can see our future days - days of you and me."

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Can you make it numb?

O meu instinto nunca erra. E, se pudesse, apagava esta semana inteira...
Escrevi ontem que a morte é uma merda. E é. Mas mais que uma merda, fodido mesmo, é quando há vida e há gostar e isso não chega. É haver faísca e esperança e isso não ser elo de ligação suficiente. Não é pior que a morte, mas também mata.
Fodido é afogar as borboletas, que tanto voavam pelo estômago, ainda antes de lhes dar o espaço todo de que precisavam. É, até quando me fazes mal, estares a fazer-me bem.
Fodido... fodido é amar-te e não sentires o mesmo.

"Depois o tempo trata de ir arrumando as coisas, trata de nos trazer de volta, 
renascemos, voltamos a atrair outra pessoa e por vezes somos novamente 
magoados e nem acreditamos que aquela dor possa surgir de novo."

E não acredito. Não quero nem acreditar.

Em dia de Halloween...


...nem precisei de máscara (e ainda bem, não gosto nada).
Porque os monstros, as inseguranças, estão cá sempre. Bem tento lutar contra eles, mas destroem-me sempre pelo caminho. "Insecurities will eat you alive", diz-se muito. E é mesmo assim.
Só espero, espero mesmo, que seja apenas mais uma batalha perdida; que, na guerra, eu ainda tenha hipótese de lhes vencer.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Isso da (merda da) morte.

Há dias, semanas, meses, em que deveríamos poder ficar na cama o dia todo, entoando um lalalalala, abafado pela almofada, que nos permitisse não ter de receber más notícias. Que impedisse que o mundo continuasse a girar em voltas contrárias ao que deveria - que o nosso mundo abalasse assim, completo, num estalar de dedos, numa chamada telefónica.
Hoje, Alcoitão, a Terapia da Fala, foram uma família de novo, pelo pior dos motivos. Porque quando alguém tropeça assim na vida, alguém que se esforça tanto, diariamente, para que venhamos a ser Alguém na área por que temos uma paixão comum, há que agarrar as lágrimas que teimam em cair - porque, na morte dos que não nos são nada, somos inevitavelmente egoístas e pensamos naqueles que nós temos e não queremos perder - e tentar suportar um pouco um peso nos ombros de quem está a sofrer mais.
Começámos o dia felizes, a observar novas vidas, e a seguir veio a morte. A seguir vem sempre a morte, e depois mais vida, e depois morte de novo. E esse ciclo, essa ignorância quanto ao saber quando se passará à próxima etapa, são uma valente merda - a maior de todas.
Hoje foi um dia triste. Um dia daqueles em que o estômago se apertou e o coração bateu algo descompassado, a acompanhar as lágrimas. "Mas a vida continua. De forma diferente, mas continua".

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Limpando a alma.

O meu subconsciente deve ter achado que eu precisava de uma limpeza da alma porque, sem me aperceber, dediquei a manhã livre a limpar o quarto (algo que gosto de fazer quando estou chateada, mas nem estava!) e agora à tarde foi altura de apagar centenas de mensagens que deixei acumular - sendo que já estava a chegar às mil, mais uma vez (e nem guardo a maioria, longe disso).

Ainda não limpei bem a alma, que isto hoje está meio complicado, mas a selecção de mensagens foi muito fácil - antes e depois de ti. Porque tudo o que é teu tinha de ficar. :)

Happy thoughts.

Gosto das pequenas coisas. De pormenores.
Notas deixadas em guardanapos ou post-its. Pequenos presentes comprados sem pensar, apenas porque algo nos fez lembrar aquela pessoa. Ver girassóis, sempre os girassóis. Rir sinceramente, sem conseguir parar. As sardas dele. Músicas e cheiros que tragam memórias. Passeios na praia. O fechar de olhos do meu cavalo quando lhe dou festinhas. Dar colo a bebés e passar-lhes o dedo entre os olhos até adormecerem. Abraços honestos e apertados. Os sorrisos pequeninos - do tamanho deles - da minha princesa Laura, da Isabel, do João, da Elisa. Gelados partilhados em bancos de jardim. Buddhas. Acender fósforos só para ver a chama. Ter locais meus e nossos. Ver fotografias de há muito e de agora. Lençóis secos ao sol e acabados de estender. Conversas e silêncios confortáveis. Olhos, olhares. Reparar naquilo que pouco se nota, cicatrizes, lentes de contacto. Imperfeições, gosto muito de imperfeições. Beijos no canto dos lábios. Beijos nos olhos. Todos os beijos. Receber um bom dia e boa noite. "Amor" - chamar "Amor". Ou Amor, assim sem aspas. Sentir Amor.

"Love isn't a big thing, it's a million little things."

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O que eu sempre digo (mas bem dito).

"Saber viver passa por saber viver sem medo, por saber voar, às vezes com os motores desligados, sem espreitar se a rede está lá em baixo para nos amparar, mesmo que seja por um instante, mesmo que depois a realidade nos acolha e nos proteja. É que a vidinha estará sempre lá, mas os grandes momentos, aqueles que só acontecem de vez em quando, não nos esperam todos os dias ao virar da esquina. É preciso agarrá-los quando o acaso joga a nosso favor.
Viver sem medo não é loucura, ou, se o for, é uma loucura saudável. É o medo que nos mata, e um espírito livre não pode ter medo, ou deixa de ser livre.", MRP

Palavra por palavra.
E eu, a cada dia, me orgulho mais de ser como sou - alguém que, ainda tendo medo, não deixa que esse a consuma nem controle. Um espírito livre e, admitamos, louco - mas sempre, sempre feliz com as escolhas tomadas.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

'Okay' will be our 'always'.

Ia começar a escrever dizendo que ainda estamos numa fase muito cor de rosa deste amor - decidi apagar tudo. Não tenciono, nem acredito, que a cor do amor mude com o tempo. Sei, sim, que nem todos os dias podem ser assim - porque terei dias maus, terás dias maus, teremos dias maus. Isso pertence. Mas o amor está lá. A felicidade inicial tem de (ou deve) estar lá, direi até que ampliada, porque isso de o amor ir esmorecendo só acontece quando não era, de facto, amor - mas mera paixão.

Algo que sempre me pareceu assim como que uma metáfora para a vida e para o amor são os corredores de Alcoitão, sabes? Sempre tive um fraquinho por eles. Escrevi, há algum tempo, e passo a citar,

"Percorri Alcoitão, aprendi a andar por aqueles corredores e, apesar de ter ganho estofo e já não me perder fisicamente lá, sei que me perderei sempre um pouco em emoções - porque quem entra em Alcoitão não sai nunca igual e, perdendo-se muitas vezes, também é certo que acaba sempre por encontrar nele mais do que esperava. Descobri que aqueles corredores, aqueles de que tanto se fala, com um xadrez interminável, custam muito a percorrer mas são os corredores que já mais vitórias sentiram em si."

Hoje, Alcoitão já não é só o meu (enorme) amor à Terapia da Fala, já não é só corredores nem xadrezes nem um sentimento de pertença. Agora, Alcoitão também é o sítio onde te conheci, e onde todos os dias te vejo. O sítio onde ganhei mais um (mas não apenas mais um) amigo. Onde encontrei mais uma (e nunca! apenas mais uma) das minhas pessoas.
E sim, sei que terei, terás, teremos, dias maus - mas, ainda que nesses dias o cor de rosa de que tanto gosto possa esbater um pouco, sei que não desaparecerá de vez. Porque, no final do dia, há sempre um abraço (daqueles que não trocava nem por cem diferentes), um carinho, palavras dessas que só tu sabes dizer e que melhoram sempre, sempre tudo, bem como os pedacinhos em que nos deitamos lado a lado e sabemos, sentimos, que não é necessário dizer nada. Porque os sorrisos com que ficamos sempre que falamos são os mais sinceros. E os pulos de alegria que dou, tal criança numa loja de doces, quando sei que estás por perto e vou poder ver-te mais 5 minutos, são espontâneos e verdadeiros, e não importa o que os outros dizem ou pensam - nunca importa.
Porque, quando escrevi o parágrafo que citei, estava longe de imaginar que o "encontrar mais do que esperava" seria algo assim. Tão longe de imaginar que te encontraria a ti - de saber que não te trocaria por mais descoberta nenhuma.
E porque, quando o cor de rosa estiver menos vivo, andaremos, as vezes que forem precisas, por metros e metros de xadrez preto e branco, o nosso xadrez do nosso Alcoitão, sabendo que, no fim, terá valido a pena. Nós valemos a pena.


Okay.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O Lugar.



"Eu descobri a casa onde posso adormecer,
Eu já desvendei o mundo e o tempo de perder.
Aqui tudo é mais forte e há mais cor no céu maior,
Aqui tudo é tão novo, tudo pode ser amor.
 ...
Na cidade que há em ti, encontrei o meu lugar.
É em ti que vou ficar."

(Tiago Bettencourt - O Lugar)

I'm not bulletproof.

Tenho saudades da minha cama enorme, das paredes com janelas de uma ponta à outra, da minha caneca laranja que tinha de lavar vezes sem conta (dando cabo das unhas), das velas pela casa, das garrafas de vinho branco abertas à noite para acompanhar How I Met Your Mother, da minha bicicleta holandesa amarela e dos passeios nocturnos nela, da forma como o sol iluminava o prédio em frente, do casal de vizinhos que eu tantas vezes observava, da minha máquina de bebidas, da comida e dos chás que cá não consigo encontrar, da Meir - ai, a Meir -, da Centraal Station, das minhas holandesas e maltesas e da minha eslovaca e das outras que não me marcaram tanto mas que também me acompanharam, dos comboio limpinhos e das viagens que fiz neles, da neve lá fora, das fotografias tiradas à janela, do De Prof e dos outros bares que conheci e que me conheceram, de ouvir falar holandês, dos cafés com aquecedores e mantinhas, da Catedral, do rio Schelde, das casas, das pessoas, de ser especial por ter sempre algo para ensinar a alguém, de ser Erasmus.

Tenho saudades.

Dava o mundo por passar, na Antuérpia, mais um dia que fosse.
E para te mostrar o sítio onde fui tão feliz.

sábado, 19 de outubro de 2013

(D)Escrevendo-me.

Há algum tempo que reparo que tenho vícios de escrita que mostram muito de mim.
Gosto de começar parágrafos por 'e'. Não gosto de os ler, objectivamente parecem-me estranhos, mas volto sempre a eles. Como se, forçosamente, tudo tivesse uma continuação. Acho que gosto de pensar assim, que as coisas não têm de ter finais, que tudo pode, simplesmente, começar com um 'e', pois já havia tanto para trás que nem fazia sentido que fosse de outra maneira. 
Da mesma forma, faço muitas vezes com que tudo seja um contínuo, sem vírgulas, apenas ligações tontas e cansativas de ler, porque também eu, por vezes, sou assim, apressada e faladora e ávida de palavras. Comecei a escrever mais depois de ler o A Million Little Pieces e senti-me a ser moldada por ele, por aqueles adjectivos intermináveis num mundo louco que se assemelha àquele em que eu, muitas vezes, vivo.
Adoro repetir-me, também. Adoro repetir expressões, frases, quase como se tudo voltasse sempre ali, àquele ponto - é como sou, tudo em mim dá voltas e voltas e acaba por voltar para perto de onde começou. Gosto de italizar. Especialmente quando falo nele. Acho que lhe dá mais valor, esse destaque que é aquele I de que dantes não gostava.
E é assim. Tanto escrevo muito como pouco e, geralmente, quase sempre, escrevo besteiras mas também isso me reflecte. Aquilo que aqui está, que aqui lêem, sou eu num texto. Não todas as partes de mim, porque tendo a tentar ser optimista e escrever e expor-me mais nas alturas em que estou feliz, mas uma grande parte.
Caminhando para os 6 anos de blog (dentro de três meses), sinto que ainda hoje é uma casa.

Coisas que, em tempos, escrevi.

Fazem-se coisas tão pequeninas e tontas, por paixão. Pode ser uma paixão recente, daquelas em que ainda tudo parece não ter qualquer falha, qualquer brecha prestas a abrir, ou uma paixão que perdurou apesar dos vários anos; não importa, paixão é paixão e tem de ser assim.
Quando nos apaixonamos, há todos os outros - e, depois, há ele.
Há todos aqueles que mandam mensagens intermináveis, ainda que não tenham uma resposta, até que desliguemos, por fim, o aviso quase inaudível de mensagem, apenas para podermos dormir mais um bocadinho; e há ele, aquele que nos faz deixar o telemóvel com som toda a noite apenas para podermos ler uma mensagem, ou atender uma chamada, em tempo real. Sentimos que paixão tem de ter noites mal dormidas, com aquele aperto no estômago de quem mal fechou os olhos, porque se sabia que ele ainda não estava em casa. Tem de ter a espera interminável, de que falei, apenas por uma chamada de uns minutos, porque para ouvir a voz dele por um bocadinho - e ai, a voz dele... - vale sempre a pena, a meio de qualquer noite.
Quando nos apaixonamos, parece que todos os outros perfumes de homem são iguais; excepto o dele - não, o dele traz ao de cima sensações que vão da saudade à vontade. Vontade de amar, vontade de ter.

E eu escrevi isto há algum tempo, quando não tinha ninguém, mas hoje posso dizer que, com o meu ele, é tal e qual isto. Não há mensagem que não me deixe com um sorriso aparvalhado, não há chamada que não me faça apaixonar mais um bocadinho pela voz dele, não há vez em que sinta o perfume dele e que não fique a querê-lo mais.
Hoje, não "há todos os outros e, depois, ele". Só há ele.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Beautiful (and accurate).

"Making love with you 
Is like drinking sea water. 
The more I drink 
The thirstier I become, 
Until nothing can slake my thirst 
But to drink the entire sea."

Kenneth Rexroth

terça-feira, 15 de outubro de 2013

It's you, it's all for you.

Caraças, que eu já não sabia o que era isto de estar apaixonada por alguém que sente o mesmo. E damn, é bom demais.
 

E ter alguém assim dá-me vontade de acordar cedo para o ver, e o meu namorado é um fixe, e eu adoro poder chamar-lhe namorado, e amo estas pequenas coisas, e eu estou feliz e estou a transformar isto num álbum de fotografias mas não quero nem saber :)

Já sei, corações e unicórnios por todo o lado. Deixem ser.

Many kinds of Love.

Algo que me mete medo é o facto de as minhas professoras, Terapeutas da Fala de profissão, serem todas solteiras ou divorciadas. Parece regra, toda a Terapeuta que se preze, com algum nome na área, tem esse destino.
E eu, que vejo perfeitamente que são workaholics e que gosto tanto da área que me vejo a vir a ser uma também, fico a pensar nisso.
A verdade é que eu já sou uma dessas pessoas que precisa de escrever Comunicação e Linguagem com maiúscula. Sou uma dessas pessoas com uma agenda cheia e que, se tudo correr bem, um dia estará cheia de horários com os nomes dos pequeninos de quem falarei com orgulho. Sou uma dessas, da estirpe das apaixonadas-maluquinhas-ai-que-só-vejo-isto-à-frente que, à pergunta "escolhias x ou a Terapia da Fala?", se encolhe e responde - eu nunca poderia deixar a Terapia da Fala.
É o meu mundo. Não é o mundo todo, mas é algo que eu sinto que preciso muito para ser feliz. E há mais coisas, mais felicidades, mais casas, mas e se eu tivesse realmente de escolher? E se as minhas professoras tiveram de o fazer e tomaram a mesma decisão que eu tomaria?
Na via das dúvidas, escolho o amor. O amor todo. Aquele que tem lá dentro a Terapia da Fala, sim, com todas as suas áreas com maiúscula, mas que também tem as minhas pessoas, a minha pessoa
Escolho o amor que, em si, me tem a mim.
Porque, quando se ama, não há outra escolha possível.


E eu espero que alguém pense assim, relativamente a mim, e me deixe ser feliz com todos os meus planos, sem nunca me fazer escolher.

domingo, 13 de outubro de 2013

A reter:

1. Não aproveitar uma tarde nublada para estudar Organização e Gestão a ouvir Bon Iver - é calminho, estuda-se bem assim, pois que estuda, mas não faz bem à cabeça. Repito - não ouvir Bon Iver e, sobretudo, não ouvir a "I Can't Make You Love Me". Haverão consequências.

2. Tem juízo, I. Estás a caminhar para os 22 anos e eu sei que o declínio cognitivo é uma chatice que toca a todos e já se iniciou mas se calhar já paravas com isso de, sempre que tens algo de (muito) bom, o enxotares com mãos cheias de medos e inseguranças. Às vezes esqueces-te mas mereces ser feliz. E mereces aproveitar aquilo que de bom aparece. Pára com esse medo da felicidade.

3. Tendo em conta a nota prévia, também não era mal pensado parares de falar sozinha, just saying, pareces pouco mentalmente sã.

4. Não largar alguém que, depois de uma conversa menos boa, diz que és o mundo dele. Não. Largar.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

I feel so much lighter now I met you.

Dizem que há pessoas que foram feitas para entrar na nossa vida mas não para ficarem.
Até hoje, tive umas quantas dessas - entre amigos, que não o eram tanto assim, paixões que não tiveram força para evoluir, amores maiores do que eu e que, por um motivo ou por outro, chegaram a um fim - mas, por não ser a minha forma de ser, consegui manter sempre a ideia de que há, de facto, pessoas que foram mesmo feitas para ficar.
Passou-se pouco tempo desde que nos conhecemos, muito pouco. Posso dizer que ainda não nos conhecemos tão bem assim, que talvez sejamos ambos apressados, que somos dois tontos demasiado românticos para o nosso próprio bem.
A verdade é que não sei se vais ficar. Não sei se as minhas neuras aleatórias não te afastarão, se ultrapassarás facilmente as barreiras da minha vida que ainda não consegui abolir, se conseguirás, e quererás, atravessar comigo alguns mares difíceis.
Não sei se não desaparecerás tão depressa como apareceste mas sei, sim, que gostava muito que ficasses. Sei que estou viciada em ti, em passar tempo contigo. Que me olhaste, na primeira vez em que me viste, como se eu fosse a única pessoa no mundo naquele momento - e eu senti-me como tal. Que estar contigo foi a razão, a grande razão, para eu parar de pensar naquilo que, há meses, já lá vai - porque essa vida que eu adorava não te incluía e, assim, já não consigo querer voltar para ela.
Não sei se ficarás mas desconfio que existe algo que não te deixará partir porque, na minha cabeça (ainda) romântica e inocente, há a ideia de que algo não surge tão repentinamente se não for mesmo sincero. De que o amor, aquele verdadeiro, sem cobranças nem ideias mudadas, existe - e de que as pessoas vêm e vão, sim, mas pode haver - há - uma que fica. 
E eu não sei se serás tu. Mas, hoje, digo-te - gostava muito que fosses.


terça-feira, 8 de outubro de 2013

I steal your heart - you steal mine.

Já é hábito ser alvo de uma certa chacota amigável por ser tão impulsiva. Isto é verdade sobretudo no que diz respeito aos assuntos do lado esquerdo - sou uma romântica incurável, sei que sim.
Quando gosto, confio logo, apaixono-me depressa e, a partir dessa altura, luto contra tudo o que tiver de lutar, sem pensar duas vezes.
A verdade é que a maior parte das decisões que já tive de tomar, relativamente a amores, foram por impulso. Sou tonta e sou impaciente e atiro-me de cabeça mas faço-o porque, naquele momento, tenho a maior certeza do mundo de que aquilo é tudo o que preciso.
Toda a gente que conheço, e que me conhece bem, ri-se um pouco, dá-me toques amigáveis nos ombros, diz-me um "vai com calma" preocupado. Mas sabem, exactamente por me conhecerem, que ir com calma não dá para mim. Que, por mais que o digam, eu vou mergulhar sem olhar sequer para baixo. Que, apesar de ser medrosa no que diz respeito ao coração, não ligo a medos quando o que está em causa vale a pena para mim, naquele momento.
E assim não dou atenção ao tempo. Não tenho medo da pressa, porque não me parece ser inimiga da perfeição. O que tiver de ser, será. Eu quero que seja, mas apenas o tempo o dirá. Até lá, sentirei tudo a que tenho direito :)

domingo, 6 de outubro de 2013

Roll over and look at the stars.

O meu medo de amar vem do quanto já amei.
Esta ideia chegou-me assim, solta, em forma de resposta àquilo que há tanto me perguntava - porque deixei, de repente, de conseguir atirar-me de cabeça e sem medos?
Percebi que este receio não se deve tanto às coisas menos boas por que passei, mas às que me marcaram pelo melhor. Descobri que a razão para ter tanto medo de me voltar a apaixonar, de voltar a amar, tem a ver com a intensidade com que já o fiz - faz-me imaginar que ele, quem vier, também já o terá sentido e eu não serei suficiente para que o ultrapasse, como tantos outros não o foram para mim, depois das pessoas que tive.
O meu medo de me apaixonar vem do medo que tenho do primeiro amor dele, da primeira namorada, da namorada com quem teve a relação mais longa - das pessoas que foram tudo para ele. Vem de todos os momentos muito felizes que tive, e que ele terá tido, e que se calhar não teremos juntos.

Não querendo transformar este blog num querido diário, hoje percebi (mais uma vez) que tenho medos infundados; que o que tem de acontecer, acontece, porque tudo se alinha quando não estamos à espera e, quando é mesmo aquilo que tem de ser, não há volta a dar, por mais medos que se tenham.
Tenho muita bagagem, demasiada, e isso faz-me recear confiar nas pessoas, dar-me a alguém, mostrar-me - mas percebi que há pessoas e pessoas, que as últimas com que me tenho vindo a cruzar, neste período difícil desde que regressei, não eram certas para mim em nenhum nível; mas que as certas, essas, também existem e estão por aí, por vezes (bem) mais perto do que imaginamos.
Apenas há que confiar nas estrelas para que os nossos caminhos se cruzem, e aproveitar ao máximo o dia em que isso acontecer. 
Um dia como hoje :)

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

É só isto.

"Nem sei se eu devia estar aqui
Em busca de algo mais do que um affair,
Um amor de aluguer..."

E pronto. Não sei que pensar, não sei que dizer, não sei como agir. Tenho de aderir a um certo "sorrir e acenar", em formato "esperar (talvez muito) e ver no que as coisas dão". Sou um caso perdido e, quando parece que tudo se alinhou para que as coisas acontecessem, torno-me numa fácil.
Olhos (tão tão tão) verdes toldam-me o juízo. :)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A tough road.

A minha vontade de escrever tem sido nula. Acho que se deve a não querer sequer reflectir, não querer olhar para dentro de mim, porque não vejo nada bonito nem que valha a pena partilhar.
Apesar de ter voltado para Portugal no início de Fevereiro, ainda me sinto imersa no mítico Síndrome da Depressão Pós-Erasmus, em que tudo parece aborrecido, banal. Os dias vão passando e eu, morta de saudades de tudo, vou-me arrastando por eles porque tudo o que queria era voltar para lá.
Apesar disso, e porque gosto de, pelo menos, fazer um esforço por ser positiva, até estou a passar uma fase com algumas coisas muito boas - os laços com quem me era importante estão mais fortes e estou no último ano do curso que me enche o coração.
Hoje fui comprar a bata para oferecer à minha afilhada que, não sei como, ainda agora nasceu e já está com três anos e meio e começou a pré-escolar, e consegui que a Educadora a chamasse para lhe dar um beijo, por não a ver há algum tempo - e tenho a dizer que ver a minha Princesa crescida esboçar um sorriso quando me viu e largar a correr de braços abertos, para se pendurar no meu pescoço e aninhar no meu abraço, foi a melhor coisa que podia ter pedido para me alegrar neste dia cinzento.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Early to bed and early to rise...

Está a saber-me bem o regresso à rotina.
Talvez por ser o último ano, o clima está levezinho, as pessoas estão a dar-se bem, tudo parece mais descomplicado e, apesar do medo sentido por apenas faltarem uns meses para estarmos licenciadas, sabe bem estar quase a terminar e já ser "um bocadinho" Terapeuta.
Ajuda estar numa faculdade com vista para o mar e com uma varanda num 4ºandar em que podemos estar a apanhar sol em cada intervalo - tem-me dado vontade de lá estar a conversar em vez de passar a manhã a dormir e a vegetar no sofá.
Sinto toda a gente um pouco mudada e é bom, muito bom, voltar àquelas amizades que existem desde o início e que, embora já com a sua dose de trambolhões pelo caminho, ainda vão caminhando numa direcção bonita. Porque fomos amigas como caloiras e não faria sentido não o sermos como finalistas.
E é assim. Tenho muito sono, mas estou feliz.