domingo, 24 de março de 2013

Mumford & Sons!

O estágio começou e fui praticamente forçada a deixar o blog de lado. Consumiu todo o tempo que tinha. Agora, de "férias" (com muito trabalho para fazer em casa), espero ter um bocadinho para o actualizar.

E começo pela noite de ontem.
Quis o destino, já depois de eu ter tido nas mãos bilhetes para o Optimus Alive, no dia em que iam os Mumford & Sons, e de os ter vendido, que me voltasse a cair um bilhete no colo... desta vez para o concerto deles no Coliseu. E, desta vez, já gostando bem mais deles do que naquela altura.
Fui, não podia recusá-los de novo. E, Mumford... O que vocês me fazem ao coração, Mumford :)
Foi lindo. Lindo. É o que há a dizer. O espaço já é bonito, eles mais bonitos são (*momento fangirl*), a rede de lâmpadas dava um ambiente espectacular. 
O Jesse Quin, baixista dos Keane e que eu não conhecia a solo, abriu o concerto e foi muito bom. Seguiram-se as Deap Vally, péssimas, que nem vale a pena mencionar.
E os Mumford tocaram quase tudo o que deviam, passando pela The Cave, pela Little Lion Man, terminando o encore de 3 músicas com a I Will Wait. E eu, babada, morri um bocadinho com essa.

 (Não fui eu que filmei mas achei que estava bom, de entre os já disponíveis) 


E é isto. Nunca mais os deixo passar por Portugal sem os ir ver :)

sexta-feira, 1 de março de 2013

A Simple Life

É da simplicidade que tenho mais saudades.
De como, saída de uma casa plena de objectos e recordações, percebi que era naqueles móveis brancos, no espaço vazio, que me sentia plena. Que, afinal, me bastava viver apenas mergulhada no que é essencial.
Tenho saudades de pedalar despreocupada, pelos passeios gelados da madrugada, sem uma simples dúvida ou arrependimento. Depois de dançar, de me entregar àquele mundo sem reservas, de ser eu na minha essência. De não ter medo de ser feliz.
Tenho saudades de só ter uma caneca, cor de laranja, que amaldiçoava pelas lavagens constantes. Mas não precisava de 30, nem de uma máquina de lavar. E por falar nisso... tenho saudades das vezes em que me chamavas, chegado do trabalho, porque dizias que só conseguias lavar a loiça comigo ali. Era a tua distração, a tua "inspiração".
Tenho saudades daquela cicatriz entre os teus olhos, pequena e quase imperceptível para os outros, e das rugas de expressão que a idade te trouxe e que só te tornaram mais bonito. De te ver tomar banho no escuro, como acho que só tu fazes, vidrada. Saudades de te relembrar a nossa primeira noite, a tensão em cada toque, a forma como elogiei cada um dos teus pequenos detalhes. Tenho saudades de como bastava acordar a meio da noite e olhar para ti, para não precisar de mais nada.
Comecei por dizer que é da simplicidade que tenho mais saudades; acabei de perceber que, afinal, é de ti.
Tenho saudades da minha casa vazia porque bastava ter paredes e tu estares no centro para ela estar completa.
Tenho saudades de passear na noite gelada porque, quando agarravas a minha mão, me esquecia que estavam -10º.
Tenho saudades de sair com as minhas amigas para dançar porque, ao chegar a casa, era para ti que estava a voltar. Era na tua cama que adormecia.
Tenho saudades da minha caneca cor de laranja porque me faz lembrar os cappuccinos de chocolate que me pedias tantas vezes para te levar, quando ficavas a trabalhar em casa. Ou as bolachas que eu tinha sempre em casa, apenas porque sabia que te iam saber pela vida antes de dormirmos.
Tenho saudades da tua cicatriz porque, mesmo chateados, não resistia a tocar-lhe. Só eu a notava em ti. E das rugas nos teus olhos porque adorava contorná-los com os dedos quando estavas perto de adormecer.
Tenho saudades da simplicidade da vida que tive, sim. Tenho muitas saudades, mais do que consigo aguentar. Mas de ti... "Saudades" não chega nem perto daquilo que eu sinto.