terça-feira, 21 de maio de 2013

You surround me.

Seja a 2ª, 3ª ou 20ª vez que voltamos a isto, não consigo olhá-lo nos olhos e ver apenas um amigo.
Never was, never will be.

E eu nem sei se fuja ou se fique.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Quase-quase férias!

Terminado o Estágio na 6ªfeira, com um resultado melhor do que o grau de dificuldade fazia prever, agora é altura de limpar a cabeça antes de começar a trabalhar no relatório.

Rever amigos, Semana Académica de Lisboa, cerveja comemorativa, Lisboa Restaurant Week 2013 com um jantar (também comemorativo!) no Petra Rio do Parque das Nações, noites de sono até às 11 ou 12h, tardes inteiras no sofá a ver Masterchef Australia, bolo da Nigella de chocolate e laranja feito, equitação, fins de tarde a jogar no iPad ou com o computador no colo a actualizar-me no How I Met Your Mother e Modern Family.

Dias stress-free. Que venham muitos, que eu já não sabia o que era isto de poder respirar fundo.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Os Sucessos.

Não sei ao certo quando me atingiu, mas foi há cerca de 5 ou 6 anos que percebi que, por mais interesses que pudesse ter, nunca poderia vir a ter uma profissão que não a de Terapeuta da Fala.
Já por muitas vezes aqui falei dessa paixão, desse mundo enorme e em que vejo um potencial sem fim, mas agora, em estágio, depois de noitadas quase sem dormir e com o tempo limitadíssimo para refeições, sem uns minutos sequer para um café com amigos, descobri mais uma coisa - aquela que me tirou quaisquer dúvidas surgidas em desespero na forma de um "eu gosto tanto disto, será que sou capaz?".
Hoje, depois de quase 3 meses em luta com a exigência do estágio e com a minha dificuldade em adaptar-me ao ritmo de trabalho, as duas sessões por que fui responsável não podiam ter corrido melhor.
Ao fim de muito trabalho com os dois meninos, de muitas actividades em que desmotivaram por terem dificuldades, de muita negociação para conseguir trabalhar um pouco com eles a cada sessão, hoje ambos apresentaram 100% de sucesso em todos os objectivos que delineei. 100%. Quando há pouco, há uma ou duas sessões, tinham dificuldades incríveis. Do insucesso nasceu o sucesso.
Saí daquela escola com o maior sorriso com que me lembro de terminar um dia de tanto trabalho.
Hoje, naqueles momentos, não me importei minimamente com o tempo que demorei a preparar as sessões (delinear objectivos - definir critérios de sucesso - escolher imagens - editar imagens - editar os cartões - plastificar tudo), mesmo que só tenham utilizado o material por 10 ou 15 minutos. Não interessa, é completamente irrelevante o trabalho que tive para cada 45 minutos que passei com as três crianças que acompanho. Como se disse no Congresso de Terapeutas da Fala, "competência e não conveniência". O trabalho não teve nada de conveniente para mim, mas faz parte fazermos tudo o que estiver ao nosso alcance para reabilitar.
No fim do dia, depois de todo o meu trabalho e esforço, depois das horas e horas de planificações e de pouco sono, aqueles meninos não venceram a guerra; mas eu, eu mesma, ajudei-os a ganhar uma batalha e a subir mais um patamar. A atingir 100% de sucesso numa tarefa, a terminar com um sorriso gigante e com um "isto é tão fixe, foi tão fácil!".
E toda a vontade que tive no mundo foi de abraçar os meus dois gémeos, depois da salva de palmas que lhes dei, e de lhes dizer "não era fácil, meu querido - tu é que já aprendeste a fazer isto tudo".

Como mais colegas dizem, ser Terapeuta da Fala é isso mesmo - esquecer tudo o que custou porque a menina foi capaz de articular os /k/; porque o menino com uma Perturbação Específica do Desenvolvimento da Linguagem foi capaz de fazer uma frase SVO sem omitir constituintes; porque, no meu caso, os meus três meninos com défice cognitivo mostraram um progresso tremendo.
A cada pequeno passo deles, mais sinto que é isto.
É isto que é ter perfil para ser Terapeuta da Fala. 
Porque ainda não o sou. Mas nunca, nunca poderia ser algo diferente.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Estou pouco poética.

Sempre me guiei muito mais pelas emoções do que pela lógica. Pouco quero saber se algo faz, ou não, sentido, quando o instinto me diz para o fazer.
Mas às vezes é preciso saber esperar e manter a cabeça fria, saber guardar as dúvidas e os sentimentos para uma altura mais propícia.
E isso... Isso é uma valente merda.

domingo, 5 de maio de 2013

Isto dos Horóscopos

Nunca fui pessoa de me fiar em horóscopos mas sempre achei piada a lê-los.
Há uns dias, e depois de ter decidido transformar o meu dia de forma a bater certo com o que tinha lido, deu-me para arranjar uma aplicação que tivesse a previsão diária.
Bem sei que isto tem sempre informação que se aplica a quase todas as situações, mas ontem dizia o seguinte:

"Sempre que a Lua passa pelo seu signo, você fica ainda mais sensível do que já é normalmente. Mas desta vez parece que ela exagerou. Você está parecendo uma verdadeira fábrica de sentimentos. Procure a linguagem adequada para transmitir o que está sentindo." - Epá... É que nem definiria melhor.

"Tudo o que você queria, hoje, era encontrar alguém a quem pudesse se dedicar integralmente. Cuidado com o que deseja. O céu pode atender." - Aguardo, então.

"Em um dia como hoje, dá para perceber como não basta ser sensível para ser capaz de se relacionar bem ou criar coisas bonitas. Sem um propósito e uma linguagem adequada, a sensibilidade acaba atrapalhando mais do que ajudando." - O meu lado de Terapeuta da Fala fez-me babar um bocadinho para isto da linguagem adequada. Linguagem não é, de todo, só palavras e... Vou ver se me dedico realmente a isso de mostrar exactamente o que quero :)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Reencontros.

Passaram cerca de 4 anos desde que escrevi este texto. Continua actual, actualíssimo.
Apesar de haver pessoas que não quero mesmo voltar a ver, porque só me faria mal, continuo a achar bonito isto dos reencontros e de perceber se, passados vários anos, a pessoa ainda é como quando a conhecemos :)

"Sabes, percebi que quero voltar a ver-te.
Quero-te ver a ti, que fazes parte do grupo de pessoas que passaram pela minha vida. A ti, que fizeste parte de mim mas partiste por uns motivos ou por outros. Por uma zanga, pela distância, pelas diferenças ou apenas pelas semelhanças que, mesmo sendo tantas, não nos conseguiram unir por muito tempo.
Quero voltar a ver-te, de década a década. A ti, que me preencheste os dias. A ti, que fizeste de mim feliz.
Percebi que quero ver no que te tornaste, no que a idade te transformou.
Reparar se os teus traços continuam suaves ou se o tempo os deixou marcados, rudes. Se o teu cabelo permanece igual ao que conheci, e vê-lo até quando for grisalho e não puderes ser confundido com um mero rapaz.
Ver se ainda te vestes da mesma forma. Se a tua voz, de que eu tanto gostava, continua igual.
Quero perguntar-te se ainda ouves o mesmo tipo de música. Se conduzes o mesmo carro, se ainda vives no mesmo sítio.
Acima de tudo, quero perceber o que fizeste à tua vida. Saber se casaste, se tiveste filhos, se te dedicaste a uma longa e gloriosa carreira ou se abandonaste todos os sonhos para ter apenas um emprego vulgar e, certamente, instável.
Quero saber se ainda há em ti os mesmo destroços, se ainda vives rodeado dos mesmo cacos emocionais.
Há em mim uma necessidade de saber se conseguiste ser feliz. Se te marquei, se a minha presença num dado momento inicial da tua vida teve alguma influência no teu futuro, do qual não faço parte feliz ou infelizmente.
Quero voltar a ver-te. Quero saber se, passado tantos anos, te vou querer tanto como um dia já quis. Quero saber se sentirei a tua falta. Saber se me marcaste tanto como agora, na juventude e no que me resta da inocência de criança, penso.
Não quero esquecer capítulos do meu livro. Não quero deixá-los para trás apenas porque já não me fazem feliz, apenas porque acabaram em lágrimas ou gritos e não na felicidade que tanto procurava. Não tenciono apagar o que fomos, ou mandar para trás das costas o que me formou como pessoa. Parece-me cruel eliminar-te da minha vida, quando, no final de contas, me ajudaste a construí-la, fazendo parte dela.
Decidi que quero voltar a ver-te. A ti, que fizeste parte de mim."