quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Can you make it numb?

O meu instinto nunca erra. E, se pudesse, apagava esta semana inteira...
Escrevi ontem que a morte é uma merda. E é. Mas mais que uma merda, fodido mesmo, é quando há vida e há gostar e isso não chega. É haver faísca e esperança e isso não ser elo de ligação suficiente. Não é pior que a morte, mas também mata.
Fodido é afogar as borboletas, que tanto voavam pelo estômago, ainda antes de lhes dar o espaço todo de que precisavam. É, até quando me fazes mal, estares a fazer-me bem.
Fodido... fodido é amar-te e não sentires o mesmo.

"Depois o tempo trata de ir arrumando as coisas, trata de nos trazer de volta, 
renascemos, voltamos a atrair outra pessoa e por vezes somos novamente 
magoados e nem acreditamos que aquela dor possa surgir de novo."

E não acredito. Não quero nem acreditar.

Em dia de Halloween...


...nem precisei de máscara (e ainda bem, não gosto nada).
Porque os monstros, as inseguranças, estão cá sempre. Bem tento lutar contra eles, mas destroem-me sempre pelo caminho. "Insecurities will eat you alive", diz-se muito. E é mesmo assim.
Só espero, espero mesmo, que seja apenas mais uma batalha perdida; que, na guerra, eu ainda tenha hipótese de lhes vencer.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Isso da (merda da) morte.

Há dias, semanas, meses, em que deveríamos poder ficar na cama o dia todo, entoando um lalalalala, abafado pela almofada, que nos permitisse não ter de receber más notícias. Que impedisse que o mundo continuasse a girar em voltas contrárias ao que deveria - que o nosso mundo abalasse assim, completo, num estalar de dedos, numa chamada telefónica.
Hoje, Alcoitão, a Terapia da Fala, foram uma família de novo, pelo pior dos motivos. Porque quando alguém tropeça assim na vida, alguém que se esforça tanto, diariamente, para que venhamos a ser Alguém na área por que temos uma paixão comum, há que agarrar as lágrimas que teimam em cair - porque, na morte dos que não nos são nada, somos inevitavelmente egoístas e pensamos naqueles que nós temos e não queremos perder - e tentar suportar um pouco um peso nos ombros de quem está a sofrer mais.
Começámos o dia felizes, a observar novas vidas, e a seguir veio a morte. A seguir vem sempre a morte, e depois mais vida, e depois morte de novo. E esse ciclo, essa ignorância quanto ao saber quando se passará à próxima etapa, são uma valente merda - a maior de todas.
Hoje foi um dia triste. Um dia daqueles em que o estômago se apertou e o coração bateu algo descompassado, a acompanhar as lágrimas. "Mas a vida continua. De forma diferente, mas continua".

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Limpando a alma.

O meu subconsciente deve ter achado que eu precisava de uma limpeza da alma porque, sem me aperceber, dediquei a manhã livre a limpar o quarto (algo que gosto de fazer quando estou chateada, mas nem estava!) e agora à tarde foi altura de apagar centenas de mensagens que deixei acumular - sendo que já estava a chegar às mil, mais uma vez (e nem guardo a maioria, longe disso).

Ainda não limpei bem a alma, que isto hoje está meio complicado, mas a selecção de mensagens foi muito fácil - antes e depois de ti. Porque tudo o que é teu tinha de ficar. :)

Happy thoughts.

Gosto das pequenas coisas. De pormenores.
Notas deixadas em guardanapos ou post-its. Pequenos presentes comprados sem pensar, apenas porque algo nos fez lembrar aquela pessoa. Ver girassóis, sempre os girassóis. Rir sinceramente, sem conseguir parar. As sardas dele. Músicas e cheiros que tragam memórias. Passeios na praia. O fechar de olhos do meu cavalo quando lhe dou festinhas. Dar colo a bebés e passar-lhes o dedo entre os olhos até adormecerem. Abraços honestos e apertados. Os sorrisos pequeninos - do tamanho deles - da minha princesa Laura, da Isabel, do João, da Elisa. Gelados partilhados em bancos de jardim. Buddhas. Acender fósforos só para ver a chama. Ter locais meus e nossos. Ver fotografias de há muito e de agora. Lençóis secos ao sol e acabados de estender. Conversas e silêncios confortáveis. Olhos, olhares. Reparar naquilo que pouco se nota, cicatrizes, lentes de contacto. Imperfeições, gosto muito de imperfeições. Beijos no canto dos lábios. Beijos nos olhos. Todos os beijos. Receber um bom dia e boa noite. "Amor" - chamar "Amor". Ou Amor, assim sem aspas. Sentir Amor.

"Love isn't a big thing, it's a million little things."

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O que eu sempre digo (mas bem dito).

"Saber viver passa por saber viver sem medo, por saber voar, às vezes com os motores desligados, sem espreitar se a rede está lá em baixo para nos amparar, mesmo que seja por um instante, mesmo que depois a realidade nos acolha e nos proteja. É que a vidinha estará sempre lá, mas os grandes momentos, aqueles que só acontecem de vez em quando, não nos esperam todos os dias ao virar da esquina. É preciso agarrá-los quando o acaso joga a nosso favor.
Viver sem medo não é loucura, ou, se o for, é uma loucura saudável. É o medo que nos mata, e um espírito livre não pode ter medo, ou deixa de ser livre.", MRP

Palavra por palavra.
E eu, a cada dia, me orgulho mais de ser como sou - alguém que, ainda tendo medo, não deixa que esse a consuma nem controle. Um espírito livre e, admitamos, louco - mas sempre, sempre feliz com as escolhas tomadas.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

'Okay' will be our 'always'.

Ia começar a escrever dizendo que ainda estamos numa fase muito cor de rosa deste amor - decidi apagar tudo. Não tenciono, nem acredito, que a cor do amor mude com o tempo. Sei, sim, que nem todos os dias podem ser assim - porque terei dias maus, terás dias maus, teremos dias maus. Isso pertence. Mas o amor está lá. A felicidade inicial tem de (ou deve) estar lá, direi até que ampliada, porque isso de o amor ir esmorecendo só acontece quando não era, de facto, amor - mas mera paixão.

Algo que sempre me pareceu assim como que uma metáfora para a vida e para o amor são os corredores de Alcoitão, sabes? Sempre tive um fraquinho por eles. Escrevi, há algum tempo, e passo a citar,

"Percorri Alcoitão, aprendi a andar por aqueles corredores e, apesar de ter ganho estofo e já não me perder fisicamente lá, sei que me perderei sempre um pouco em emoções - porque quem entra em Alcoitão não sai nunca igual e, perdendo-se muitas vezes, também é certo que acaba sempre por encontrar nele mais do que esperava. Descobri que aqueles corredores, aqueles de que tanto se fala, com um xadrez interminável, custam muito a percorrer mas são os corredores que já mais vitórias sentiram em si."

Hoje, Alcoitão já não é só o meu (enorme) amor à Terapia da Fala, já não é só corredores nem xadrezes nem um sentimento de pertença. Agora, Alcoitão também é o sítio onde te conheci, e onde todos os dias te vejo. O sítio onde ganhei mais um (mas não apenas mais um) amigo. Onde encontrei mais uma (e nunca! apenas mais uma) das minhas pessoas.
E sim, sei que terei, terás, teremos, dias maus - mas, ainda que nesses dias o cor de rosa de que tanto gosto possa esbater um pouco, sei que não desaparecerá de vez. Porque, no final do dia, há sempre um abraço (daqueles que não trocava nem por cem diferentes), um carinho, palavras dessas que só tu sabes dizer e que melhoram sempre, sempre tudo, bem como os pedacinhos em que nos deitamos lado a lado e sabemos, sentimos, que não é necessário dizer nada. Porque os sorrisos com que ficamos sempre que falamos são os mais sinceros. E os pulos de alegria que dou, tal criança numa loja de doces, quando sei que estás por perto e vou poder ver-te mais 5 minutos, são espontâneos e verdadeiros, e não importa o que os outros dizem ou pensam - nunca importa.
Porque, quando escrevi o parágrafo que citei, estava longe de imaginar que o "encontrar mais do que esperava" seria algo assim. Tão longe de imaginar que te encontraria a ti - de saber que não te trocaria por mais descoberta nenhuma.
E porque, quando o cor de rosa estiver menos vivo, andaremos, as vezes que forem precisas, por metros e metros de xadrez preto e branco, o nosso xadrez do nosso Alcoitão, sabendo que, no fim, terá valido a pena. Nós valemos a pena.


Okay.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O Lugar.



"Eu descobri a casa onde posso adormecer,
Eu já desvendei o mundo e o tempo de perder.
Aqui tudo é mais forte e há mais cor no céu maior,
Aqui tudo é tão novo, tudo pode ser amor.
 ...
Na cidade que há em ti, encontrei o meu lugar.
É em ti que vou ficar."

(Tiago Bettencourt - O Lugar)

I'm not bulletproof.

Tenho saudades da minha cama enorme, das paredes com janelas de uma ponta à outra, da minha caneca laranja que tinha de lavar vezes sem conta (dando cabo das unhas), das velas pela casa, das garrafas de vinho branco abertas à noite para acompanhar How I Met Your Mother, da minha bicicleta holandesa amarela e dos passeios nocturnos nela, da forma como o sol iluminava o prédio em frente, do casal de vizinhos que eu tantas vezes observava, da minha máquina de bebidas, da comida e dos chás que cá não consigo encontrar, da Meir - ai, a Meir -, da Centraal Station, das minhas holandesas e maltesas e da minha eslovaca e das outras que não me marcaram tanto mas que também me acompanharam, dos comboio limpinhos e das viagens que fiz neles, da neve lá fora, das fotografias tiradas à janela, do De Prof e dos outros bares que conheci e que me conheceram, de ouvir falar holandês, dos cafés com aquecedores e mantinhas, da Catedral, do rio Schelde, das casas, das pessoas, de ser especial por ter sempre algo para ensinar a alguém, de ser Erasmus.

Tenho saudades.

Dava o mundo por passar, na Antuérpia, mais um dia que fosse.
E para te mostrar o sítio onde fui tão feliz.

sábado, 19 de outubro de 2013

(D)Escrevendo-me.

Há algum tempo que reparo que tenho vícios de escrita que mostram muito de mim.
Gosto de começar parágrafos por 'e'. Não gosto de os ler, objectivamente parecem-me estranhos, mas volto sempre a eles. Como se, forçosamente, tudo tivesse uma continuação. Acho que gosto de pensar assim, que as coisas não têm de ter finais, que tudo pode, simplesmente, começar com um 'e', pois já havia tanto para trás que nem fazia sentido que fosse de outra maneira. 
Da mesma forma, faço muitas vezes com que tudo seja um contínuo, sem vírgulas, apenas ligações tontas e cansativas de ler, porque também eu, por vezes, sou assim, apressada e faladora e ávida de palavras. Comecei a escrever mais depois de ler o A Million Little Pieces e senti-me a ser moldada por ele, por aqueles adjectivos intermináveis num mundo louco que se assemelha àquele em que eu, muitas vezes, vivo.
Adoro repetir-me, também. Adoro repetir expressões, frases, quase como se tudo voltasse sempre ali, àquele ponto - é como sou, tudo em mim dá voltas e voltas e acaba por voltar para perto de onde começou. Gosto de italizar. Especialmente quando falo nele. Acho que lhe dá mais valor, esse destaque que é aquele I de que dantes não gostava.
E é assim. Tanto escrevo muito como pouco e, geralmente, quase sempre, escrevo besteiras mas também isso me reflecte. Aquilo que aqui está, que aqui lêem, sou eu num texto. Não todas as partes de mim, porque tendo a tentar ser optimista e escrever e expor-me mais nas alturas em que estou feliz, mas uma grande parte.
Caminhando para os 6 anos de blog (dentro de três meses), sinto que ainda hoje é uma casa.

Coisas que, em tempos, escrevi.

Fazem-se coisas tão pequeninas e tontas, por paixão. Pode ser uma paixão recente, daquelas em que ainda tudo parece não ter qualquer falha, qualquer brecha prestas a abrir, ou uma paixão que perdurou apesar dos vários anos; não importa, paixão é paixão e tem de ser assim.
Quando nos apaixonamos, há todos os outros - e, depois, há ele.
Há todos aqueles que mandam mensagens intermináveis, ainda que não tenham uma resposta, até que desliguemos, por fim, o aviso quase inaudível de mensagem, apenas para podermos dormir mais um bocadinho; e há ele, aquele que nos faz deixar o telemóvel com som toda a noite apenas para podermos ler uma mensagem, ou atender uma chamada, em tempo real. Sentimos que paixão tem de ter noites mal dormidas, com aquele aperto no estômago de quem mal fechou os olhos, porque se sabia que ele ainda não estava em casa. Tem de ter a espera interminável, de que falei, apenas por uma chamada de uns minutos, porque para ouvir a voz dele por um bocadinho - e ai, a voz dele... - vale sempre a pena, a meio de qualquer noite.
Quando nos apaixonamos, parece que todos os outros perfumes de homem são iguais; excepto o dele - não, o dele traz ao de cima sensações que vão da saudade à vontade. Vontade de amar, vontade de ter.

E eu escrevi isto há algum tempo, quando não tinha ninguém, mas hoje posso dizer que, com o meu ele, é tal e qual isto. Não há mensagem que não me deixe com um sorriso aparvalhado, não há chamada que não me faça apaixonar mais um bocadinho pela voz dele, não há vez em que sinta o perfume dele e que não fique a querê-lo mais.
Hoje, não "há todos os outros e, depois, ele". Só há ele.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Beautiful (and accurate).

"Making love with you 
Is like drinking sea water. 
The more I drink 
The thirstier I become, 
Until nothing can slake my thirst 
But to drink the entire sea."

Kenneth Rexroth

terça-feira, 15 de outubro de 2013

It's you, it's all for you.

Caraças, que eu já não sabia o que era isto de estar apaixonada por alguém que sente o mesmo. E damn, é bom demais.
 

E ter alguém assim dá-me vontade de acordar cedo para o ver, e o meu namorado é um fixe, e eu adoro poder chamar-lhe namorado, e amo estas pequenas coisas, e eu estou feliz e estou a transformar isto num álbum de fotografias mas não quero nem saber :)

Já sei, corações e unicórnios por todo o lado. Deixem ser.

Many kinds of Love.

Algo que me mete medo é o facto de as minhas professoras, Terapeutas da Fala de profissão, serem todas solteiras ou divorciadas. Parece regra, toda a Terapeuta que se preze, com algum nome na área, tem esse destino.
E eu, que vejo perfeitamente que são workaholics e que gosto tanto da área que me vejo a vir a ser uma também, fico a pensar nisso.
A verdade é que eu já sou uma dessas pessoas que precisa de escrever Comunicação e Linguagem com maiúscula. Sou uma dessas pessoas com uma agenda cheia e que, se tudo correr bem, um dia estará cheia de horários com os nomes dos pequeninos de quem falarei com orgulho. Sou uma dessas, da estirpe das apaixonadas-maluquinhas-ai-que-só-vejo-isto-à-frente que, à pergunta "escolhias x ou a Terapia da Fala?", se encolhe e responde - eu nunca poderia deixar a Terapia da Fala.
É o meu mundo. Não é o mundo todo, mas é algo que eu sinto que preciso muito para ser feliz. E há mais coisas, mais felicidades, mais casas, mas e se eu tivesse realmente de escolher? E se as minhas professoras tiveram de o fazer e tomaram a mesma decisão que eu tomaria?
Na via das dúvidas, escolho o amor. O amor todo. Aquele que tem lá dentro a Terapia da Fala, sim, com todas as suas áreas com maiúscula, mas que também tem as minhas pessoas, a minha pessoa
Escolho o amor que, em si, me tem a mim.
Porque, quando se ama, não há outra escolha possível.


E eu espero que alguém pense assim, relativamente a mim, e me deixe ser feliz com todos os meus planos, sem nunca me fazer escolher.

domingo, 13 de outubro de 2013

A reter:

1. Não aproveitar uma tarde nublada para estudar Organização e Gestão a ouvir Bon Iver - é calminho, estuda-se bem assim, pois que estuda, mas não faz bem à cabeça. Repito - não ouvir Bon Iver e, sobretudo, não ouvir a "I Can't Make You Love Me". Haverão consequências.

2. Tem juízo, I. Estás a caminhar para os 22 anos e eu sei que o declínio cognitivo é uma chatice que toca a todos e já se iniciou mas se calhar já paravas com isso de, sempre que tens algo de (muito) bom, o enxotares com mãos cheias de medos e inseguranças. Às vezes esqueces-te mas mereces ser feliz. E mereces aproveitar aquilo que de bom aparece. Pára com esse medo da felicidade.

3. Tendo em conta a nota prévia, também não era mal pensado parares de falar sozinha, just saying, pareces pouco mentalmente sã.

4. Não largar alguém que, depois de uma conversa menos boa, diz que és o mundo dele. Não. Largar.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

I feel so much lighter now I met you.

Dizem que há pessoas que foram feitas para entrar na nossa vida mas não para ficarem.
Até hoje, tive umas quantas dessas - entre amigos, que não o eram tanto assim, paixões que não tiveram força para evoluir, amores maiores do que eu e que, por um motivo ou por outro, chegaram a um fim - mas, por não ser a minha forma de ser, consegui manter sempre a ideia de que há, de facto, pessoas que foram mesmo feitas para ficar.
Passou-se pouco tempo desde que nos conhecemos, muito pouco. Posso dizer que ainda não nos conhecemos tão bem assim, que talvez sejamos ambos apressados, que somos dois tontos demasiado românticos para o nosso próprio bem.
A verdade é que não sei se vais ficar. Não sei se as minhas neuras aleatórias não te afastarão, se ultrapassarás facilmente as barreiras da minha vida que ainda não consegui abolir, se conseguirás, e quererás, atravessar comigo alguns mares difíceis.
Não sei se não desaparecerás tão depressa como apareceste mas sei, sim, que gostava muito que ficasses. Sei que estou viciada em ti, em passar tempo contigo. Que me olhaste, na primeira vez em que me viste, como se eu fosse a única pessoa no mundo naquele momento - e eu senti-me como tal. Que estar contigo foi a razão, a grande razão, para eu parar de pensar naquilo que, há meses, já lá vai - porque essa vida que eu adorava não te incluía e, assim, já não consigo querer voltar para ela.
Não sei se ficarás mas desconfio que existe algo que não te deixará partir porque, na minha cabeça (ainda) romântica e inocente, há a ideia de que algo não surge tão repentinamente se não for mesmo sincero. De que o amor, aquele verdadeiro, sem cobranças nem ideias mudadas, existe - e de que as pessoas vêm e vão, sim, mas pode haver - há - uma que fica. 
E eu não sei se serás tu. Mas, hoje, digo-te - gostava muito que fosses.


terça-feira, 8 de outubro de 2013

I steal your heart - you steal mine.

Já é hábito ser alvo de uma certa chacota amigável por ser tão impulsiva. Isto é verdade sobretudo no que diz respeito aos assuntos do lado esquerdo - sou uma romântica incurável, sei que sim.
Quando gosto, confio logo, apaixono-me depressa e, a partir dessa altura, luto contra tudo o que tiver de lutar, sem pensar duas vezes.
A verdade é que a maior parte das decisões que já tive de tomar, relativamente a amores, foram por impulso. Sou tonta e sou impaciente e atiro-me de cabeça mas faço-o porque, naquele momento, tenho a maior certeza do mundo de que aquilo é tudo o que preciso.
Toda a gente que conheço, e que me conhece bem, ri-se um pouco, dá-me toques amigáveis nos ombros, diz-me um "vai com calma" preocupado. Mas sabem, exactamente por me conhecerem, que ir com calma não dá para mim. Que, por mais que o digam, eu vou mergulhar sem olhar sequer para baixo. Que, apesar de ser medrosa no que diz respeito ao coração, não ligo a medos quando o que está em causa vale a pena para mim, naquele momento.
E assim não dou atenção ao tempo. Não tenho medo da pressa, porque não me parece ser inimiga da perfeição. O que tiver de ser, será. Eu quero que seja, mas apenas o tempo o dirá. Até lá, sentirei tudo a que tenho direito :)

domingo, 6 de outubro de 2013

Roll over and look at the stars.

O meu medo de amar vem do quanto já amei.
Esta ideia chegou-me assim, solta, em forma de resposta àquilo que há tanto me perguntava - porque deixei, de repente, de conseguir atirar-me de cabeça e sem medos?
Percebi que este receio não se deve tanto às coisas menos boas por que passei, mas às que me marcaram pelo melhor. Descobri que a razão para ter tanto medo de me voltar a apaixonar, de voltar a amar, tem a ver com a intensidade com que já o fiz - faz-me imaginar que ele, quem vier, também já o terá sentido e eu não serei suficiente para que o ultrapasse, como tantos outros não o foram para mim, depois das pessoas que tive.
O meu medo de me apaixonar vem do medo que tenho do primeiro amor dele, da primeira namorada, da namorada com quem teve a relação mais longa - das pessoas que foram tudo para ele. Vem de todos os momentos muito felizes que tive, e que ele terá tido, e que se calhar não teremos juntos.

Não querendo transformar este blog num querido diário, hoje percebi (mais uma vez) que tenho medos infundados; que o que tem de acontecer, acontece, porque tudo se alinha quando não estamos à espera e, quando é mesmo aquilo que tem de ser, não há volta a dar, por mais medos que se tenham.
Tenho muita bagagem, demasiada, e isso faz-me recear confiar nas pessoas, dar-me a alguém, mostrar-me - mas percebi que há pessoas e pessoas, que as últimas com que me tenho vindo a cruzar, neste período difícil desde que regressei, não eram certas para mim em nenhum nível; mas que as certas, essas, também existem e estão por aí, por vezes (bem) mais perto do que imaginamos.
Apenas há que confiar nas estrelas para que os nossos caminhos se cruzem, e aproveitar ao máximo o dia em que isso acontecer. 
Um dia como hoje :)

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

É só isto.

"Nem sei se eu devia estar aqui
Em busca de algo mais do que um affair,
Um amor de aluguer..."

E pronto. Não sei que pensar, não sei que dizer, não sei como agir. Tenho de aderir a um certo "sorrir e acenar", em formato "esperar (talvez muito) e ver no que as coisas dão". Sou um caso perdido e, quando parece que tudo se alinhou para que as coisas acontecessem, torno-me numa fácil.
Olhos (tão tão tão) verdes toldam-me o juízo. :)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A tough road.

A minha vontade de escrever tem sido nula. Acho que se deve a não querer sequer reflectir, não querer olhar para dentro de mim, porque não vejo nada bonito nem que valha a pena partilhar.
Apesar de ter voltado para Portugal no início de Fevereiro, ainda me sinto imersa no mítico Síndrome da Depressão Pós-Erasmus, em que tudo parece aborrecido, banal. Os dias vão passando e eu, morta de saudades de tudo, vou-me arrastando por eles porque tudo o que queria era voltar para lá.
Apesar disso, e porque gosto de, pelo menos, fazer um esforço por ser positiva, até estou a passar uma fase com algumas coisas muito boas - os laços com quem me era importante estão mais fortes e estou no último ano do curso que me enche o coração.
Hoje fui comprar a bata para oferecer à minha afilhada que, não sei como, ainda agora nasceu e já está com três anos e meio e começou a pré-escolar, e consegui que a Educadora a chamasse para lhe dar um beijo, por não a ver há algum tempo - e tenho a dizer que ver a minha Princesa crescida esboçar um sorriso quando me viu e largar a correr de braços abertos, para se pendurar no meu pescoço e aninhar no meu abraço, foi a melhor coisa que podia ter pedido para me alegrar neste dia cinzento.