quarta-feira, 27 de novembro de 2013
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Kryptonite.
Qual Katy Perry, conheço a sensação de achar que é impossível, depois de ter tido a melhor pessoa para mim, conhecer outra que, afinal, seja melhor ainda.
Porque às vezes parece mesmo que não existe ninguém melhor. Que já tivemos tudo aquilo que alguma vez podíamos querer, e que ninguém pode dar-nos algo sequer aproximado disso.
A verdade é que há sempre alguém que foi a melhor pessoa, por mais defeitos que tivesse. Mas também acredito, e já aqui o disse em diversas ocasiões, que não existe apenas uma pessoa certa para nós, um "the one" - há vários. Inclusive, há tantos que, por vezes, muitas vezes, essas pessoas se cruzam connosco e nem chegamos a conhecê-las - mas eram, poderiam ser, perfeitos para nós.
Não gostando de comparar relações, mas fazendo-o apenas para me explicar, tive uma relação algo longa e tive outra em que, embora muito mais curta, pude partilhar casa com ele. Em ambas as vezes, embora por razões muito diferentes, passei por essa fase de e agora como é que eu vou voltar a ter alguém assim?. Por um ter sido o meu highschool sweetheart, por ter vivido com o outro (e, neste momento, não ter oportunidade de o fazer de novo com outra pessoa), achei durante algum tempo que nunca ninguém que aparecesse poderia "preencher os requisitos".
No meu caso, acabou por preencher esses e mais alguns, ainda que de formas completamente diferentes.
Mas, o que me leva a escrever isto, não é o meu caso. É o caso em que eu me incluo. É o facto de eu não preencher os requisitos.
Toda a gente tem uma história, bagagem. Toda a gente já se deu, de uma forma ou de outra, a alguém - partilhou anos de vida, casa, um espaço comum que os fez crescer muito moldados um ao outro. Há aquela pessoa que nos sabe de cor. Aquela pessoa que nos conheceu numa fase e que, por isso, nos conhece melhor do que qualquer outra - porra, melhor até do que nós.
E o que fazer quando não conseguimos competir com o passado? Quando não preenchemos os requisitos, já que o passado foi de tal forma feliz que nós não conseguimos dar-lhe uma felicidade que se assemelhe? Quando sabemos, de coração, que podemos amar aquela pessoa tudo o que quisermos e que, ainda não, não seremos suficiente?
Eu não sei. Mas pagava, e muito, para saber.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
(Hoping) to run away.
Hoje não me apetece só fugir para a minha Antuérpia...
Dava um rim para vir antes para aqui, ou semelhante:
E isto faz-me lembrar automaticamente daquela letra que diz "vou a Marte, se é o que tu queres eu vou amar-te", e depois rio-me - porque tenho de fazer por não chorar mas, maioritamente, apenas porque sou parva - e penso que é engraçado que, ainda que não queiras, vou a Marte ou amar-te na mesma, e isso é uma merda mas é inevitável. Como a maioria das merdas desta vida.
"To miss something is to hope that it will come back."
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Depois há dias assim.
Em que o sol brilha, apesar do frio. Em que se trabalha das 9.30 às 17.30h e, apesar do cansaço, continuam a aparecer sorrisos. Há olheiras até ao queixo e uma vontade desesperada de voltar para casa, mas também brincadeiras e um bom clima.
As coisas parecem quase alinhadas. Toda a gente comunica como deve ser. Há um bom feeling, um olhar cruzado, uma sensação de coração a querer sossegar. (Uma conversa de alguns minutos que melhora tudo.)
A música no carro é boa, anoitece devagarinho, vestem-se camisolas quentes, que confortam, vêem-se séries no sofá, ao final do dia, para descansar.
Há dias em que, por mais estoirados que estejamos, realmente valeu mesmo a pena ter saído da cama. E hoje foi um dia desses.
E porra, Terapia da Fala, dás um trabalho desgraçado e a tua sorte é eu amar-te tanto.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
domingo, 17 de novembro de 2013
One day maybe we'll meet again.
Podia preocupar-me com muitas coisas - com futebol, a que não ligo nem quero ligar (mas que parece ser uma boa distracção, já que há quem só viva para isso), com o estágio do segundo semestre de que ainda não sei nada, com o próximo vencedor do Masterchef, com tendências (abomino!) de moda. Mas não, as minhas preocupações são sempre as mesmas, e tenho noção de que nunca fazem sentido - aquilo que não fiz, as vezes em que devia ter estado calada e não estive.
Isto acaba por ser especialmente parvo já que eu não sou pessoa de ficar calada e de não dizer o que penso - digo sempre, nada a fazer. Mas também atraio problemas. Falo tanto neles, nos meus medos, no meu instinto (especialmente quando estou com maus presságios), que tenho a certezinha de que, metade das vezes, sou eu que os causo com essas conversas.
Depois penso horas a fio, de forma quase obsessiva, em tudo o que devia ter feito. No porra dos beijos que recusava por brincadeira (estúpida, muito estúpida), nas vezes em que, para evitar conflitos, rejeitei planos daqueles que hoje me saberiam pela vida - uma ida ao cinema, um lanche, um jantar - tudo aquilo que, a todo o momento, tínhamos vontade de fazer juntos, apenas para nos vermos. Penso nas horas de conversas que poderiam ter havido, nos momentos felizes que não tivemos porque eu estava demasiado preocupada, paranóica mesmo, com aquilo que de mau poderia vir a acontecer-nos.
Dizem que só sabemos aquilo que tínhamos quando o perdemos, e eu sempre achei isso ridículo. Mas acho que sim, desta vez só vi realmente o que tinha depois de o perder. Também eu, afinal, talvez não estivesse preparada para uma nova relação, porque toda eu era medos que fizeram com que não me entregasse a 100% a esta. Mas agora, que sei que gostava de te dar o mundo inteiro, pareces já não o querer receber de mim.
E eu não sei se o "espero que no futuro nos cruzemos" ainda está de pé mas queria muito, tanto, que sim. Sobretudo, farei por isso - para que o caminho seja suficientemente bonito para teres vontade de, um dia, voltar a percorrê-lo.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Honestly,
Ele ia gostar disto é um pensamento recorrente. Bem como o gostava de lhe contar isto. Ou ver um sítio bonito, ou ter saudades de algum onde não vou há algum tempo, e pensar que queria tanto que lá fôssemos juntos.
Já para não falar dos outros pequeninos picos de felicidade ao longo do dia.
Tenho saudades. É isto.E, a todo o momento, espero que, pelo menos a amizade que restou, ainda nos dê momentos desses.
E pronto, de regresso.
Depois de uns longos dias de grande pânico, de estudo de quatro temas diferentes para a mesma frequência (já que as aulas tinham sido seminários, como se fossem várias cadeiras), de noites mal dormidas e, ontem, de frequência de quase 3 horas, 8 páginas de respostas, uma mão, pescoço e ombros doridos, pois que já Educação Clínica ficou terminada e posso de novo dedicar-me ao descanso e à escrita aqui no blog.
Na verdade, além de ter andado ocupada, também não tenho andado com vontade. Ando cansada, algo desmotivada. Com muitas saudades da minha Antuérpia e das minhas pessoas, como de costume.
De qualquer forma, tentarei regressar em força e ganhar de novo algum ânimo porque, all in all, já é quase Natal! E eu gosto de posts natalícios felizes :)
domingo, 10 de novembro de 2013
10/10, 10/11
Festejar um mês de namoro é algo tonto, já que um mês é tão pouco considerando o tempo todo que pretendemos passar com alguém.
Ainda assim, é uma celebração querida. E hoje tive-a na cabeça. Porque tinha imaginado um almoço de sushi à beira-mar, uma tarde a ver filmes pirateados à pressa, debaixo de uma manta, de amor - daquele amor nosso -, na cama. Com os mesmos sorrisos, um para o outro, que desde a primeira conversa. Com a mesma alegria e gratidão por, um dia, sem sabermos como ou porquê, os nossos caminhos se terem cruzado e termos começado a falar. Com aqueles abraços intermináveis que sempre trocámos.
Tinha uns rabiscos infantis na agenda, no dia de hoje, que tive de apagar e que, mesmo assim, ficaram marcados nela. Ainda os consigo ver, e isso custa mais do que uns rabiscos deveriam custar.
Acho que não deves sequer ter reparado na data de hoje, mas eu evitei-a o dia inteiro, desde que apaguei a luz ontem, às 23.59h, até este momento. Porque me custa que seja de novo dia 10, esse número redondo, "um dia bonito" como lhe chamei, e não ter tido a possibilidade de o passar contigo nem por uma vez, por motivos que não compreendo.
Custa-me, sobretudo, não me sentir sequer tua amiga. E custa-me isto, de te dar espaço, quando gosto tanto de ti. Mas aqui está ele - mais espaço, todo o espaço, excepto nas palavras que aqui escrevo - porque não conseguiria agir de outra forma.
Feliz dez para ti.
E que, um dia, venhamos a ter um dez nosso.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Blue.
Eu analiso e reanaliso tudo aquilo que mexe comigo - gosto de tentar compreender, tirar algum sentido das coisas.
E já passei por vários finais mas posso dizer que, para uma pessoa assim como eu, há poucas coisas piores do que saber que gosto de ti, que gostas de mim, e que isso não chega. Há poucas coisas piores do que querer tanto estar do teu lado, ainda que como amiga, e ter de deixar isso completamente nas tuas mãos.
"Quando ele sorri... Quando ele sorri, eu tenho vontade de chorar."
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Um mês de ti.
Costumo gozar com quem coloca imagens no facebook a dizer olá aos meses - 'x, sê generoso', 'olá y, por favor traz coisas boas'.
Ironicamente, Outubro foi o teu mês. Do início ao fim. Conhecemo-nos exactamente no dia 1, e o click esteve lá. Acho que me apaixonei por ti assim que pus a vista nos teus olhos (mas nunca apenas por isso). Foi tudo muito rápido, sim - sinto que as melhores coisas são as que acontecem assim, num desenrolar em que nenhum de nós sabe explicar como se deu - e, o final, esse, veio mais rápido ainda. 31 de Outubro. Porra, a porra de um mês.
Mas ter sido pouco tempo não diminui o que custa. Mói, mexe cá dentro. Tira a vontade de comer (e não tira sempre?) e acresce vontade de dormir o dia inteiro apenas para não ter de pensar - porque quando estou acordada, é (só) nisso que penso.
E a esperança, essa puta que é a esperança (desculpa-me, tornei-me mais asneirenta), ainda mexe mais comigo, mas ao mesmo tempo é a melhor coisa que me podias fazer sentir. Pensar num futuro contigo, ainda que depois disto, é a melhor coisa que posso imaginar.
E assim vou tentar esperar. Dar tempo, dar espaço. Tentar estar lá para ti, acima de tudo como amiga, mas também como a namorada que fui e que quero muito, muito mesmo, tornar a ser.
Não desisto, nunca desisti, ao primeiro obstáculo. Menos ainda quando sei que há algo bom pelo qual lutar, algo que vale a pena.
Já tenho saudades tuas. E estou à tua espera para sermos felizes. Por muitos e muitos mais meses completos. Okay?
"I believe, and I believe 'cause I can see our future days - days of you and me."
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