segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

2014, e o que aí vem

2013 foi, para mim, um ano vazio.
Ganhei pessoas, mas perdi outras tantas. Despedi-me de algumas das pessoas de quem mais gostei até hoje, disse adeus a uma casa partilhada. Regressei a Portugal após meses de uma felicidade imensa que a Antuérpia me trouxe. Perdi a facilidade de viajar sempre que entendia - e o bom que isso era.
Foi um ano triste. Um ano de uma readaptação difícil que acho, até, que não chegou a ficar concluída.
Mas 2014 tem tudo para ser o melhor do mundo.
Neste novo ano poderei, em fim, dizer "eu sou Terapeuta da Fala" - mais um dos inícios do resto da minha vida. Será o ano de conclusão da minha lincenciatura, o ano da minha Bênção das Fitas, da festa de finalistas. Será, talvez, até o ano de início de uma pós-graduação ou um mestrado. O início da minha vida como trabalhadora, e não como estudante que fui durante 16 anos (e já era hora de terminar essa fase!).
Voltarei a viajar, talvez como finalista, talvez apenas para me reunir com a minha turma de Erasmus. Talvez para Malta, para a Antuérpia, para Itália - para onde a vida me levar. Quem sabe, talvez seja até louca para me ir embora de novo. Talvez estude fora. Talvez trabalhe fora. Talvez me vá embora apenas para, de novo, espairecer e conhecer mais do mundo, porque o que conhecemos dele nunca basta.
Terei o segundo aniversário dos meus 20 anos. A minha bebé fará os seus 4 anos, e os irmãos dela 6, 8 e 10, e eu não acredito nem um bocadinho que foi ainda ontem que os embalei a todos, recém-nascidos, no colo.
Não acredito que a passagem de ano mude nada. Marca apenas uma mudança de página, uma necessidade de pendurar um calendário novo, de mudar de agenda. Acredito, sim, que nos leva a pensar nisso do tempo, que não pára nunca. Que nos leva a ver que já não estamos em 1997, as Spice Girls já não estão nos tops e os Excesso já não actuam na SIC aos Sábados à tarde. Que uma data pode ser só uma data, mas escrever 2009 ou 2014 faz toda a diferença do mundo porque, com a data, mudámos nós também. Crescemos nós também.
E acredito que 2014 será um ano muito feliz. Só poderá ser dessa forma.

Feliz Ano Novo para todos os que por aqui vão passando! :)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Nota para as desactualizadas

Parece que a nova técnica de engate, logo a seguir ao meter de conversa graças às fotos novas que se postam no facebook agora pelo Natal (são sempre as fotos novas...), é fazer menção às exs, como quem não quer a coisa. Assim um género de "conheço x através da minha ex" ou "a minha ex andava na tua faculdade", para que se note que estão solteiros.
Deve ter sido uma luz que se lhes baixou na cabeça nos últimos tempos, para mostrarem que não são comprometidos. Segue-se, geralmente, um "mas não falemos disso", também com o intuito de mostrarem que a ex-namorada já não interessa o suficiente para se falar dela.
Se calhar isto já era comum e era eu que estava fora do mercado há demasiado tempo, mas temos de ser umas para as outras e partilhar estas coisas, não é verdade? Aceito informações para a troca.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Decisões.

É fantástico como tudo pode ficar mais leve no preciso momento em que se decide que nada do que aconteceu importa e que de para a frente, e apenas para a frente, é que é o caminho.
Afinal, ser feliz a partir dessa altura é fácil. Basta acordar com um sorriso e decidir que o dia vai ser bom. Basta estar aberto a conhecer outras pessoas, a abrirmo-nos com quem não nos é próximo mas que tem tudo para vir a ser. Bastam garrafas de vinho partilhadas com amigos daqueles de há muito, dos que, mesmo que só vejamos uma vez por ano, são sempre os que ouvem tudo o que há para ouvir e dão abraços e palavras de força; daqueles que, depois de uma boleia, esperam até entrarmos em casa em segurança. Basta ter a nossa pessoa perto de nós, aquela que não há-de se ir embora nunca, "through fire and flames".
Por vezes, ser feliz é fácil - basta querer :)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

I won't die of deception.

De vez em quando, em dias felizes de sol, dão-me umas luzes - os raios devem incidir ali num qualquer conjunto de neurónios, e a coisa dá-se.
Hoje, decidi que sou uma parva e que nada disto vale a pena.
Que sou, como durante uns meses me esqueci, importante e especial por mim, tanto que é ridículo deixar-me ser trocada, aceite e devolvida uma e outra vez, apenas por estar apaixonada.
Que, apesar das vezes todas em que fui com a cara à parede, vai haver uma pessoa, depois de todas as outras que me deixaram fazê-lo sem porem a mão à frente para me protegerem, que vai valer os esforços todos. Que vai almofadar a sala inteira, para que isso não me aconteça de novo. Para que eu não me magoe mais uma vez.
Hoje decidi - que se foda.
Que se fodam amores vazios, promessas vãs, desculpas, noites mal dormidas, pensamentos sobre o que já foi e não tornará a ser. Que se foda. Não interessa mais. Eu interesso mais.
Que se foda, que se foda isto tudo. Hoje vou ser feliz. 
Sozinha, sem pensar em x ou em y ou em z. Pensando apenas nas minhas pessoas. E em mim. Pensando sempre em mim.

"Se o amor vier, ame. Se ele for embora, chame. Se ele não ouvir, grite. 
Se ele não voltar, aí você manda essa porra se foder 
porque o amor é cego e não surdo."

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Jumping into the future.

Um dia meto-me num avião sem pensar no destino.
Na verdade, também foi assim com a Antuérpia - não sabia ao que ia, e descobri nela uma casa.
Por isso, um dia vou - e não interessa para onde, não interessa quanto tempo. Apenas vou.
Um dia descubro uma cidade que possa percorrer de forma segura, plana o suficiente para poder andar sempre de bicicleta, que tenha recantos com cafés e lojas pequeninas.
Um dia encontro, ou reencontro, alguém que me diga "és o tipo de rapariga com quem eu seria capaz de casar". Alguém que não o diga pela conquista, mas porque o sente. Sentirei, de novo, a felicidade de o saber.
E depois, um dia, nessa cidade, vou aprender a gostar das bebidas preferidas dele, vou apaixonar-me pela forma como cozinha para mim, vou saber de cor cada sinal e ruga na sua face.
Vou visitar aquela cidade com os olhos de uma criança, entusiasmada com tudo o que vê. Com amor às cores, aos cheiros. Com amor a ele.
Um dia meto-me num avião sem pensar no destino. Já o fiz. E faria-o, de novo, ainda hoje.

A minha casa não é esta. 
E isto são só sonhos sem sentido, mas gosto de procurá-los :)

Wandering and wondering.

A parte mais macabra disto do amor é que haja a possibilidade de já não gostar de uma pessoa, pela forma como nos magoou, mas continuar a amá-la.
Gostar sem amar é comum. Amar sem gostar... É uma estupidez. E eu estou a ser para lá de estúpida, mesmo.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Fosse eu rica...

...e pediria, para o Natal, o seguinte:

 Sapatos Valentino (claro que quem diz estes pares , diz outros tantos)

 Sapatos Louboutin, pouco interessa o modelo

Mala Furla (esta e outras, podia vir a última colecção inteira)

Telemóvel Samsung Galaxy S4 (imensa gente o tem, não é preciso ser assim tãããão rica 
para o pedir, mas... como eu adoro o meu Nokiazinho de paixão, assumamos que sim)

Malas de viagem Louis Vuitton (um desperdício porque 
iam dar cabo delas no aeroporto, mas são bonitas!)

 
 Vestido Marchesa (qualquer um, mesmo, não sou esquisita com Marchesa)
 
E assim em maior escala...
 
 Viagem a Bali, Indonésia, mas uma coisa em bom, de algumas semanas. 
Quem diz Bali também diz um tour pela Costa Rica, um safari no Quénia...

Viagem a Las Vegas (podendo passar lá um tempinho, queria 
também dinheiro para estoirar brutamente em hotéis, casinos e muito álcool

Fazer a Route 66

Cavalariças deste género. Recheadinhas de cavalos, por favor. 
Dava um rim por um Frísio ou um Shire, já agora.

Chevy Impala de '67. Também não sou esquisita com clássicos, 
podia vir outro Chevy ou um Ford Mustang que eu não fazia caso!

 Closet para os sapatos todos que pedi. Este é o da Mariah Carey, mas podia ser parecido :)

Não tenho mais ideias, mas acho que tinha jeito para esta vida, a de rica.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Todos. Os. Dias.

"Ela sorriu, disse-lhe “olá, amo-te” 
mas os lábios só disseram “olá, está tudo bem?”." 

Pedro Chagas Freitas

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Os lados esquerdos.

Eu às vezes penso que devo ser doida. Não apenas louca, como gosto de ser, mas doida mesmo. Masoquista, também.
Isto de ser Terapeuta da Fala implica notas e notas em agendas e post-its e quaisquer pedacinhos de papel que se encontrem disponíveis.
Faz com que, quase sem excepção, andemos sempre com vários sacos, malas, mochilas, e o porta-bagagens sem espaço para mais nada.
Com que, no horário já preenchido, se encaixe sempre mais uma palestra, uma conferência, porque ai é com o Lobo Antunes, a esta tenho mesmo de ir, dito de uma forma fan-girl de envergonhar qualquer um. E há sempre mais formações, mais oradores espectaculares, mais temas interessantíssimos a que temos mesmo de ir.
Mas a insanidade vem depois. Vem de tudo isto, das olheiras até ao chão, do cansaço ao chegar a casa, da vontade inexistente para fazer jantar, das pilhas de livros e apontamentos que se acumulam, das imagens de Anatomia carregadas de setas e nomes de músculos faciais.
A insanidade vem de passar por tudo isto... e adorar. De saber, sentir, que nunca poderia ser de outra maneira.
E eu penso que devo ser doida, sim - mas que, realmente, é do lado esquerdo que o meu lado esquerdo gosta.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Ou não?

(andava há tanto tempo a querer um maço que desse para fazer isto! :D)

 Até ver, tem-me feito pior do que o tabaco.

sábado, 7 de dezembro de 2013

I'm dust and you're dust.

Engraçado como as expectativas iniciais mudam tudo o que vem depois.
Como um mês, a porra de um mês, pode ser mais complicado de superar do que cinco de uma vida partilhada na mesma casa apenas porque, no primeiro caso, havia ao início a perspectiva de todo um futuro aberto, por preencher, em vez de uma viagem de avião marcada que ditava o dia em que tudo teria de acabar.
Disseram-me, na altura do meu namoro de Erasmus, que uma relação com um fim à vista só me iria magoar. 
Não. Sim, mas não.
O que magoa é ter esperança.  
É achar que não há limites e, depois, esbarrar neles.

Mas...
Negação - Raiva - Negociação - Depressão - Aceitação

Ainda que fora de ordem, lá vamos. Passo a passo. Como tudo tem de ser. :)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

On the wrong side of life.

"O meu problema é que sou sempre aquela que gosta mais", foi uma das coisas que te disse logo de início, quando me senti a começar a apaixonar-me e ainda ponderava lutar contra isso. Achaste-me tonta e garantiste que não seria assim.
Mas era um facto e, de novo, assim o foi. Já ouvi todos os clichés que alguém pode ouvir no final de uma relação. Já ganhei tanta bagagem - na verdade, desta vez nem tive tempo de tirar da caixa toda a que já tinha, para a acomodar na nova casa - que, sinceramente, já nem sei se a conseguirei voltar a arrumar, organizadamente, sozinha. Acumulei tanta coisa, tantos fardos, atirei-me - parva - tanta vez de cabeça, que não sei até que ponto não foi esta a última vez (e não é sempre? pois).
Sou sempre aquela que gosta mais. Sou crente nisto do amor, mantenho-me assim sem saber como nem porquê, aposto sempre que desta é que é, ele nunca me magoaria. Mas ele pode acordar um dia e decidir que afinal não, a vida dele não é isto. E eu poderia acordar um dia e decidir que não, a minha vida não é isto, mas não, eu nunca penso isso, porque eu amo e amo e amo e acho que, sim, desta é que é, porra, desta é que é.
E vêm os sentimentos de culpa, os "e se" (a merda dos "e se"), a sensação de que o "não és tu, sou eu", afinal queria dizer "és tu, és mesmo só tu, a culpa disto é tua porque és a e b e c e falta-te x e y e z".
Mas não é assim. Eu não sou assim. Logicamente, eu sei que não sou e que há alguém, a única pessoa que interessa, que pode ver falhas em mim mas nunca nenhuma o fará amar-me menos. Faz sentido que assim seja. Mas se é fácil acreditar nisso? Não, cada vez é mais difícil. E eu luto contra isso, mas cada vez - e já lá vão algumas vezes - é mais difícil. Hoje tornei a bater no fundo. Ainda bem que já conheço os cantos à casa.
Só tenho medo que um dia, quando aparecer alguém em que valha a pena investir, o amor que tenho para oferecer já se tenha esgotado pelo caminho.

E hoje era o meu Sinterklaas. Foi um belo presente. O ano passado recebi luvas e biscoitos, mas também serve.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Palavras soltas.

Por vezes bastam meia dúzia de palavras trocadas com a pessoa certa para aquela situação, para ficar tudo melhor.
Neste caso, acho que finalmente voltei a lembrar-me de que há um mundo inteiro lá fora. Que isto, aqui onde vivo, não tem de ser o meu tudo - e não o é. Há outras pessoas e outros lugares em que, como já comprovei, posso ser bem mais feliz do que aqui.
Relembrei, sobretudo, a atenção que tive e que tanto me sabia bem. Os olhares que perscrutavam os sítios onde eu estava, até me encontrarem; os abraços felizes quando se aproximavam de mim. Relembrei, ainda, todas as vezes que ouvi, ou me contaram, que alguém tinha perguntado por mim, quando não podia estar presente. E perguntavam sempre.
E, com tudo isto, caí em mim. Lembrei-me de mim antes da faculdade, com toda a energia do mundo, com uma personalidade que explodia e se fazia ver a dois quilómetros. Com os olhares todos em mim quando entrava numa sala, pela energia positiva que emanava.
Hoje, hoje caí de novo em mim.
Porque me lembrei de que mereço essa atenção.
Porque me lembrei de que existe quem se lembre sempre, sempre de mim, e sinta a minha falta.
Porque me lembrei de que há pessoas, aí pelo mundo, que mereciam tudo e a quem eu, parva, fiquei a dever muito.
Mas porque me lembrei, também, de que sou livre. E de que, um dia, poderei encontrá-las de novo e, aí, reencontrar-me.

Erasmus uma vez, Erasmus para sempre. E, hoje, esse sempre tirou-me mesmo de um daqueles moods da treta.

People worth keeping.

Uma pessoa está assim num momento chatinho, meio down sem saber bem porquê, a precisar de apanhar duas chapadas para ver se acorda para a vida, mas depois aparecem aqueles amigos que mudam tudo.

Podiam ter-me convidado para ir tomar um café, para ir comer uma (mega) fatia de bolo depois do jantar, para ir ao cinema...
Não.
Acabei de ser convidada para ir a Milão. É esta a minha vida.

Só gostava de poder meter-me agora mesmo no avião e ir. 
E de, se calhar, não voltar.


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Always you wrestle inside me.

Durante o Verão - e certamente ainda antes de estar pronta para uma nova relação -, decidi sair com aquele que foi a minha primeira paixão. Cruzámo-nos, depois de muitos anos sem sabermos um do outro, e achei que precisava de agarrar a oportunidade e que, se tinha gostado tanto dele, não deveríamos voltar a atravessar-nos na vida um do outro sem tentarmos uma aproximação.
Falo aqui dele hoje, ainda que na altura não o tenha mencionado, porque acho engraçado isto do amor e de como não se aproxima, em nada, daquilo que queremos
Quando saí com ele, músico profissional, mais bonito do que como o lembrava, tentei realmente gostar dele. De forma inconsciente, é certo, e algo de que apenas hoje me apercebo. Mas tentei, fiz por isso. Ainda antes de sairmos juntos, ouvia tudo o que era música dele, deliciava-me nas longas conversas que tínhamos; quando estivemos frente a frente, tudo desmoronou e soube, imediatamente, que nunca daria. Que aqueles sorrisos nunca me encheriam a alma, que as conversas eram superficiais e forçadas, que nunca aquela melodia, de novo estrangeira, me poderia fazer feliz, porque não era dele que gostava e isso não viria a acontecer.
Sei, porque também ele não me voltou a procurar, que também eu não era para ele. Que também ele tentou, quis, gostar de mim, mas não conseguiu.
Alguns meses depois, conheci-o a ele, de uma forma inesperada e, estranhamente, naquela que parecia ser a altura perfeita para ambos. Não tencionava apaixonar-me, não forcei nada, não quis sequer voltar a deixar-me levar por paixões, porque já levava a minha dose de coisas dolorosas e mal acabadas. 
Mas encontrei nele, mais uma vez, e ao contrário do que acontecera no Verão, a minha definição de amor - vi ali um precipício e, ainda assim, ainda que com muito medo de caminhar perto dele, não consegui, nem quis, afastar-me.
Dessa vez, e ainda antes de chegar a casa depois do nosso primeiro encontro, enviei-lhe as palavras de uma dessas músicas de gente apaixonada, em que me revi - "this feels like falling in love" -, e assim estava mesmo. Apaixonei-me. E os sorrisos eram inevitáveis, e não queria um fim para as conversas porque a voz e as palavras dele preenchiam-me, e sair de perto dele custava, porque queria sempre ficar mais e mais tempo. Queria, precisava, sempre de mais.
O amor, quando vem, fecha os olhos e tapa os ouvidos. Não quer saber de nós, não quer saber do que queremos, do que pretendemos. Vem e instala-se.
Da mesma maneira, também nunca morre apenas quando desejamos - não queria apaixonar-me e aconteceu sem direito a uma palavra minha; agora, que preciso de me afastar, não vejo forma de parar de o (nos) querer. Não vejo forma de parar de querer, mais do que tudo, viver aquilo que não chegámos a viver, ter as longas conversas que não tiveram tempo para existir.
Era tão mais fácil se eu não visse, em nós, potencial para ser feliz.
E era tão mais fácil que bastasse querer para tudo se desenrolar.