De vez em quando, em dias felizes de sol, dão-me umas luzes - os raios devem incidir ali num qualquer conjunto de neurónios, e a coisa dá-se.
Hoje, decidi que sou uma parva e que nada disto vale a pena.
Que sou, como durante uns meses me esqueci, importante e especial por mim, tanto que é ridículo deixar-me ser trocada, aceite e devolvida uma e outra vez, apenas por estar apaixonada.
Que, apesar das vezes todas em que fui com a cara à parede, vai haver uma pessoa, depois de todas as outras que me deixaram fazê-lo sem porem a mão à frente para me protegerem, que vai valer os esforços todos. Que vai almofadar a sala inteira, para que isso não me aconteça de novo. Para que eu não me magoe mais uma vez.
Hoje decidi - que se foda.
Que se fodam amores vazios, promessas vãs, desculpas, noites mal dormidas, pensamentos sobre o que já foi e não tornará a ser. Que se foda. Não interessa mais. Eu interesso mais.
Que se foda, que se foda isto tudo. Hoje vou ser feliz.
Sozinha, sem pensar em x ou em y ou em z. Pensando apenas nas minhas pessoas. E em mim. Pensando sempre em mim.
"Se o amor vier, ame. Se ele for embora, chame. Se ele não ouvir, grite.
Se ele não voltar, aí você manda essa porra se foder
porque o amor é cego e não surdo."
Se ele não voltar, aí você manda essa porra se foder
porque o amor é cego e não surdo."
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