Um dia meto-me num avião sem pensar no destino.
Na verdade, também foi assim com a Antuérpia - não sabia ao que ia, e descobri nela uma casa.
Por isso, um dia vou - e não interessa para onde, não interessa quanto tempo. Apenas vou.
Um dia descubro uma cidade que possa percorrer de forma segura, plana o suficiente para poder andar sempre de bicicleta, que tenha recantos com cafés e lojas pequeninas.
Um dia encontro, ou reencontro, alguém que me diga "és o tipo de rapariga com quem eu seria capaz de casar". Alguém que não o diga pela conquista, mas porque o sente. Sentirei, de novo, a felicidade de o saber.
E depois, um dia, nessa cidade, vou aprender a gostar das bebidas preferidas dele, vou apaixonar-me pela forma como cozinha para mim, vou saber de cor cada sinal e ruga na sua face.
Vou visitar aquela cidade com os olhos de uma criança, entusiasmada com tudo o que vê. Com amor às cores, aos cheiros. Com amor a ele.
Um dia meto-me num avião sem pensar no destino. Já o fiz. E faria-o, de novo, ainda hoje.
A minha casa não é esta.
E isto são só sonhos sem sentido, mas gosto de procurá-los :)
Ahahah, esse não é meu, mas já te mandei uma ask e tudo :)
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