quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Em 2014...

... com mais ou menos importância, passaram-se imensas coisas boas:

Conheci o meu melhor amigo e amor da minha vida, sobre o qual todos os pontos deste post poderiam falar porque foi, sem dúvida, a melhor coisa que alguma vez me aconteceu;

Apresentei, pela primeira vez, um namorado à minha família, que sempre soube recebê-lo bem;

Tive o meu primeiro double-date! ahahahah;

Mergulhei no mundo da Surdez, imersa numa comunidade fantástica e com a qual aprendi a Comunicar da melhor forma, sem precisar de falar - aprendi um pouco de Língua Gestual Portuguesa -, num estágio que me fez ver qual a área profissional em que sou mais feliz;

Fui pela primeira vez à Serenata Monumental de Coimbra, cidade que não conhecia mas que me ficou tão querida, cidade dos amores;

Terminei o curso que tanto me apaixonou ao longo de quatro anos e tive a minha Queima das Fitas e o Baile de Finalistas;

Voltei a ver algumas das minhas amigas de ERASMUS, num regresso à cidade a que ainda chamo "casa" e onde revisitei todos os sítios de que morria de saudades, incluindo o meu antigo apartamento;

Conheci Santarém com Ele, cidade a que ainda voltarei, por certo, muitas mais vezes;

Enchi a barriga de idas à praia (primeira vez que fui ao Portinho da Arrábida!), até me cansar e desejar que fosse Inverno;

Comecei o meu primeiro emprego, na área para a qual estudei;

Deixei de ter medo de impor as minhas vontades à minha família;

Passei para o cigarro electrónico que acho que me ajudará a ser uma pessoa mais saudável, a longo prazo;

Fui pela primeira vez à pesca - mentira, só assisti, mas fui à pesca na mesma; 

Fui pela primeira vez - isso sim -, a um festival de Verão, o NOS Alive; 

Passei a pertencer à "malta" e comecei a ver Breaking Bad, Game Of Thrones e The Big Bang Theory, que andava há anos a deixar arrastar;

Cresci muito, imenso, aprendendo que o orgulho nunca é razão para não dizer "amo-te" mesmo depois de uma discussão;

Namorei muito, passeei muito, conheci imensos sítios e pessoas, fui imensamente feliz. 
E continuarei a trabalhar para sê-lo, sempre mais e mais, em 2015.

Feliz Ano Novo! :)

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Going back.

Voo marcado. Hotel marcado.
Vou finalmente voltar onde já fui muito feliz e, ainda que por poucos dias, vou mostrar-lhe o sítio a que ainda hoje chamo casa.
Está quase e eu mal posso esperar. Desta vez, saberá ainda melhor.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

O dia em que o mundo mudou.

Faz hoje seis meses que o mundo sofreu uma reviravolta - na verdade, custa-me até usar o verbo "sofrer". Faz hoje seis meses que o mundo girou e se retorceu, com cambalhotas, pinos e mortais à retaguarda. Assim, sim.
Na verdade, se calhar nem todos o sentiram. Sei que toda e qualquer pessoa me lê na cara e no olhar que o meu mundo mudou, mas talvez para os outros o mundo esteja ainda na mesma. Para mim não. Não podia estar mais diferente.
Há seis meses aprendi o valor das segundas oportunidades. Apareceste - porque o que eu escrevo é para todos lerem, mas sempre um bocadinho mais para ti - na minha vida com a maior naturalidade e eu nunca sequer sonhei com o que haveria de estar para vir. Digo muitas vezes - talvez demais -, que foi como se tudo se alinhasse para que aquele momento, o da primeira conversa, culminasse naquilo que somos hoje. Na altura certa, um cigarro virado ao contrário, com um desejo dentro, trouxe-te de novo até mim.
Há seis meses aprendi o que é, verdadeiramente, a química. Com a conversa - porque posso dizer que, desde esse dia, tivemos apenas uma conversa, que nunca terminou e apenas teve pausas para dormir -, aprendi o que é sentir nos ossos, nos pulmões, nos poros, que alguém é especial e importante. Que a paixão pode aparecer num estalar de dedos e, ainda assim, perdurar. Porque perdura, intacta e inabalável, até hoje.
Hoje, e olhando para trás, sinto que cresci muito como pessoa. Revirar a minha vida de modo a podermos viver uma felicidade plena e partilhada, nunca me tinha feito tanto sentido. Moldar-me a alguém - a ti, que és mais do que alguém -, fez-me aprender que o amor verdadeiro está nas coisas microscópicas, como nos tiques de linguagem que ganhamos um com o outro, nas piadas tontas que repetimos juntos - incessantemente - depois de cada fim de semana que partilhamos e em que nos redescobrimos, bem como nos cuidados redobrados um com o outro, em que até a escuridão da noite numa casa velha é razão para um "queres que vá lá contigo?" preocupado. Em seis meses, sinto que aprendi a ser uma pessoa melhor, e isso é a coisa mais importante que alguém pode pedir de uma relação. Aprendi - ainda que exija esforço - a não guardar rancor, a tirar a cara triste após os pequenos conflitos, porque nunca poderia voltar para casa sem estarmos no nosso melhor - e 99% de felicidade não chega. Aprendi, mesmo que o 1% nos falte momentaneamente, a sussurrar o que sinto por entre os lençóis, porque me recuso a adormecer sem to relembrar. Aprendi a ser mais calma, a dividir sempre o trabalho para o peso não cair apenas sobre um de nós, a dar-me e entregar-me sem vergonhas - e aprendi que, contigo, posso cantar de forma desafinada e ser criança, porque me amas como a mulher que sou mas também pelo meu jeito de menina. Sobretudo, aprendi que todos os amores são diferentes, e que aquele sentimento que eu julgava conhecer tão bem podia, afinal, ter um expoente que só viria a cruzar contigo.
Faz hoje seis meses que o meu mundo mudou - conheci a minha pessoa favorita entre milhões. És e serás sempre tu. Amo-te muito.

"Lucky I'm in love with my best friend,
Lucky we're in love in every way."

domingo, 29 de junho de 2014

Fins e começos.

21 e 28 de Junho de 2014. Baile de Finalistas e Bênção das Fitas. 
O culminar de quatro anos, com as melhores pessoas do meu lado e uma felicidade gigante.





A fita preta. "Não há mal que sempre dure".

terça-feira, 24 de junho de 2014

"O que é teu vem com tempo"...

...e a verdade é que veio mesmo - tenho, neste momento, tudo o que poderia precisar para ser feliz e, com isso, paz, plenitude, segurança.
Ao mesmo tempo, o melhor da vida é sabermos que, por mais felizes que sejamos, há sempre espaço para o sermos mais ainda - e sei que serei, apesar de parecer impossível.

Há poucas palavras para dizer isto, e nem um texto bonito daria mais importância ao que se segue - já sou Terapeuta da Fala e, do meu lado nesta etapa final, tive o homem da minha vida.

Voltarei quando conseguir dizer mais do que isto - sou a mulher mais feliz do mundo, sou a mulher mais feliz do mundo, sou a mulher mais feliz do mundo.

sábado, 31 de maio de 2014

Finish line!

Terminei o Estágio - uma das melhores experiências que já tive, que me mergulhou no mundo da Surdez, que me permitiu começar, finalmente, a aprender Língua Gestual, que me fez ver que este bichinho, que tinha há tanto tempo, tem tudo para ser uma paixão enorme.
Correu bem do início ao fim. Em boa verdade - literalmente boa -, tudo neste ano me está a correr bem.
Neste momento, estou a um relatório de distância de me tornar Terapeuta da Fala. Depois do Verão - que tem tudo para ser o melhor do mundo - começará a procura de emprego. O meu primeiro emprego, a fazer o que mais gosto, o que me faz tão feliz.
Licenciar-me não me assusta. Nunca tive o Síndrome de Peter Pan, nunca tive medo de crescer, de ganhar responsabilidades, de precisar de trabalhar e cuidar de mim. Sinto-me até entusiasmada - muito entusiasmada, por mais difícil que o percurso possa vir a ser. Mas conseguirei.
Quatro anos depois, a meta aproxima-se - e só quero correr até lá! 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Coimbra dos Amores

Era pequenina quando visitei Coimbra. Não me lembrava de muito, o nome não me dizia nada.
Quando entrei na faculdade, meti na cabeça que havia de ir assistir à Serenata Monumental. Que ser estudante universitária e não ver a Serenata ao vivo e a cores não podia ser. Finalmente, este ano - o último -, lá fui.
Quatro dias depois, Coimbra já não me é uma cidade qualquer. Sabe-me a quilómetros percorridos a pé, por ruas antigas e escadarias íngremes. A acordar e abrir uma janela com vista para o rio Mondego. A ver filmes enroscada num abraço, partilhando uma garrafa de vinho - finalmente, posso dizer que gosto do Rei Leão! Coimbra sabe-me a passeios pela Quinta das Lágrimas, pelo Jardim Botânico, pelas ruínas. A conversas intermináveis.
Acima de tudo, sabe-me às nossas parvoíces. Às cantorias no carro, às baboseiras que inventávamos, ao mel que mostrávamos por todo o lado. Àquele amor que toda a gente consegue ver de fora e que, nas fotografias, se nota tanto nos olhares - os meus olhos mudam quando és tu a tirá-las - sorriem.
Percorrer Coimbra cansou-me o corpo mas alimentou-me a alma. Alimentou o amor. "Coimbra" não me dizia nada mas hoje, depois de a partilhar contigo, o seu nome sabe-me a ti.

"Por Coimbra arde um rosto de saudade."





 





quarta-feira, 7 de maio de 2014

"Na hora da despedida"

Finalmente, quatro anos depois - e a meros passos de terminar o meu percurso académico -, vou só ali concretizar um sonho e já volto :)

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Duo.

Tudo quanto escrevo sobre ti sabe a pouco; se não for sobre ti, não me sabe bem escrever sobre mais nada.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Dreams really do come true!

Tudo o que se quer muito, seja aquilo que for, consegue-se - com mais ou menos obstáculos, com mais ou menos ideias de que "vai ser impossível" implantadas na cabeça.
Hoje tive outra - mais uma - prova disso. E não podia estar mais feliz.

sábado, 12 de abril de 2014

Stand-by

Sempre senti tudo, bom e mau, de uma forma muito intensa e, por isso, sempre alimentei a minha escrita com esses sentimentos. É-me mais fácil escrever quando não estou bem, por desabafo - e dizem que os artistas (apesar de não o ser), só produzem a partir da tristeza.
Deixei o blog parado durante quase um mês, apesar de lhe ter sentido a falta. Sentia que queria escrever mas que não conseguia. Na verdade, e ainda que este blog seja meu e que as más línguas não interessem, abandonei-o também um pouco pelo medo de que, como sempre, viessem dizer-me que estava a sonhar demais, a viver uma felicidade novamente passageira - porque quem aqui passa sabe que tive várias fases de "unicórnios e arco-íris" mas também tive a minha quota parte de perdas. E há quem só consiga alimentar-se disso, do mal dos outros, e tente rogar pragas a quem está feliz. Senti que não acreditariam que desta vez é diferente, porque é mesmo, e não escrevi de forma a não admitir que ninguém me dissesse o contrário.
Por isso, neste mês dediquei-me única e exclusivamente a trabalho e amor. 
O estágio termina daqui a um mês e meio e, nessa altura, apenas faltará um relatório para estar licenciada. E isso tem-me dado que pensar. Ando focada, apaixonadíssima por aquilo que ando a fazer, centrada em absorver tudo o que posso. 
Nos intervalos do trabalho e em todos os pedacinhos que posso, tenho estado com a melhor pessoa do mundo - algo que não precisa de mais explicações.
E tem sido assim. Agora, de férias, espero conseguir ir passando por aqui. Espero conseguir escrever a partir desta felicidade toda, para tê-la por palavras quando olhar para trás, daqui a uns anos.
Desta vez, planeio voltar!

domingo, 16 de março de 2014

"Chemistry is you touching my arm and it setting fire to my mind." 

Nayyirah Waheed


E eu nem percebo como é que é possível isso acontecer de uma forma tão intensa, mas só quero mais e mais, para alimentar o vício.

domingo, 9 de março de 2014

Liberdade é ter amor para se prender.

Amo-te.
Não era com isso que ia começar o texto mas... saiu-me, teve de ser.

Ia dizer, sim, que
Nunca liguei ao Dia da Mulher - era assim que ia começar. Nunca liguei. Ontem também tanto me fez que assim fosse. Acordei, estava sol, foi um dia qualquer mas não foi, de todo, um dia qualquer.
Não recebi flores (na verdade, recebi uma margarida arrancada da relva, se calhar também conta). Não recebi os parabéns pelo dia, e ainda bem.
Mas passeei. Muitas horas, horas suficientes para sentir o que é ser feliz um dia inteiro mas nunca suficientes porque a vontade era de continuar por mais tempo.
Disse parvoíces. Ouvi ainda mais. Partilhei silêncios, também. Tirei fotografias sentada no meio de margaridas. Ri tanto que nem sei.
Estava Primavera. Com direito a calor, esplanadas, cerveja a dois. Com direito a passeio de carro com as janelas abertas - e eu gosto tanto disso. Com direito a tirar tudo o resto da cabeça.
Nunca liguei ao dia que ontem se comemorava mas foi, isso sim, um dia como teremos muitos mais.

E, sabes, amo-te.
Também não era assim que ia terminar o texto mas... não podia ser de outra maneira.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Em Dia Europeu da Terapia da Fala...

...passo por aqui apenas para deixar uma síntese do que se tem passado.
Duas semanas e meia após o início do Estágio, em que fiquei a intervir exclusivamente com crianças surdas, posso dizer que aquele bichinho que sentia desde a primeira vez - e única - que vi uma sessão de Terapia da Fala nesta área, tinha uma razão de ser. Percebi que é, realmente, uma das áreas em que quero investir e, diria até, talvez aquela de que mais gostei até hoje.
Sempre tive um fascínio pela Língua Gestual e, trabalhando com estes meninos, tenho vindo a aprender imensas palavras desde o primeiro dia. Estando na escola em que estou, em que até algumas professoras e auxiliares são surdas e em que existem imensas intérpretes, o local foi o melhor que me poderia ter calhado.
Depois do desespero do ano passado, com tanto trabalho e exigência por parte da Educadora Clínica, até a esse nível tudo está a ser diferente. Para melhor, para muito melhor.
Porque não sinto que "se calhar não fui feita para isto". Sinto, sim, que de certeza que fui. E o facto de a Terapeuta ter dito que tive muito jeito na maneira como comecei a intervir com as crianças, bem como a professora de LGP dizer - depois de dois ou três gestos meus -, que tinha jeito para aquilo, só vieram dar um boost :)
Agora é continuar assim. Parvinha de todo, de felicidade, a fazer gestos a toda a hora, a acompanhar o discurso. A acordar feliz por ir aprender mais, fazer mais, "brincar" mais. A sentir que este ano está a ser fantástico em tudo. A querer muito, cada vez mais, ser Terapeuta da Fala - e, daqui a 3 meses e pouco, serei!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Amor em imagens.

Há dias em que vejo que gosto tanto de ti que nem sei como, noutros momentos, pude achar que sentia algo assim.
Quando se gosta mesmo, não há forma de confundir. Quando se gosta mesmo, é aquilo e pronto. Todos o vêem... E nós sentimo-lo. Muito. Sem dúvidas nem questões.
Há dias em que vejo que gosto tanto de ti, que nem percebo como é que isto aconteceu.
Mas é o que é - e, connosco, é. Desde o primeiro dia :) 

 


 



 
(encontrei esta imagem há uma data de tempo, guardei-a, e no outro dia vi este muro 
mesmo em frente à CUF Belém... coincidências felizes!)

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Eu e tu. Tu e eu.

Cada vez há mais tu: aqui está uma boa definição de amor.  

Basta olhar para ele para saber que o mundo irá continuar 
a acontecer: aqui está uma boa definição de amor. 

Pedro Chagas Freitas


Hoje é só isto. 22 tornou-se um número bonito :)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Um ano de distância

Faz hoje um ano que voltei da Antuérpia.
Ficam fotografias, porque não tenho palavras que cheguem para as saudades que sinto. Um ano depois da despedida, ainda penso nisso todos os dias.




 











 Antuérpia (à noite) em 2012, Cascais em 2013

Primeiro dia, a 12-09-2012, e último, a 12-02-2013

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

TPM e Nostalgia

Este mês veio com tudo a que tinha direito - enxaquecas de dia e meio, desejos incontroláveis de cupcakes e chocolates, depressão, irritação. 
Hoje deu-me uma nostalgia de outro mundo.
A culpa foi deste post fantástico. Li-o, algo embevecida (e a mais uns quantos posts do mesmo blog), mas depois caiu-me tudo. 
Depois de amanhã faz um ano que voltei para Lisboa, depois dos meses que vivi na Antuérpia. Aparentemente, ontem, dia de tempestade horrível (e dia em que mal conseguia abrir os olhos, por causa da enxaqueca), fez um ano de que me despedi do A., mas nem dei pela data, reparei nela agora. Não a tenho gravada em mim, ao contrário do dia 12 - já não a sinto, e ainda bem.
E pensei em tudo. Nas coisas boas, nas coisas más. No quão feliz fui durante uns meses, no ano inteiro que passei infeliz porque Lisboa não me sabia a casa, no feliz que estou agora porque, afinal, tenho aqui pessoas que valem a pena. Porque, afinal, a minha vida também aqui pode mudar.
Mas pensei também no que li. Apeteceu-me ter um bebé. Agora, aqui comigo. Pensei no dia em que me falhou a força nas pernas e caí, a chorar ajoelhada no chão, tanto de alívio por não ter um bebé naquelas circunstâncias, um bebé que não me estava destinado, como de alguma pena por não vir a tê-lo. Pensei que estaria hoje com seis meses. No quão diferente seria hoje a minha vida, não sei se para melhor ou pior; nunca saberei.

... e deixei este post a meio, porque fui ter com ele (completamente descompensada e com as hormonas em grave descontrolo, note-se), que sabe exactamente o que fazer para me pôr a rir, e tudo isto deixou de ter importância. Acabou-se a nostalgia. 
Porque, afinal, o que importa é o que tenho agora - e agora, agora estou muito bem com o que tenho :)

domingo, 9 de fevereiro de 2014

E em noite de mega temporal...

“Como gosto de estar aqui. Como gostaria de ter partilhado mais vezes a cama contigo. Só assim, juntos, na mesma cama, a ouvir a mesma respiração. A respirar a mesma respiração. E bastava isso para me fazer feliz. Adormecer a ouvir-te respirar, acordar a ouvir-te respirar. E tudo fazia sentido. Bastaria isso para tudo fazer sentido.”

Pedro Chagas Freitas

Era só isto, por favor.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Favorite pastime

Toda a gente que me conhece sabe que, se há coisa de que não gosto, é de exercício - sobretudo, e com grande ênfase, de correr. Odeio. Odeio de morte.
E não digo que tenha andado a correr, mas acho que nunca um centro comercial viu uma mulher a andar de forma tão apressada por entre sapatos e roupas lindas da Blanco, inclusive aquele-casaco-que-eu-preciso-muito-desesperadamente-de-ter-e-que-ainda-não-foi-hoje-que-experimentei, saltitando entre o amontoado de pessoas que se passeavam pelo Fórum Sintra a um Domingo à tarde, à falta de melhores planos para um dia de sol tão bom como o de hoje.
Senhores seguranças que me viram pelas câmaras, não, eu não roubei nada.
É só porque cada minuto poupado ali, correspondia a mais um minuto com ele.
E cada minuto é precioso, ou não?

sábado, 1 de fevereiro de 2014

"Então olha, só te quero a ti" - e só.

Começo a aperceber-me de que há pessoas sobre as quais é (muito) difícil escrever. Se calhar não é necessário, porque já está tudo a ser dito. 
Mas gosto de tentar.

Sabes,

Não somos poesia mas, contigo, já consigo compreender aquela nostalgia associada ao tabaco - metade dos poemas fala da saudade de sentir o cheiro nas roupas de quem gostavam, de como se lembram da presença dele nos abraços ou ao entrar na sala onde a pessoa passava mais tempo. Ver-te fumar faz-me mal à cabeça (é de doidos eu gostar disso, não é?). Ver-te sorrir faz-me mal à cabeça.

Não somos poesia mas deixaria que desenhasses Orion nas minhas costelas de forma permanente e encontraria a Ursa Menor traçada nas sardas dos teus ombros. Um dia hei de tocar em cada uma delas (e podes tentar enxotar-me, mas não vais conseguir).

Não somos poesia, e sei que te vais rir daquilo que escrevo e gozar-me por ser melosa, acusando-me de estar apaixonada e eu, como de todas as vezes, vou rir muito de forma tonta e vou dizer que não, que isso querias tu, mas vou saber - e tu também, porque o lês em mim -, que sim, estou apaixonada e completamente atordoada por gostar tanto de ti.

A verdade é que não somos poesia, não. Temos pouco de poético (e muito de parvos). Mas achei, e  achaste, logo ao início, que parecia que nos conhecíamos há anos. Achei, e achaste, que foi surreal a forma como nos aproximámos e nos ficámos a querer. Acho, e espero muito que aches, que esse alinhar de estranhas coincidências foi a melhor coisa que nos aconteceu. E não me digas para não sonhar, para "não viajar". Eu sou feliz a sonhar com estas coisas. Tenho sido feliz contigo :) E tenciono continuar.


We will.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O destino destina, o resto é comigo.

Quando era pequena, julgava que a vida não passava por fazer opções.
Sabia que, sim, não podia ter todos os brinquedos nem trazer várias Barbies para casa de uma vez, que, se queria doces, tinha de optar pelos que iria comprar daquela vez, mas achava que, nas coisas importantes, nas grandes coisas da vida, nunca precisaria de escolher.
Costumava responder, quando me perguntavam "o que queres ser quando fores grande?", que queria ser "tudo". Assim, ser tudo, um bocadinho de cada. E lembro-me de acreditar genuinamente nisto, na possibilidade de ser, realmente, tudo.
Sempre fui uma pessoa indecisa. Nessa altura, quando dizia que queria ser tudo, achava que o meu tempo podia esticar. Que podia, com toda a facilidade, ser um bocadinho médica de manhã, um bocadinho bombeira à tarde, um bocadinho bailarina ao final do dia. Achava que escolher não valia a pena - para quê, se podia ter tudo nas mãos, se podia aproveitar o mundo inteiro?
Depois caí na real. Na escola, começaram a dizer-me que não podia querer "ser tudo". Tive de optar. Geralmente ia pela negativa, dizia "não quero ser professora", sabendo a chatice que essa vida traz. Acho que acreditava que, não querendo ser uma coisa, podia ser todas as outras. Mas não chegava. Tive de optar por querer ser pediatra, ou fosse o que fosse.
Depois foi a escola. Aos 15 anos - se não me engano -, no 10ºano, tive de escolher a área de estudos. Acho incrível que peçam a miúdos de 15 anos que tomem uma decisão dessas. E lá escolhi. Ciências. Eu que sou das palavras, das línguas. Mas escolhi Ciências.
Mais tarde, o curso. Nesse, não tive qualquer dúvida e escolhi o curso da minha vida, uma daquelas paixões que me completa. Puro instinto, pura sorte.
Pouco a pouco, o meu "quero ser tudo" tornou-se num "quero ser x". Assim, em menos de nada, o "tudo" a perder-se.
Ainda hoje, não gosto de tomar decisões. Mas tive de aprender a tomar algumas. Decidi,  eliminar pessoas tóxicas da minha vida - da mesma forma, decidi manter, perto de mim, outras tantas. 
Tomei a decisão de, ainda que completamente sozinha, pois todas as minhas colegas desistiram, ir na mesma fazer Erasmus - eu, só eu, a mudar de país. Ir contra tudo e todos.
Decisão atrás de decisão. Sobretudo, e depois de tantos anos de querer "ser tudo", decidi que teria sempre de decidir pôr-me em primeiro lugar.
E já tomei algumas boas decisões na vida. Mas essa... essa, de olhar sempre para mim primeiro, de lutar sempre por mim, foi a melhor que poderia ter tomado.
Tomei a decisão de, finalmente, deixar de ter medo de ser feliz. E o bom que é.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Done :)

Ontem acabei mais um semestre - ainda sem saber algumas notas, ainda com um nadinha de stress, mas que lixe e obrigada ao Senhor e paz às nossas almas. Está feito, acabou-se.
Desta vez achei quase que não sobrevivia. Sim, o final do meu semestre Erasmus foi bem pior, com uma data de exames consecutivos e exames orais em inglês, e tudo e tudo, mas já não estava habituada a tanto trabalho de grupo nem a projectos de encher chouriços. Não aguento a falta de motivação que se associa a estes trabalhos que sei que não servem para nada e que vão ser corrigidos numa de atirar os trabalhos ao ar e dar as notas conforme o sítio onde caem.
Ainda assim, acabou-se. E começou a saga de encomendar as fitas de finalista, enviar mais de metade para o estrangeiro, acomodadas em envelopes com instruções (e desgraçando a carteira no processo), encomendar a pasta personalizada, começar a pensar na roupa para o baile de finalistas. Falta muito, eu sei, mas a 10 de Fevereiro começa a preparação para o estágio, que se inicia uma semana depois, e o tempo vai passar num piscar de olhos (e, ao mesmo tempo, vai demorar séculos).
Tenho andado bem longe do blog. Na verdade, já nem sigo consistentemente uma série nem pego num livro há imenso tempo. Parece que congelei para a vida... mas isto vai ao sítio e eu vou voltar para aqui em força. Agora, férias férias férias! Depois, surdos surdos surdos, bebés bebés bebés! :)

domingo, 19 de janeiro de 2014

Modo: mais um mini-post

Sabes aquele cliché sobre sabermos que estamos felizes quando nem nos apetece dormir porque, finalmente, a realidade é melhor do que os sonhos?
Pois. Hoje é uma dessas noites.

Este dia soube-me demasiado bem para eu deixar que acabe tão depressa.

(Sim, eu sei que ando melosa que dói...)

sábado, 18 de janeiro de 2014

Resultou!

As vossas figas sempre deram jeito.
A frequência... bem, foi assim assim. O local de estágio não poderia ter sido melhor, venham os surdos e os bebés, como eu há tanto tempo queria :)

De resto... 2014 vai com 18 dias e eu estou cada vez mais feliz e só me apetece cantar cenas apaixonadas e andar aos pulinhos e não tirar este sorriso parvo da cara. Nunca tive tanta vontade de dar uma volta à minha vida inteira.
Estou tramada.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Fingers crossed

Hoje é o dia da última frequência que farei na licenciatura.
Hoje é, também, o dia de saber qual o local de estágio que me calhou para o próximo semestre, e que definirá a minha sanidade nos próximos 4 meses.
Hoje estou a tremer de alto a baixo. E espero apenas que não seja mais um dia como ontem, mas um dia feliz, de alívio, dessas coisas boas que o 2014 parece estar a querer trazer.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Etc.

És um cigarro virado ao contrário.


E caraças, que o tempo nunca chega...

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O primeiro 13 do ano.

I wish I could
write something clever
about my body and yours
and the biological current running
from my fingers to my toes,
or how
we would mathematically fit perfectly.
But I’m not one for smarts.
All I know
is I want you.
And I have to have you.

Michelle K., A History Major’s Love Poem

domingo, 12 de janeiro de 2014

Who could deny these butterflies?

"Quando se ama, naquele exacto segundo em que se ama, tem de se acreditar que é para sempre. Mais: tem de se ter a certeza de que é para sempre. Amar, mesmo que por segundos, mesmo que por instantes, é para sempre. E é isso, essa sensação de segundos ou de minutos ou de dias ou de horas ou de anos ou meses, que é para sempre. Ama. Ama por inteiro. Ama sem nada pelo meio. Ama, ama, ama, ama. Ama. Porque é só por aquilo que te faz perder a respiração que vale a pena respirar.", Pedro Chagas Freitas

E quem diz amar, diz outra coisa, seja o que for.
Há uma tranquilidade tal em acreditar, mesmo que loucamente, que algo será para sempre, que não compreendo como se pode ser feliz de outra maneira. O "enquanto durar" é das coisas mais stressantes e macabras da vida - embora, sim, nunca saibamos qual será o desenrolar das coisas.

Hoje estou feliz, mas há coisas de que é melhor nem falar, para que não haja o risco de se estragarem. 
Coisas tão boas, que nem queremos partilhar :)

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Mais um 1º post

O início de 2014 já lá vai a passos largos.
Por pouco, o meu primeiro post era algo escrito num tom irritado, stressado com tanto trabalho, com falta de paciência para quem me rodeia.
Mas esperei por algo melhor e... neste ano, já descobri que, afinal, ainda existem pessoas que dão segundas oportunidades para que nos mostremos como somos. E isso é muito bom.

Comecei o ano a partir a loiça toda - literalmente - mas, afinal, as coisas não começaram tão mal assim. 
Afinal, as segundas oportunidades continuam a valer a pena :)