Este mês veio com tudo a que tinha direito - enxaquecas de dia e meio, desejos incontroláveis de cupcakes e chocolates, depressão, irritação.
Hoje deu-me uma nostalgia de outro mundo.
A culpa foi deste post fantástico. Li-o, algo embevecida (e a mais uns quantos posts do mesmo blog), mas depois caiu-me tudo.
Depois de amanhã faz um ano que voltei para Lisboa, depois dos meses que vivi na Antuérpia. Aparentemente, ontem, dia de tempestade horrível (e dia em que mal conseguia abrir os olhos, por causa da enxaqueca), fez um ano de que me despedi do A., mas nem dei pela data, reparei nela agora. Não a tenho gravada em mim, ao contrário do dia 12 - já não a sinto, e ainda bem.
E pensei em tudo. Nas coisas boas, nas coisas más. No quão feliz fui durante uns meses, no ano inteiro que passei infeliz porque Lisboa não me sabia a casa, no feliz que estou agora porque, afinal, tenho aqui pessoas que valem a pena. Porque, afinal, a minha vida também aqui pode mudar.
Mas pensei também no que li. Apeteceu-me ter um bebé. Agora, aqui comigo. Pensei no dia em que me falhou a força nas pernas e caí, a chorar ajoelhada no chão, tanto de alívio por não ter um bebé naquelas circunstâncias, um bebé que não me estava destinado, como de alguma pena por não vir a tê-lo. Pensei que estaria hoje com seis meses. No quão diferente seria hoje a minha vida, não sei se para melhor ou pior; nunca saberei.
... e deixei este post a meio, porque fui ter com ele (completamente descompensada e com as hormonas em grave descontrolo, note-se), que sabe exactamente o que fazer para me pôr a rir, e tudo isto deixou de ter importância. Acabou-se a nostalgia.
Porque, afinal, o que importa é o que tenho agora - e agora, agora estou muito bem com o que tenho :)