sábado, 1 de fevereiro de 2014

"Então olha, só te quero a ti" - e só.

Começo a aperceber-me de que há pessoas sobre as quais é (muito) difícil escrever. Se calhar não é necessário, porque já está tudo a ser dito. 
Mas gosto de tentar.

Sabes,

Não somos poesia mas, contigo, já consigo compreender aquela nostalgia associada ao tabaco - metade dos poemas fala da saudade de sentir o cheiro nas roupas de quem gostavam, de como se lembram da presença dele nos abraços ou ao entrar na sala onde a pessoa passava mais tempo. Ver-te fumar faz-me mal à cabeça (é de doidos eu gostar disso, não é?). Ver-te sorrir faz-me mal à cabeça.

Não somos poesia mas deixaria que desenhasses Orion nas minhas costelas de forma permanente e encontraria a Ursa Menor traçada nas sardas dos teus ombros. Um dia hei de tocar em cada uma delas (e podes tentar enxotar-me, mas não vais conseguir).

Não somos poesia, e sei que te vais rir daquilo que escrevo e gozar-me por ser melosa, acusando-me de estar apaixonada e eu, como de todas as vezes, vou rir muito de forma tonta e vou dizer que não, que isso querias tu, mas vou saber - e tu também, porque o lês em mim -, que sim, estou apaixonada e completamente atordoada por gostar tanto de ti.

A verdade é que não somos poesia, não. Temos pouco de poético (e muito de parvos). Mas achei, e  achaste, logo ao início, que parecia que nos conhecíamos há anos. Achei, e achaste, que foi surreal a forma como nos aproximámos e nos ficámos a querer. Acho, e espero muito que aches, que esse alinhar de estranhas coincidências foi a melhor coisa que nos aconteceu. E não me digas para não sonhar, para "não viajar". Eu sou feliz a sonhar com estas coisas. Tenho sido feliz contigo :) E tenciono continuar.


We will.

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