quarta-feira, 19 de maio de 2010

The world is all fucked up...

O mundo anda às voltas e nós andamos nele aos trambolhões.
Chegámos a uma fase em que até o nu ajuda o roto.
Tenho vergonha das palavras que já disse.


Vai tudo ficar bem meu amor, vai tudo ficar bem.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

I'm finished making sense.

És pior que qualquer droga.
A simples ideia de te perder desliga-me do mundo, apaga-me, deixa-me sem fôlego como se me tivessem desligado o suporte de vida.
Tudo deixa de fazer sentido, todos os sonhos desaparecem. Ficas apenas tu e o meu arrependimento. As minhas tentativas, por vezes frustradas, de te chamar à razão, de te fazer ver que só eu posso fazer parte de ti.
Fico cega.
O espaço à nossa volta já não interessa, há como que uma pausa no tempo e a vida estancou. Já não quero mais nada. Quero-te a ti e quero-te de volta e quero-te só para mim como sempre foste.
O coração já dói.
Deixas-me sem alternativa, mandas na minha vida e eu fico a ver.

Mas, desta vez, foi só um sonho.

domingo, 9 de maio de 2010

No one knows I'm locked in here.

Preciso de escrever algo. Alguma coisa, qualquer coisa. Preciso de gritar e desabafar e destruir tudo o que vejo e tudo o que existe.
Estou irritada comigo mesma. Estou nervosa, ansiosa.
Quero um buraco para me esconder mas ainda ninguém inventou os ditos campos esburacados para enterrarmos as cabeças, tais avestruzes frustradas e medrosas.
Não estou chateada com ninguém. Estou triste comigo. Só comigo. Triste por não aproveitar a importância que me é dada, por querer mais e mais e mais e acabar por ter menos, cada vez menos. Sou eu que me rebaixo.
Por cada segundo que me amam, faço-os odiar-me um dia. Proporções desmedidas, catastróficas, mas reais.
Sinto que me odeias. Sim tu - tu família, tu namorado, tu amigos. Tu mundo. Odeias-me? Não respondas, eu sei, eu sei...
Quero quebrar janelas, cobrir as paredes com baldes de tinta negra, partir os lápis de cera que me relembram a infância. Quero gritar e fazer do caos do mundo o meu caos, o meu pequeno refúgio infernal. Se tem de haver caos, que seja eu a criá-lo.
Preciso de mandar fora toda esta raiva, tudo isto que se acumula em mim e não me deixa respirar descansada.
Quero paz interior.