Nunca vi este blog como um muro de lamentações.
Pelo contrário, foi sempre para mim um espaço para me exprimir ao máximo e reflectir, arranjar força e coragem, e seguir para a frente.
A minha intenção não era vir aqui no papel de vítima a buscar conforto, nem me passaria pela cabeça assumir-me como isso. Mas o que é facto é que, aos posts cheios de confiança, seguiram-se estes últimos, cheios de tristeza e desânimo, com os quais ainda não consigo lidar bem.
Desiludir todos os que me seguem, elogiando a minha força e transparência, não era de todo o que eu queria. Mas exactamente por sempre ter sido transparente é que não posso deixar de falar nesta etapa da minha vida, que infelizmente não é tão colorida como as outras que vivi.
As cores não podiam durar para sempre, mas assumo que uma parte de mim se perdeu com elas...
E, depois desta salganhada de sentimentos, quero deixar mais alguns.
Já posso dizer que acabei o secundário. Menos uma preocupação. Aprovada a tudo, caiu mais um peso dos meus ombros.
Mas, mais uma vez, ainda não está tudo bem.
É difícil saber que sou uma desilusão. Não consigo ser boa aluna, boa filha, boa namorada. Não consigo ser boa em nada e acho que cada vez fico pior e pior.
Quebrei promessas umas atrás das outras, não por minha culpa, mas talvez nunca as devesse ter feito.
Por mais que me esforce, não sou reconhecida em nada. Não faço ninguém tão feliz como desejava.
Muito sinceramente, já não venho à procura de borboletas nem de esperança. Neste momento, só terei esperança se a plantarem em mim.