terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Moving out?

Se calhar sou eu que sou "mimada", ou o que quer que me queiram chamar (alguém há-de pensar isso, de certezinha).
Mas não compreendo como é que alguém se mete a arrendar/comprar uma casa, ou a ir viver com alguém, quando ainda não tem estabilidade. Quando não tem a garantia de ter dinheiro suficiente para a renda, para o carro, e para uns "luxos" à parte.
Qual é o prazer de ter casa própria quando é preciso andar a contar os trocos para ir ao cinema ou jantar fora?
Qual é o gozo que dá ir viver com o amorzinho, se depois todos os meses há chatice porque o dinheiro não estica para tudo?
O que é que as pessoas que se sujeitam a isso pensam? Será que ter casa própria compensa o facto de não sobrar dinheiro para mais nada? É que ter casa e não ter dinheiro para mais nada não me parece muito agradável.

Na minha opinião, se é para sair é para se ter uma vida confortável. Não pretendo ficar aqui a viver à conta dos meus pais mas... Sair por sair e andar a contar os trocos para o cafézinho? Não me parece.

(E "amor e uma cabana" seria bonito mas não me parece que resulte numa vida feliz.)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

My Favorite Things #3

Destinos

Há dois sítios no mundo a que eu hei-de voltar sempre que possa (e não são só dois mas, por enquanto, estes são aqueles).
 
  • República Dominicana
É o meu sítio de fuga. 
As Caraíbas atraem sempre as más línguas que acham que viajar é muito mais do que estar de papo para o ar de manhã à noite, em regime tudo-incluído. A essas pessoas eu só tenho a dizer uma coisa... Claramente nunca estiveram em Punta Cana.
Verdade, viajar é bem mais do que isso. Mas tendo a hipótese de fazer uma viagem mais "cultural" e outra para relaxar, por favor não escolham Tenerifes e Maiorcas e coisas que tal. E, do prisma oposto, garanto igualmente que nem as Maldivas lhe chegam aos calcanhares.
A República Dominicana é a chegada ao paraíso. É toda uma calma que nunca se sentiu, é o calor no corpo, é a chuva quente (chove torrencialmente e continua-se na piscina!). É caminhar descalço depois de uma tempestade e sentir a água morna nos pés, é o mar que fica mais quente conforme anoitece, é a brisa nocturna sempre quentinha.
Estar ali é ser princesa por uma semana. A melhor comida, cocktails de cair para o lado, a empregada a abrir-me a cama à noite, deixando um chocolate na almofada e o pijama dobrado ao lado.
É ter luxo e ao mesmo tempo descontracção, poder descalçar os saltos altos e levá-los pela mão até aos restaurantes (e eu adoro fazer isto).

A República Dominicana tem de ser um dos meus sítios. Porque nunca me farto dela, porque cada vez que sinto as rodas bater no chão sinto um alívio por estar de volta àquele lugar, porque, mesmo quando as saudades de casa começam a apertar, há um pedacinho de mim que quer sempre ficar.

E já foram 3 vezes (ou 4? perdi-me nas contas), mas muitas mais virão, com toda a certeza... Em princípio, brevemente! :)




  • Paris
Falar de Paris emociona-me, não há nada a fazer.
Paris foi a minha primeira viagem de sempre. Tinha 6 anos e a verdade é que lembro-me de pouco mais do que da Disneyland e do apartamento que alugámos. Talvez por isso, sempre tive vontade de lá voltar e, no Verão de 2010, voltei mesmo, para uns dias em Paris e outros em Reims (onde a cunhada estudava).
Os dias foram agridoces, por situações que surgiram e que nunca deveriam ter acontecido estando eu a mais de 1400km de casa.
Mas ali também me senti em casa. Pela primeira vez, e depois de viajar por tantos países, senti que ali pertencia, que era a pessoa mais feliz do mundo se pudesse voltar lá sempre que quisesse. Que, se vivesse noutra cidade que não Lisboa, seria ali.
Paris... Paris é tudo.
A comida não tem descrição. A cada dois passos há um restaurante espectacular, dá vontade de passar dias inteiros a comer de tudo. Os Macarons são A maravilha gastronómica e ai de quem for aos Champs-Élysées e não me trouxer uma caixa com pelo menos 30. O champagne Pommery é de Reims mas eu associo-o a França e também não há palavras.
Paris para mim é liberdade, são ruas e ruas lindas, são os artistas em cada esquina. E é amor, pelo que se vê pelos cadeados na ponte (que eu também quero vir a pôr, um dia...). É a cidade em que me sinto mais segura.
Acho que não me consigo fartar.




Agora é continuar a viajar, para ver se encontro outros lugares de que goste tanto como destes (alguns já se aproximam bastante...). Um destaque muito rápido para o Sahara à noite... Com um céu estrelado que deve ter sido a coisa mais bonita e mais marcante que já vi na vida.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Lies

"The most disturbing thing about you lying, is that I'm beginning to see how good you are at it."

Disseram isto no Dexter e eu lembrei-me imediatamente que me disseram o mesmo há cerca de 2 meses. Fuck...