quarta-feira, 27 de junho de 2012

Night Wishes

Perto da uma da manhã, pouco mais se ouve na rua do que esporádicos latidos de cães e o barulho dos camiões que passam para recolher o lixo. Reparo que quase todos os estores estão fechados, com excepção de uma ou duas janelas em que ainda se vê luz.
Os carros, que durante o dia passam constantemente, já passam espaçados. Os seus condutores, despreocupados pelo pouco trânsito, aceleram, apressados, rua fora, sem tomar grande atenção, talvez na ânsia de chegar a casa.
Gosto deste confronto entre a confusão do dia e a calma da noite. Sinto que tenho o melhor dos dois mundos.
Deixo-me ficar perto da janela - o Verão começou há pouco e a temperatura esteve tão alta que consigo sentir o calor nos pés, pela madeira que o sol aqueceu. A brisa traz aquilo que mais aprecio na estação, o ar denso com cheirinho a flores e a quente.
Costumo perder-me em pensamentos enquanto me distraio a fazer alguma coisa, que não sou pessoa de estar parada, mas hoje não - hoje não consigo largar a vista da noite. Engraçado pensar em tudo o que já vivi a olhar para esta mesma rua - afinal de contas, não conheço outra vista, desde que nasci que é esta a vista que tenho.
Não sei definir o que me passa pela cabeça. Melhor, sei, sei sempre. Não consigo é expressar este turbilhão de ideias. O álcool, que já me galopa pelas veias, não ajuda.
Os grilos distraem-me.
Acho que tudo o que queria no mundo agora era um abraço. Não qualquer abraço, o abraço. Aquele abraço que me faria deixar de ouvir os comboios ao longe. Aquele abraço terno e apertado, como quem diz "finalmente, juntos". Era o bastante para fechar a janela e deixar de pensar no mundo lá fora, pois só aquele mundo, criado por nós, importaria.
Ou simplesmente para saltar para o teu colo, entrelaçar as mãos nas tuas e ficar assim, num abraço, a aproveitar o cheiro a Verão e a luz da noite, já sem reparar nas janelas fechadas e nos sons distantes, para antes ouvir cada respiração, sentir cada toque subtil, viver cada pedacinho do nosso pequeno mundo.

domingo, 24 de junho de 2012

Lady-like

Bem sei que está toda a gente farta de ouvir falar dos saldos, porque agora nos blogs é o único tema debatido, mas apetece-me também partilhar que hoje me esbardalhei toda na H&M - e eu odeio de morte a época dos saldos e as bancas desarrumadas estilo feira, mas aquilo estava bastante calmo e organizadinho.

Tirando a roupa que comprei, tenho apenas a dizer uma coisa - 10 vernizes por 5€. Dez. D.e.z.

Ando tão gaja.

domingo, 17 de junho de 2012

Son-Rise

Hoje fui À palestra.
E não nada do que estava à espera - nada de publicidade, nada de estatísticas, nada de técnicas ambíguas.
Foi a experiência, dada na 1ª pessoa, de um homem que em criança foi diagnosticado com Autismo profundo e hoje em dia é normal, normalzinho. Parece mentira. Não é. Tudo graças ao Son-Rise, que passou a ser o método menino-dos-meus-olhos.
Fiquei abismada. E descobri que praticamente tudo o que é feito em Portugal actualmente, vai contra estes princípios. Está na altura de começarmos a mudar.
Tem um jeito para comunicar de outro mundo, deu exemplos práticos atrás de exemplos, uma argumentação extremamente lógica e convincente.
Saí de lá maravilhada. A melhor palestra a que já fui, sem qualquer dúvida.

O Raun Kaufman é filho do Barry Neil Kaufman, que inventou o método Son-Rise para ajudar o filho e, posteriormente, escreveu o livro Son-Rise - The Miracle Continues.
Hoje em dia é o CEO da empresa!