segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013 - o meu ano :)

O 13 é o meu número, por isso tem tudo para ser um bom ano.
Desta vez, não tenho um balanço para fazer - os pontos negativos serviram, mais tarde ou mais cedo, para me impulsionar para prosseguir o caminho. Cresci de todas as formas possíveis - tive alguns dos maiores sustos da minha vida mas recompus-me, recompus-me sempre. 
Os pontos positivos, esses, foram mais que muitos.

Este ano tive a melhor experiência da minha vida. Inscrevi-me em ERASMUS, apesar de toda a gente me chamar louca por ir completamente sozinha e sem ter sequer aceitação por parte da família. Ignorei as dificuldades que me anunciavam e mudei de país, passei a ter a minha (e só minha) própria casa.
Apaixonei-me pela Antuérpia, com um amor enorme por cada pedacinho da cidade e da cultura. E apaixonei-me por uma pessoa - grego, não belga, que conheci por mera coincidência. Declarei-me em português, em inglês, ouvi frases de amor em grego. Amei em silêncio, também. Vivi com ele e apaixonei-me mais e mais, por ele e pelo nosso tecto comum, a nossa casa perfeita no centro da cidade.
A Bélgica trouxe-me tudo o que eu podia precisar na vida. Liberdade e responsabilidade em doses ideais, amizade com pessoas de todo o mundo, festas de chegar a casa com a alma cheia. Trouxe-me neve a cair lá fora, ao acordar, e a magia de um Natal com fundo branco. Um mundo novo para explorar.

Fazer o que quis, sem ligar a mais nada, libertou-me. Trouxe-me a felicidade de não me prender a nada nem ninguém, de ser feliz apenas por mim. Mostrou-me que ser feliz é isso, que nunca o poderia ser com a vida que levava. Que eu tenho a capacidade de ter tudo o que preciso.

Em 2012 fui a pessoa mais feliz do mundo.
2013, não preciso que tragas uma vida nova - por favor, deixa-me apenas continuar assim :)

Feliz Ano Novo!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Ter casas exactamente iguais...

...traz pequenos momentos engraçados.

Como ele sair daqui, pegar na chave de casa dele e tentar trancar a minha porta com ela. 

Ou levantar-se para atirar a t-shirt para o cesto da roupa e, só depois de voltar para a cama, perceber que aquele cesto não é dele e que não tem cá mais roupa para vestir.

Ou ainda estarmos tão habituados a andar para baixo e para cima no prédio que, por vezes, temos de parar para pensar em que andar é que estamos, porque não sabemos se havemos de subir ou descer e se aquela casa é a nossa ou é a do outro :)

sábado, 1 de dezembro de 2012

Missing you

A: "It's strange how sometimes you don't realise that you were missing someone. It just came to me - I missed you, I really did."
I: "I know. I felt it in the way you hugged me."

And it was the beginning of a perfect night.