segunda-feira, 22 de abril de 2013

Missing Home.

Fazer Erasmus é ter a possibilidade de viver a melhor vida do mundo, de ter tudo o que sempre quisermos (sem precisarmos de muito), de experienciarmos tudo o que alguma vez desejámos - e, depois de habituados, vermos tudo isso a ser-nos tirado das mãos, para nunca mais voltar.

Tudo o que fica, são apenas memórias. Mas as memórias não nos abraçam. Não têm voz, não têm o cheiro do perfume no corpo, já esbatido, ao final do dia, não têm o som dos comboios que vão e vêm num dos quatro andares da estação, numa das 14 plataformas daquele Hogwarts em que tudo é pedra e escadarias.
As memórias não sabem aos melhores praliné do mundo e, por mais rapidamente que nos atravessem os pensamentos, não pedalam em bicicletas holandesas amarelas. Não trazem a neve de volta aos parapeitos, nem retomam a paz sentida no Scheldt.

As memórias confortam-me, juntam-me aos bocadinhos. E, logo a seguir, desfazem-me também.

Fazer Erasmus é isso.
É ter tudo de bom e, no final, ficar apenas com boas memórias.
E é também não ter nada, e voltar com um coração cheio de tudo o que sempre precisámos.

"Home". Foi-o no sentido mais bonito, naquele em que nos iluminamos quando falamos de casa - e assim o será para sempre. 
Porque a nossa casa, essa, nunca se esquece.

sábado, 20 de abril de 2013

O Estágio

Já tenho saudades de aqui escrever.
Comecei a estagiar a 25 de Fevereiro e as pausas são tão poucas que não permitem tirar um tempinho para aqui vir. Agora, começada a contagem decrescente, sendo que acabo a 17 de Maio (só faltam 4 semanas para voltar a ter vida!), espero conseguir ir passando mais frequentemente.
Tem sido absurdamente trabalhoso, com uma quantidade de trabalho que nunca tinha experienciado, uma correria que ainda não tinha sentido na pele por um período tão longo - depois dos 7 exames consecutivos já tinha um bom andamento, mas ter 2 meses inteiros (and counting) com tanto trabalho é muito diferente.
Tem sido bom, tenho aprendido imenso, tenho visto que afinal aquilo que aprendi em 3 anos não foi quase nada e que as boas notas pouco têm a ver. Tenho descoberto que isto da Terapia da Fala é algo que se adquire com muita prática, com muito raciocínio, com muito de "mãos na massa", e que aquilo que vem nos livros pouco ajuda porque não existem duas crianças iguais - eu que o diga, que tenho dois gémeos com quem o trabalho não poderia ser mais diferente.
Tenho percebido que sim, realmente vou ter a melhor profissão do mundo, nunca poderia duvidar, nunca poderia trocar. Que sim, vou ter sempre muito que fazer, materiais para criar, papelada para preencher. Um Terapeuta da Fala nunca pára. Mas hei-de ser feliz assim.

Agora.. Por mais que goste de TF, quero descanso, só descanso. E só é preciso mais um esforço, que ele está quase aí :)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Bravery.

 

And I double that with losing you.