quinta-feira, 6 de junho de 2013

"Desisto"

Hoje deixo aqui o texto "Desisto", escrito ontem pelo "Homem Sem Blogue", autor do blog com o mesmo nome, e que pôs por palavras aquilo que sinto tantas vezes. Absolutamente genial.

"Há alturas na vida em que se deve lutar com todas as forças. Contra tudo. Contra todos. Remando contra as mais fortes correntes da vida. Escalando o mais alto do montes. Rastejando nos terrenos com mais lama do mundo. Dando o peito às potentes balas que furam qualquer colete de protecção. Dando a face para receber a chapada que nos atinge o rosto a uma velocidade alucinante. Há alturas em que não nos falta força para tudo isto. Por mais fracos que estejamos.

Depois, existem alturas em que não lutamos contra nada. Deixamos o barco ir ao fundo. Se for preciso ainda fazemos mais uns buracos na embarcação. Vamos pelas escadas abaixo. Assistimos impávidos e serenos às areias movediças que nos engolem. Vemos o telhado a arder e não damos água a ninguém. Reparamos que uma estrutura está a ceder e não avisamos ninguém que o edifício está prestes a ruir.

Neste momento estou como descrevo no segundo parágrafo. Cansei-me de tentar perceber a filha da putice alheia. Cansei-me de tentar perceber o que leva alguém a desejar o mal de terceiros. Cansei-me de tentar encontrar motivos válidos que levam pessoas básicas que nada fazem a criticar alguém, que até poderá ter limitações, que luta por algo melhor. Cansei-me de tentar descortinar o que está escondido debaixo dos panos que cobrem estes porquês que me inquietam.


Desisto! O facto é que existe gente de merda. Pessoas despidas de quaisquer valores. Pessoas que se julgam as maiores do mundo mas que na realidade só são boas a lixar a vida de terceiros. Pessoas que se riem de defeitos alheios sem a mínima noção de que são bem piores do que aquilo que é alvo do seu gozo. Não há volta a dar. Desisto desta gente. Pessoas que infelizmente há muito desistiram de si mesmas. Só que ainda ninguém lhes disse isso mesmo!"

(do blog Homem Sem Blogue)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Fragmentos de mim.

Nasci aqui:

Lisboa, Portugal

Cresci aqui:

Sintra, Portugal

Formei-me, profissionalmente, aqui:

 Cascais, Portugal

Vivi, mudei, amadureci, aprendi a ser feliz... aqui:

 Antuérpia, Bélgica

Por isso, não é verdade quando digo - mesmo que muitas vezes, porque o sinto - que a minha casa é a Antuérpia. Também foi; na realidade, ainda o é.
Mas uma casa não é um lugar, são fragmentos - fragmentos de nós, fragmentos daquilo que fomos, daquilo que somos, daquilo que viremos a ser. 
Eu, bem como os sítios onde realmente assentei, também já viajei muito - e, em todos os países a que fui, fiz por ficar com um fragmento deles em mim.
Assim, não tenho só uma casa. Tenho várias, um bocadinho aqui, um bocadinho ali. Vivo no mundo. E, essa, é a melhor casa de todas.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Et mon coeur balance.

Transformaste-me a vida na única linha, de uma música popular, que me faz sentido - depois de ti, mais nada.