terça-feira, 30 de julho de 2013

Estado Zen

Houve um momento de viragem na minha vida em que passei a adorar os momentos descomplicados. As coisas simples. O prazer na forma de despreocupação.
E isso trouxe-me uma paz enorme.
Acho que foi a altura em que passei a não discutir com uma voz cada vez mais alta, passei a não me chatear com as coisas pequenas da vida. Aceitei ou, numa tradução literal de uma palavra inglesa que gosto muito, abracei o meu lado zen.
O que é certo é que nunca mais me chateei com aquilo que não posso controlar. Passei a deixar tudo fluir, a fazer o que me passasse pela cabeça que me fizesse feliz, a não dar a mínima importância às coisas que me poderiam afectar negativamente. Tornei-me mais livre e, sem dúvida, melhor.
Quando se é assim, é muito mais fácil ter dias bons. A mim, bastou-me um dia soalheiro, uma ida às compras de mercearias (eu adoro ir abastecer a despensa, não me perguntem porquê), um linguine pescatore preparado pelo Chef cá de casa, uma tarde de séries ou jogos ou ambos.
Para se ser feliz, nada como não nos agarramos a preocupações desnecessárias.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

No problem, man!

Correndo o risco de tornar este blog num relato de viagens, tenho só a acrescentar que pronto, desta é que é. Sem hipótese de cancelamento, sem forma de correr mal - férias marcadas. Em vez de 8 horas serão cerca de 10h30, para lá... para trás até escala terá, pelo que nem quero pensar. 
Vou dar mais uma oportunidade à Jamaica, desta vez à zona de Runaway Bay - com direito ao sítio onde Cristóvão Colombo desembarcou pela primeira vez, antiga prisão de escravos, grutas, muitos corais e vida selvagem. 
A primeira vez que aterrei no país do CD 'Best Hits of Bob Marley' em loop (são sempre as mesmas 10 músicas, sem exagero) e do constante "no problem, man" que todos diziam do alto do seu inglês meio africano, acho que sustive imediatamente a respiração, pela beleza da ilha.
Daqui a duas semanas e meia, assim será de novo :)

terça-feira, 16 de julho de 2013

Vodka costs less than dinner for two!

Não gosto de estar solteira. Eu sei disso; vocês, se acompanham o blog há algum tempo, também saberão.
Não gosto, é isso, é muito simples. Não padeço de carência crónica, não preciso de namorar, não sou dependente de ninguém, mas a verdade é que os benefícios de se ser solteira - que os há-, na minha opinião, não conseguem superar os de estar numa relação.
Sou a primeira a defender que é essencial saber-se estar sozinho. Acredito que, sem nos conhecermos, sem passarmos tempo fora de uma relação, namoro nenhum poderá funcionar como deve ser. Dou graças a deus, ou ao meu discernimento, por nunca me ter dado para começar namoros ao deus dará, só porque precisava de ter alguém - das vezes em que namorei, foi algo que fez realmente sentido e, acabando pior ou melhor (porque faço parte do grupo limitado de pessoas que acabou uma relação em que nenhum dos dois queria esse final), sempre valeu a pena.
Atiro também os bracinhos ao céu por ter ido para Erasmus solteira e sem saudades para matar à distância, num sufoco que vi algumas amigas sentir.
Depois desse tempo de reflexão ou de celebração prolongada, conforme cada um bem entender, é que começa o problema. Como dizia, para mim, nenhuma vida de solteiro é melhor do que ter aquele carinho e apoio, as parvoíces de um casal, as mensagens de bom dia e boa noite ou, quando possível, a partilha de casa com o outro - porque acho que, com a pessoa certa, partilhar casa não tem de ser o martírio que alguns narram.
Mas então qual é o problema? Ora, o problema é que parece que já não existem homens solteiros. Não existem, finito, caput. Neste momento, em que estou no início dos 20's, tanto os que estão nos vintes como nos trintas estão comprometidos ou em vias de. Os que não estão, geralmente são aqueles com quem basta uma conversa de aproximadamente trinta segundos para se perceber o motivo.
Como cereja no topo do bolo, yours truly tem mais um problema que acaba por ser o mais enervante - um tic-tac altíssimo, que se ouve a quilómetros, e que insiste que tem de haver um bebé rapidamente a deixá-la gorda e inchada, preferencialmente dentro dos próximos, vá, 4 anos. E que, depois desse bebé, têm de vir mais uns quantos para o relógio poder, finalmente, sossegar. Se já não havia um homem disponível, não preciso de dizer o que eles acham desta ideia. Pior, não me posso dar ao luxo de ser só feliz e contente com um rapaz decente que por aí apareça porque não seria boa ideia começar agora um namoro sabendo que daqui a nada convinha estar um bebé a caminho - e eu até posso dizer alegremente que tanto nasci para ser Terapeuta da Fala como para ser Mãe, mas isso não contempla ser mãe solteira e/ou de um pai pouco digno desse nome.

E é isto. Não faltará muito para abrir concurso e começar a analisar as candidaturas - se houver para aí homens decentes que, por algum motivo, ainda não tenham sido caçados.