domingo, 6 de outubro de 2013

Roll over and look at the stars.

O meu medo de amar vem do quanto já amei.
Esta ideia chegou-me assim, solta, em forma de resposta àquilo que há tanto me perguntava - porque deixei, de repente, de conseguir atirar-me de cabeça e sem medos?
Percebi que este receio não se deve tanto às coisas menos boas por que passei, mas às que me marcaram pelo melhor. Descobri que a razão para ter tanto medo de me voltar a apaixonar, de voltar a amar, tem a ver com a intensidade com que já o fiz - faz-me imaginar que ele, quem vier, também já o terá sentido e eu não serei suficiente para que o ultrapasse, como tantos outros não o foram para mim, depois das pessoas que tive.
O meu medo de me apaixonar vem do medo que tenho do primeiro amor dele, da primeira namorada, da namorada com quem teve a relação mais longa - das pessoas que foram tudo para ele. Vem de todos os momentos muito felizes que tive, e que ele terá tido, e que se calhar não teremos juntos.

Não querendo transformar este blog num querido diário, hoje percebi (mais uma vez) que tenho medos infundados; que o que tem de acontecer, acontece, porque tudo se alinha quando não estamos à espera e, quando é mesmo aquilo que tem de ser, não há volta a dar, por mais medos que se tenham.
Tenho muita bagagem, demasiada, e isso faz-me recear confiar nas pessoas, dar-me a alguém, mostrar-me - mas percebi que há pessoas e pessoas, que as últimas com que me tenho vindo a cruzar, neste período difícil desde que regressei, não eram certas para mim em nenhum nível; mas que as certas, essas, também existem e estão por aí, por vezes (bem) mais perto do que imaginamos.
Apenas há que confiar nas estrelas para que os nossos caminhos se cruzem, e aproveitar ao máximo o dia em que isso acontecer. 
Um dia como hoje :)

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

É só isto.

"Nem sei se eu devia estar aqui
Em busca de algo mais do que um affair,
Um amor de aluguer..."

E pronto. Não sei que pensar, não sei que dizer, não sei como agir. Tenho de aderir a um certo "sorrir e acenar", em formato "esperar (talvez muito) e ver no que as coisas dão". Sou um caso perdido e, quando parece que tudo se alinhou para que as coisas acontecessem, torno-me numa fácil.
Olhos (tão tão tão) verdes toldam-me o juízo. :)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A tough road.

A minha vontade de escrever tem sido nula. Acho que se deve a não querer sequer reflectir, não querer olhar para dentro de mim, porque não vejo nada bonito nem que valha a pena partilhar.
Apesar de ter voltado para Portugal no início de Fevereiro, ainda me sinto imersa no mítico Síndrome da Depressão Pós-Erasmus, em que tudo parece aborrecido, banal. Os dias vão passando e eu, morta de saudades de tudo, vou-me arrastando por eles porque tudo o que queria era voltar para lá.
Apesar disso, e porque gosto de, pelo menos, fazer um esforço por ser positiva, até estou a passar uma fase com algumas coisas muito boas - os laços com quem me era importante estão mais fortes e estou no último ano do curso que me enche o coração.
Hoje fui comprar a bata para oferecer à minha afilhada que, não sei como, ainda agora nasceu e já está com três anos e meio e começou a pré-escolar, e consegui que a Educadora a chamasse para lhe dar um beijo, por não a ver há algum tempo - e tenho a dizer que ver a minha Princesa crescida esboçar um sorriso quando me viu e largar a correr de braços abertos, para se pendurar no meu pescoço e aninhar no meu abraço, foi a melhor coisa que podia ter pedido para me alegrar neste dia cinzento.