domingo, 10 de novembro de 2013

10/10, 10/11

Festejar um mês de namoro é algo tonto, já que um mês é tão pouco considerando o tempo todo que pretendemos passar com alguém.
Ainda assim, é uma celebração querida. E hoje tive-a na cabeça. Porque tinha imaginado um almoço de sushi à beira-mar, uma tarde a ver filmes pirateados à pressa, debaixo de uma manta, de amor - daquele amor nosso -, na cama. Com os mesmos sorrisos, um para o outro, que desde a primeira conversa. Com a mesma alegria e gratidão por, um dia, sem sabermos como ou porquê, os nossos caminhos se terem cruzado e termos começado a falar. Com aqueles abraços intermináveis que sempre trocámos.
Tinha uns rabiscos infantis na agenda, no dia de hoje, que tive de apagar e que, mesmo assim, ficaram marcados nela. Ainda os consigo ver, e isso custa mais do que uns rabiscos deveriam custar.
Acho que não deves sequer ter reparado na data de hoje, mas eu evitei-a o dia inteiro, desde que apaguei a luz ontem, às 23.59h, até este momento. Porque me custa que seja de novo dia 10, esse número redondo, "um dia bonito" como lhe chamei, e não ter tido a possibilidade de o passar contigo nem por uma vez, por motivos que não compreendo.
Custa-me, sobretudo, não me sentir sequer tua amiga. E custa-me isto, de te dar espaço, quando gosto tanto de ti. Mas aqui está ele - mais espaço, todo o espaço, excepto nas palavras que aqui escrevo - porque não conseguiria agir de outra forma.

Feliz dez para ti.
E que, um dia, venhamos a ter um dez nosso.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Blue.

Eu analiso e reanaliso tudo aquilo que mexe comigo - gosto de tentar compreender, tirar algum sentido das coisas.
E já passei por vários finais mas posso dizer que, para uma pessoa assim como eu, há poucas coisas piores do que saber que gosto de ti, que gostas de mim, e que isso não chega. Há poucas coisas piores do que querer tanto estar do teu lado, ainda que como amiga, e ter de deixar isso completamente nas tuas mãos.

 

"Quando ele sorri... Quando ele sorri, eu tenho vontade de chorar."

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Um mês de ti.

Costumo gozar com quem coloca imagens no facebook a dizer olá aos meses - 'x, sê generoso', 'olá y, por favor traz coisas boas'.
Ironicamente, Outubro foi o teu mês. Do início ao fim. Conhecemo-nos exactamente no dia 1, e o click esteve lá. Acho que me apaixonei por ti assim que pus a vista nos teus olhos (mas nunca apenas por isso). Foi tudo muito rápido, sim - sinto que as melhores coisas são as que acontecem assim, num desenrolar em que nenhum de nós sabe explicar como se deu - e, o final, esse, veio mais rápido ainda. 31 de Outubro. Porra, a porra de um mês.
Mas ter sido pouco tempo não diminui o que custa. Mói, mexe cá dentro. Tira a vontade de comer (e não tira sempre?) e acresce vontade de dormir o dia inteiro apenas para não ter de pensar - porque quando estou acordada, é (só) nisso que penso.
E a esperança, essa puta que é a esperança (desculpa-me, tornei-me mais asneirenta), ainda mexe mais comigo, mas ao mesmo tempo é a melhor coisa que me podias fazer sentir. Pensar num futuro contigo, ainda que depois disto, é a melhor coisa que posso imaginar.
E assim vou tentar esperar. Dar tempo, dar espaço. Tentar estar lá para ti, acima de tudo como amiga, mas também como a namorada que fui e que quero muito, muito mesmo, tornar a ser.
Não desisto, nunca desisti, ao primeiro obstáculo. Menos ainda quando sei que há algo bom pelo qual lutar, algo que vale a pena.
Já tenho saudades tuas. E estou à tua espera para sermos felizes. Por muitos e muitos mais meses completos. Okay?

"I believe, and I believe 'cause I can see our future days - days of you and me."