sábado, 1 de fevereiro de 2014

"Então olha, só te quero a ti" - e só.

Começo a aperceber-me de que há pessoas sobre as quais é (muito) difícil escrever. Se calhar não é necessário, porque já está tudo a ser dito. 
Mas gosto de tentar.

Sabes,

Não somos poesia mas, contigo, já consigo compreender aquela nostalgia associada ao tabaco - metade dos poemas fala da saudade de sentir o cheiro nas roupas de quem gostavam, de como se lembram da presença dele nos abraços ou ao entrar na sala onde a pessoa passava mais tempo. Ver-te fumar faz-me mal à cabeça (é de doidos eu gostar disso, não é?). Ver-te sorrir faz-me mal à cabeça.

Não somos poesia mas deixaria que desenhasses Orion nas minhas costelas de forma permanente e encontraria a Ursa Menor traçada nas sardas dos teus ombros. Um dia hei de tocar em cada uma delas (e podes tentar enxotar-me, mas não vais conseguir).

Não somos poesia, e sei que te vais rir daquilo que escrevo e gozar-me por ser melosa, acusando-me de estar apaixonada e eu, como de todas as vezes, vou rir muito de forma tonta e vou dizer que não, que isso querias tu, mas vou saber - e tu também, porque o lês em mim -, que sim, estou apaixonada e completamente atordoada por gostar tanto de ti.

A verdade é que não somos poesia, não. Temos pouco de poético (e muito de parvos). Mas achei, e  achaste, logo ao início, que parecia que nos conhecíamos há anos. Achei, e achaste, que foi surreal a forma como nos aproximámos e nos ficámos a querer. Acho, e espero muito que aches, que esse alinhar de estranhas coincidências foi a melhor coisa que nos aconteceu. E não me digas para não sonhar, para "não viajar". Eu sou feliz a sonhar com estas coisas. Tenho sido feliz contigo :) E tenciono continuar.


We will.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O destino destina, o resto é comigo.

Quando era pequena, julgava que a vida não passava por fazer opções.
Sabia que, sim, não podia ter todos os brinquedos nem trazer várias Barbies para casa de uma vez, que, se queria doces, tinha de optar pelos que iria comprar daquela vez, mas achava que, nas coisas importantes, nas grandes coisas da vida, nunca precisaria de escolher.
Costumava responder, quando me perguntavam "o que queres ser quando fores grande?", que queria ser "tudo". Assim, ser tudo, um bocadinho de cada. E lembro-me de acreditar genuinamente nisto, na possibilidade de ser, realmente, tudo.
Sempre fui uma pessoa indecisa. Nessa altura, quando dizia que queria ser tudo, achava que o meu tempo podia esticar. Que podia, com toda a facilidade, ser um bocadinho médica de manhã, um bocadinho bombeira à tarde, um bocadinho bailarina ao final do dia. Achava que escolher não valia a pena - para quê, se podia ter tudo nas mãos, se podia aproveitar o mundo inteiro?
Depois caí na real. Na escola, começaram a dizer-me que não podia querer "ser tudo". Tive de optar. Geralmente ia pela negativa, dizia "não quero ser professora", sabendo a chatice que essa vida traz. Acho que acreditava que, não querendo ser uma coisa, podia ser todas as outras. Mas não chegava. Tive de optar por querer ser pediatra, ou fosse o que fosse.
Depois foi a escola. Aos 15 anos - se não me engano -, no 10ºano, tive de escolher a área de estudos. Acho incrível que peçam a miúdos de 15 anos que tomem uma decisão dessas. E lá escolhi. Ciências. Eu que sou das palavras, das línguas. Mas escolhi Ciências.
Mais tarde, o curso. Nesse, não tive qualquer dúvida e escolhi o curso da minha vida, uma daquelas paixões que me completa. Puro instinto, pura sorte.
Pouco a pouco, o meu "quero ser tudo" tornou-se num "quero ser x". Assim, em menos de nada, o "tudo" a perder-se.
Ainda hoje, não gosto de tomar decisões. Mas tive de aprender a tomar algumas. Decidi,  eliminar pessoas tóxicas da minha vida - da mesma forma, decidi manter, perto de mim, outras tantas. 
Tomei a decisão de, ainda que completamente sozinha, pois todas as minhas colegas desistiram, ir na mesma fazer Erasmus - eu, só eu, a mudar de país. Ir contra tudo e todos.
Decisão atrás de decisão. Sobretudo, e depois de tantos anos de querer "ser tudo", decidi que teria sempre de decidir pôr-me em primeiro lugar.
E já tomei algumas boas decisões na vida. Mas essa... essa, de olhar sempre para mim primeiro, de lutar sempre por mim, foi a melhor que poderia ter tomado.
Tomei a decisão de, finalmente, deixar de ter medo de ser feliz. E o bom que é.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Done :)

Ontem acabei mais um semestre - ainda sem saber algumas notas, ainda com um nadinha de stress, mas que lixe e obrigada ao Senhor e paz às nossas almas. Está feito, acabou-se.
Desta vez achei quase que não sobrevivia. Sim, o final do meu semestre Erasmus foi bem pior, com uma data de exames consecutivos e exames orais em inglês, e tudo e tudo, mas já não estava habituada a tanto trabalho de grupo nem a projectos de encher chouriços. Não aguento a falta de motivação que se associa a estes trabalhos que sei que não servem para nada e que vão ser corrigidos numa de atirar os trabalhos ao ar e dar as notas conforme o sítio onde caem.
Ainda assim, acabou-se. E começou a saga de encomendar as fitas de finalista, enviar mais de metade para o estrangeiro, acomodadas em envelopes com instruções (e desgraçando a carteira no processo), encomendar a pasta personalizada, começar a pensar na roupa para o baile de finalistas. Falta muito, eu sei, mas a 10 de Fevereiro começa a preparação para o estágio, que se inicia uma semana depois, e o tempo vai passar num piscar de olhos (e, ao mesmo tempo, vai demorar séculos).
Tenho andado bem longe do blog. Na verdade, já nem sigo consistentemente uma série nem pego num livro há imenso tempo. Parece que congelei para a vida... mas isto vai ao sítio e eu vou voltar para aqui em força. Agora, férias férias férias! Depois, surdos surdos surdos, bebés bebés bebés! :)

domingo, 19 de janeiro de 2014

Modo: mais um mini-post

Sabes aquele cliché sobre sabermos que estamos felizes quando nem nos apetece dormir porque, finalmente, a realidade é melhor do que os sonhos?
Pois. Hoje é uma dessas noites.

Este dia soube-me demasiado bem para eu deixar que acabe tão depressa.

(Sim, eu sei que ando melosa que dói...)

sábado, 18 de janeiro de 2014

Resultou!

As vossas figas sempre deram jeito.
A frequência... bem, foi assim assim. O local de estágio não poderia ter sido melhor, venham os surdos e os bebés, como eu há tanto tempo queria :)

De resto... 2014 vai com 18 dias e eu estou cada vez mais feliz e só me apetece cantar cenas apaixonadas e andar aos pulinhos e não tirar este sorriso parvo da cara. Nunca tive tanta vontade de dar uma volta à minha vida inteira.
Estou tramada.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Fingers crossed

Hoje é o dia da última frequência que farei na licenciatura.
Hoje é, também, o dia de saber qual o local de estágio que me calhou para o próximo semestre, e que definirá a minha sanidade nos próximos 4 meses.
Hoje estou a tremer de alto a baixo. E espero apenas que não seja mais um dia como ontem, mas um dia feliz, de alívio, dessas coisas boas que o 2014 parece estar a querer trazer.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Etc.

És um cigarro virado ao contrário.


E caraças, que o tempo nunca chega...

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O primeiro 13 do ano.

I wish I could
write something clever
about my body and yours
and the biological current running
from my fingers to my toes,
or how
we would mathematically fit perfectly.
But I’m not one for smarts.
All I know
is I want you.
And I have to have you.

Michelle K., A History Major’s Love Poem

domingo, 12 de janeiro de 2014

Who could deny these butterflies?

"Quando se ama, naquele exacto segundo em que se ama, tem de se acreditar que é para sempre. Mais: tem de se ter a certeza de que é para sempre. Amar, mesmo que por segundos, mesmo que por instantes, é para sempre. E é isso, essa sensação de segundos ou de minutos ou de dias ou de horas ou de anos ou meses, que é para sempre. Ama. Ama por inteiro. Ama sem nada pelo meio. Ama, ama, ama, ama. Ama. Porque é só por aquilo que te faz perder a respiração que vale a pena respirar.", Pedro Chagas Freitas

E quem diz amar, diz outra coisa, seja o que for.
Há uma tranquilidade tal em acreditar, mesmo que loucamente, que algo será para sempre, que não compreendo como se pode ser feliz de outra maneira. O "enquanto durar" é das coisas mais stressantes e macabras da vida - embora, sim, nunca saibamos qual será o desenrolar das coisas.

Hoje estou feliz, mas há coisas de que é melhor nem falar, para que não haja o risco de se estragarem. 
Coisas tão boas, que nem queremos partilhar :)

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Mais um 1º post

O início de 2014 já lá vai a passos largos.
Por pouco, o meu primeiro post era algo escrito num tom irritado, stressado com tanto trabalho, com falta de paciência para quem me rodeia.
Mas esperei por algo melhor e... neste ano, já descobri que, afinal, ainda existem pessoas que dão segundas oportunidades para que nos mostremos como somos. E isso é muito bom.

Comecei o ano a partir a loiça toda - literalmente - mas, afinal, as coisas não começaram tão mal assim. 
Afinal, as segundas oportunidades continuam a valer a pena :)

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

2014, e o que aí vem

2013 foi, para mim, um ano vazio.
Ganhei pessoas, mas perdi outras tantas. Despedi-me de algumas das pessoas de quem mais gostei até hoje, disse adeus a uma casa partilhada. Regressei a Portugal após meses de uma felicidade imensa que a Antuérpia me trouxe. Perdi a facilidade de viajar sempre que entendia - e o bom que isso era.
Foi um ano triste. Um ano de uma readaptação difícil que acho, até, que não chegou a ficar concluída.
Mas 2014 tem tudo para ser o melhor do mundo.
Neste novo ano poderei, em fim, dizer "eu sou Terapeuta da Fala" - mais um dos inícios do resto da minha vida. Será o ano de conclusão da minha lincenciatura, o ano da minha Bênção das Fitas, da festa de finalistas. Será, talvez, até o ano de início de uma pós-graduação ou um mestrado. O início da minha vida como trabalhadora, e não como estudante que fui durante 16 anos (e já era hora de terminar essa fase!).
Voltarei a viajar, talvez como finalista, talvez apenas para me reunir com a minha turma de Erasmus. Talvez para Malta, para a Antuérpia, para Itália - para onde a vida me levar. Quem sabe, talvez seja até louca para me ir embora de novo. Talvez estude fora. Talvez trabalhe fora. Talvez me vá embora apenas para, de novo, espairecer e conhecer mais do mundo, porque o que conhecemos dele nunca basta.
Terei o segundo aniversário dos meus 20 anos. A minha bebé fará os seus 4 anos, e os irmãos dela 6, 8 e 10, e eu não acredito nem um bocadinho que foi ainda ontem que os embalei a todos, recém-nascidos, no colo.
Não acredito que a passagem de ano mude nada. Marca apenas uma mudança de página, uma necessidade de pendurar um calendário novo, de mudar de agenda. Acredito, sim, que nos leva a pensar nisso do tempo, que não pára nunca. Que nos leva a ver que já não estamos em 1997, as Spice Girls já não estão nos tops e os Excesso já não actuam na SIC aos Sábados à tarde. Que uma data pode ser só uma data, mas escrever 2009 ou 2014 faz toda a diferença do mundo porque, com a data, mudámos nós também. Crescemos nós também.
E acredito que 2014 será um ano muito feliz. Só poderá ser dessa forma.

Feliz Ano Novo para todos os que por aqui vão passando! :)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Nota para as desactualizadas

Parece que a nova técnica de engate, logo a seguir ao meter de conversa graças às fotos novas que se postam no facebook agora pelo Natal (são sempre as fotos novas...), é fazer menção às exs, como quem não quer a coisa. Assim um género de "conheço x através da minha ex" ou "a minha ex andava na tua faculdade", para que se note que estão solteiros.
Deve ter sido uma luz que se lhes baixou na cabeça nos últimos tempos, para mostrarem que não são comprometidos. Segue-se, geralmente, um "mas não falemos disso", também com o intuito de mostrarem que a ex-namorada já não interessa o suficiente para se falar dela.
Se calhar isto já era comum e era eu que estava fora do mercado há demasiado tempo, mas temos de ser umas para as outras e partilhar estas coisas, não é verdade? Aceito informações para a troca.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Decisões.

É fantástico como tudo pode ficar mais leve no preciso momento em que se decide que nada do que aconteceu importa e que de para a frente, e apenas para a frente, é que é o caminho.
Afinal, ser feliz a partir dessa altura é fácil. Basta acordar com um sorriso e decidir que o dia vai ser bom. Basta estar aberto a conhecer outras pessoas, a abrirmo-nos com quem não nos é próximo mas que tem tudo para vir a ser. Bastam garrafas de vinho partilhadas com amigos daqueles de há muito, dos que, mesmo que só vejamos uma vez por ano, são sempre os que ouvem tudo o que há para ouvir e dão abraços e palavras de força; daqueles que, depois de uma boleia, esperam até entrarmos em casa em segurança. Basta ter a nossa pessoa perto de nós, aquela que não há-de se ir embora nunca, "through fire and flames".
Por vezes, ser feliz é fácil - basta querer :)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

I won't die of deception.

De vez em quando, em dias felizes de sol, dão-me umas luzes - os raios devem incidir ali num qualquer conjunto de neurónios, e a coisa dá-se.
Hoje, decidi que sou uma parva e que nada disto vale a pena.
Que sou, como durante uns meses me esqueci, importante e especial por mim, tanto que é ridículo deixar-me ser trocada, aceite e devolvida uma e outra vez, apenas por estar apaixonada.
Que, apesar das vezes todas em que fui com a cara à parede, vai haver uma pessoa, depois de todas as outras que me deixaram fazê-lo sem porem a mão à frente para me protegerem, que vai valer os esforços todos. Que vai almofadar a sala inteira, para que isso não me aconteça de novo. Para que eu não me magoe mais uma vez.
Hoje decidi - que se foda.
Que se fodam amores vazios, promessas vãs, desculpas, noites mal dormidas, pensamentos sobre o que já foi e não tornará a ser. Que se foda. Não interessa mais. Eu interesso mais.
Que se foda, que se foda isto tudo. Hoje vou ser feliz. 
Sozinha, sem pensar em x ou em y ou em z. Pensando apenas nas minhas pessoas. E em mim. Pensando sempre em mim.

"Se o amor vier, ame. Se ele for embora, chame. Se ele não ouvir, grite. 
Se ele não voltar, aí você manda essa porra se foder 
porque o amor é cego e não surdo."

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Jumping into the future.

Um dia meto-me num avião sem pensar no destino.
Na verdade, também foi assim com a Antuérpia - não sabia ao que ia, e descobri nela uma casa.
Por isso, um dia vou - e não interessa para onde, não interessa quanto tempo. Apenas vou.
Um dia descubro uma cidade que possa percorrer de forma segura, plana o suficiente para poder andar sempre de bicicleta, que tenha recantos com cafés e lojas pequeninas.
Um dia encontro, ou reencontro, alguém que me diga "és o tipo de rapariga com quem eu seria capaz de casar". Alguém que não o diga pela conquista, mas porque o sente. Sentirei, de novo, a felicidade de o saber.
E depois, um dia, nessa cidade, vou aprender a gostar das bebidas preferidas dele, vou apaixonar-me pela forma como cozinha para mim, vou saber de cor cada sinal e ruga na sua face.
Vou visitar aquela cidade com os olhos de uma criança, entusiasmada com tudo o que vê. Com amor às cores, aos cheiros. Com amor a ele.
Um dia meto-me num avião sem pensar no destino. Já o fiz. E faria-o, de novo, ainda hoje.

A minha casa não é esta. 
E isto são só sonhos sem sentido, mas gosto de procurá-los :)

Wandering and wondering.

A parte mais macabra disto do amor é que haja a possibilidade de já não gostar de uma pessoa, pela forma como nos magoou, mas continuar a amá-la.
Gostar sem amar é comum. Amar sem gostar... É uma estupidez. E eu estou a ser para lá de estúpida, mesmo.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Fosse eu rica...

...e pediria, para o Natal, o seguinte:

 Sapatos Valentino (claro que quem diz estes pares , diz outros tantos)

 Sapatos Louboutin, pouco interessa o modelo

Mala Furla (esta e outras, podia vir a última colecção inteira)

Telemóvel Samsung Galaxy S4 (imensa gente o tem, não é preciso ser assim tãããão rica 
para o pedir, mas... como eu adoro o meu Nokiazinho de paixão, assumamos que sim)

Malas de viagem Louis Vuitton (um desperdício porque 
iam dar cabo delas no aeroporto, mas são bonitas!)

 
 Vestido Marchesa (qualquer um, mesmo, não sou esquisita com Marchesa)
 
E assim em maior escala...
 
 Viagem a Bali, Indonésia, mas uma coisa em bom, de algumas semanas. 
Quem diz Bali também diz um tour pela Costa Rica, um safari no Quénia...

Viagem a Las Vegas (podendo passar lá um tempinho, queria 
também dinheiro para estoirar brutamente em hotéis, casinos e muito álcool

Fazer a Route 66

Cavalariças deste género. Recheadinhas de cavalos, por favor. 
Dava um rim por um Frísio ou um Shire, já agora.

Chevy Impala de '67. Também não sou esquisita com clássicos, 
podia vir outro Chevy ou um Ford Mustang que eu não fazia caso!

 Closet para os sapatos todos que pedi. Este é o da Mariah Carey, mas podia ser parecido :)

Não tenho mais ideias, mas acho que tinha jeito para esta vida, a de rica.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Todos. Os. Dias.

"Ela sorriu, disse-lhe “olá, amo-te” 
mas os lábios só disseram “olá, está tudo bem?”." 

Pedro Chagas Freitas

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Os lados esquerdos.

Eu às vezes penso que devo ser doida. Não apenas louca, como gosto de ser, mas doida mesmo. Masoquista, também.
Isto de ser Terapeuta da Fala implica notas e notas em agendas e post-its e quaisquer pedacinhos de papel que se encontrem disponíveis.
Faz com que, quase sem excepção, andemos sempre com vários sacos, malas, mochilas, e o porta-bagagens sem espaço para mais nada.
Com que, no horário já preenchido, se encaixe sempre mais uma palestra, uma conferência, porque ai é com o Lobo Antunes, a esta tenho mesmo de ir, dito de uma forma fan-girl de envergonhar qualquer um. E há sempre mais formações, mais oradores espectaculares, mais temas interessantíssimos a que temos mesmo de ir.
Mas a insanidade vem depois. Vem de tudo isto, das olheiras até ao chão, do cansaço ao chegar a casa, da vontade inexistente para fazer jantar, das pilhas de livros e apontamentos que se acumulam, das imagens de Anatomia carregadas de setas e nomes de músculos faciais.
A insanidade vem de passar por tudo isto... e adorar. De saber, sentir, que nunca poderia ser de outra maneira.
E eu penso que devo ser doida, sim - mas que, realmente, é do lado esquerdo que o meu lado esquerdo gosta.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Ou não?

(andava há tanto tempo a querer um maço que desse para fazer isto! :D)

 Até ver, tem-me feito pior do que o tabaco.