domingo, 9 de fevereiro de 2014

E em noite de mega temporal...

“Como gosto de estar aqui. Como gostaria de ter partilhado mais vezes a cama contigo. Só assim, juntos, na mesma cama, a ouvir a mesma respiração. A respirar a mesma respiração. E bastava isso para me fazer feliz. Adormecer a ouvir-te respirar, acordar a ouvir-te respirar. E tudo fazia sentido. Bastaria isso para tudo fazer sentido.”

Pedro Chagas Freitas

Era só isto, por favor.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Favorite pastime

Toda a gente que me conhece sabe que, se há coisa de que não gosto, é de exercício - sobretudo, e com grande ênfase, de correr. Odeio. Odeio de morte.
E não digo que tenha andado a correr, mas acho que nunca um centro comercial viu uma mulher a andar de forma tão apressada por entre sapatos e roupas lindas da Blanco, inclusive aquele-casaco-que-eu-preciso-muito-desesperadamente-de-ter-e-que-ainda-não-foi-hoje-que-experimentei, saltitando entre o amontoado de pessoas que se passeavam pelo Fórum Sintra a um Domingo à tarde, à falta de melhores planos para um dia de sol tão bom como o de hoje.
Senhores seguranças que me viram pelas câmaras, não, eu não roubei nada.
É só porque cada minuto poupado ali, correspondia a mais um minuto com ele.
E cada minuto é precioso, ou não?

sábado, 1 de fevereiro de 2014

"Então olha, só te quero a ti" - e só.

Começo a aperceber-me de que há pessoas sobre as quais é (muito) difícil escrever. Se calhar não é necessário, porque já está tudo a ser dito. 
Mas gosto de tentar.

Sabes,

Não somos poesia mas, contigo, já consigo compreender aquela nostalgia associada ao tabaco - metade dos poemas fala da saudade de sentir o cheiro nas roupas de quem gostavam, de como se lembram da presença dele nos abraços ou ao entrar na sala onde a pessoa passava mais tempo. Ver-te fumar faz-me mal à cabeça (é de doidos eu gostar disso, não é?). Ver-te sorrir faz-me mal à cabeça.

Não somos poesia mas deixaria que desenhasses Orion nas minhas costelas de forma permanente e encontraria a Ursa Menor traçada nas sardas dos teus ombros. Um dia hei de tocar em cada uma delas (e podes tentar enxotar-me, mas não vais conseguir).

Não somos poesia, e sei que te vais rir daquilo que escrevo e gozar-me por ser melosa, acusando-me de estar apaixonada e eu, como de todas as vezes, vou rir muito de forma tonta e vou dizer que não, que isso querias tu, mas vou saber - e tu também, porque o lês em mim -, que sim, estou apaixonada e completamente atordoada por gostar tanto de ti.

A verdade é que não somos poesia, não. Temos pouco de poético (e muito de parvos). Mas achei, e  achaste, logo ao início, que parecia que nos conhecíamos há anos. Achei, e achaste, que foi surreal a forma como nos aproximámos e nos ficámos a querer. Acho, e espero muito que aches, que esse alinhar de estranhas coincidências foi a melhor coisa que nos aconteceu. E não me digas para não sonhar, para "não viajar". Eu sou feliz a sonhar com estas coisas. Tenho sido feliz contigo :) E tenciono continuar.


We will.