segunda-feira, 28 de julho de 2014

Going back.

Voo marcado. Hotel marcado.
Vou finalmente voltar onde já fui muito feliz e, ainda que por poucos dias, vou mostrar-lhe o sítio a que ainda hoje chamo casa.
Está quase e eu mal posso esperar. Desta vez, saberá ainda melhor.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

O dia em que o mundo mudou.

Faz hoje seis meses que o mundo sofreu uma reviravolta - na verdade, custa-me até usar o verbo "sofrer". Faz hoje seis meses que o mundo girou e se retorceu, com cambalhotas, pinos e mortais à retaguarda. Assim, sim.
Na verdade, se calhar nem todos o sentiram. Sei que toda e qualquer pessoa me lê na cara e no olhar que o meu mundo mudou, mas talvez para os outros o mundo esteja ainda na mesma. Para mim não. Não podia estar mais diferente.
Há seis meses aprendi o valor das segundas oportunidades. Apareceste - porque o que eu escrevo é para todos lerem, mas sempre um bocadinho mais para ti - na minha vida com a maior naturalidade e eu nunca sequer sonhei com o que haveria de estar para vir. Digo muitas vezes - talvez demais -, que foi como se tudo se alinhasse para que aquele momento, o da primeira conversa, culminasse naquilo que somos hoje. Na altura certa, um cigarro virado ao contrário, com um desejo dentro, trouxe-te de novo até mim.
Há seis meses aprendi o que é, verdadeiramente, a química. Com a conversa - porque posso dizer que, desde esse dia, tivemos apenas uma conversa, que nunca terminou e apenas teve pausas para dormir -, aprendi o que é sentir nos ossos, nos pulmões, nos poros, que alguém é especial e importante. Que a paixão pode aparecer num estalar de dedos e, ainda assim, perdurar. Porque perdura, intacta e inabalável, até hoje.
Hoje, e olhando para trás, sinto que cresci muito como pessoa. Revirar a minha vida de modo a podermos viver uma felicidade plena e partilhada, nunca me tinha feito tanto sentido. Moldar-me a alguém - a ti, que és mais do que alguém -, fez-me aprender que o amor verdadeiro está nas coisas microscópicas, como nos tiques de linguagem que ganhamos um com o outro, nas piadas tontas que repetimos juntos - incessantemente - depois de cada fim de semana que partilhamos e em que nos redescobrimos, bem como nos cuidados redobrados um com o outro, em que até a escuridão da noite numa casa velha é razão para um "queres que vá lá contigo?" preocupado. Em seis meses, sinto que aprendi a ser uma pessoa melhor, e isso é a coisa mais importante que alguém pode pedir de uma relação. Aprendi - ainda que exija esforço - a não guardar rancor, a tirar a cara triste após os pequenos conflitos, porque nunca poderia voltar para casa sem estarmos no nosso melhor - e 99% de felicidade não chega. Aprendi, mesmo que o 1% nos falte momentaneamente, a sussurrar o que sinto por entre os lençóis, porque me recuso a adormecer sem to relembrar. Aprendi a ser mais calma, a dividir sempre o trabalho para o peso não cair apenas sobre um de nós, a dar-me e entregar-me sem vergonhas - e aprendi que, contigo, posso cantar de forma desafinada e ser criança, porque me amas como a mulher que sou mas também pelo meu jeito de menina. Sobretudo, aprendi que todos os amores são diferentes, e que aquele sentimento que eu julgava conhecer tão bem podia, afinal, ter um expoente que só viria a cruzar contigo.
Faz hoje seis meses que o meu mundo mudou - conheci a minha pessoa favorita entre milhões. És e serás sempre tu. Amo-te muito.

"Lucky I'm in love with my best friend,
Lucky we're in love in every way."

domingo, 29 de junho de 2014

Fins e começos.

21 e 28 de Junho de 2014. Baile de Finalistas e Bênção das Fitas. 
O culminar de quatro anos, com as melhores pessoas do meu lado e uma felicidade gigante.





A fita preta. "Não há mal que sempre dure".