Podias simplesmente dizer adeus.
Não um 'até logo' como dirigimos aos amigos, mas um adeus, uma despedida a sério.
Uma despedida que magoasse, que me destruísse de uma só vez e me deixasse chorar tudo o que resta chorar.
Podias simplesmente partir.
Acenar-me ao longe, caminhar para onde não te pudesse ver mais.
Fazer-te passar por águia e voar para o céu mais escuro, mais longínquo, para o reino dos contos de fada onde não magoasses mais ninguém.
Podias simplesmente desaparecer.
Sem um aviso, sem um sinal, sem qualquer 'vemo-nos um dia, amor'.
Devias deixar-me a morrer por dentro, a chorar a tua morte que improviso com as prendas escondidas na gaveta onde ninguém toca. Deixar-me agarrada ao peito para os pulmões não pararem, para a hemorragia do coração estancar. Para o buraco no corpo não alastrar até não conseguir estar nem mais um momento sem ti.
A dor por fim pararia.
Podias gritar-me, desprezar-me, ou simplesmente agir como odeio que o faças. Podias fazer-me esquecer-te. (Mas sabes tão bem que não o farei..)
Já chegou o Outono e o nosso dia aproxima-se.
Sei que não aguento esperar mais, continuar a lutar por algo em que não vejo esperança.
Pressinto a chuva lá fora apenas pela cor da escuridão presa no meu quarto, envolta em mim e nas flores à janela.
Podias simplesmente, amor, dizer que ainda me amas. Fazer-me esquecer de como respirar.
E aí, assim, seríamos felizes para sempre como nos contos de fadas.
O NOSSO conto de fadas.
Não um 'até logo' como dirigimos aos amigos, mas um adeus, uma despedida a sério.
Uma despedida que magoasse, que me destruísse de uma só vez e me deixasse chorar tudo o que resta chorar.
Podias simplesmente partir.
Acenar-me ao longe, caminhar para onde não te pudesse ver mais.
Fazer-te passar por águia e voar para o céu mais escuro, mais longínquo, para o reino dos contos de fada onde não magoasses mais ninguém.
Podias simplesmente desaparecer.
Sem um aviso, sem um sinal, sem qualquer 'vemo-nos um dia, amor'.
Devias deixar-me a morrer por dentro, a chorar a tua morte que improviso com as prendas escondidas na gaveta onde ninguém toca. Deixar-me agarrada ao peito para os pulmões não pararem, para a hemorragia do coração estancar. Para o buraco no corpo não alastrar até não conseguir estar nem mais um momento sem ti.
A dor por fim pararia.
Podias gritar-me, desprezar-me, ou simplesmente agir como odeio que o faças. Podias fazer-me esquecer-te. (Mas sabes tão bem que não o farei..)
Já chegou o Outono e o nosso dia aproxima-se.
Sei que não aguento esperar mais, continuar a lutar por algo em que não vejo esperança.
Pressinto a chuva lá fora apenas pela cor da escuridão presa no meu quarto, envolta em mim e nas flores à janela.
Podias simplesmente, amor, dizer que ainda me amas. Fazer-me esquecer de como respirar.
E aí, assim, seríamos felizes para sempre como nos contos de fadas.
O NOSSO conto de fadas.
Como ja te disse, adorei o texto. Adorei, mesmo!
ResponderEliminarSabes bem o que penso disto tudo.. Ja nem eu conheço a pessoa cujo o nome nunca mais sera pronunciado. Porque? Quem magoa a Minha Melhor Amiga desta maneira não tem o meu respeito, nem o merece sequer.
Não foi ele que te ouviu e ve chorar, sou eu. Eu e' que te dou o meu ombro, e me sinto bem pequena porque nem sempre as palavras são as certas e não consigo fazer mais que isso.
Eles vem, magoam, e vão embora.. Eu ficarei pra Sempre.
E tu, tu disfarças bem.. Tão bem aos olhos dos outros.. Aos meus e' tudo bem claro e não ha mascara que disfarce isso.
Ainda acredito naquela versão que diz que um dia o principe vai buscar-te a casa de cavalo, ir ate a' praia e seres feliz pra sempre @
Es a fuga da realidade Melhor Amiga, e eu estarei contigo debaixo da maior das trovoadas. Amo-te com tudo o que tenho, juro <3
o belo do título!!
ResponderEliminarreally, where are they ?!
no where to be found I saddly assure you.
Se ele fizesse isso doía-te mais, choravas mais, sofrerias mais... Mas seria algo com um contorno mais definitivo, o sofrimento acabaria por diminuir, as lágrimas secariam e a dor deixaria de te comprimir.
Já não precisarias de te agarrar para te manteres inteira, a garganta não se fecharia, cortando o ar, causando desespero maior que dor e não dando descanso nem conforto.
O tempo longo, certo e compassado como ele é, acabaria por um dia, daqueles longínquos, te ajudar.
Sararias as feridas do teu coraçãozinho e serias mais forte por teres sobrevivido.
Não vejo a tua dor, não sou capaz, não consigo. É uma porta fechada para mim, reservada apenas aos melhores e mais antigos olhos, sabedores dos teus pensamentos.
Mas sei do que falas...
Com o suspenso de um final sem fim a dor não passar porque a tua borboleta acaba sempre por te fazer acreditar que o final inacabado poderá desaparecer e quando isso não acontece aleijas-te de novo.
Custa mais porque não estavas ainda recuperada, crias feridas sobre aquelas que ainda não sararam.
Qnd quiseres e precisares, juntar-me-ei ao grupo selecto conhecedor das tuas memórias e dores, até lá continuo a adorar-te I*
<3 @