Bem dito, bem feito.
O estágio de hoje nem foi mau, pois que não. A terapeuta não é propriamente o meu tipo de pessoa preferida, mas como profissional lá se escapa, tirando o facto de só comentar os exercícios quando é para dizer mal, e de nunca dar um miminho, um "é isso mesmo"! Terapeuta de esquina, como eu gosto de chamar.
Mas nem é isso o relevante aqui.
O relevante é ter sido estágio de Voz. E eu não posso com Voz nem pintada, em grande parte por causa dos professores que nos têm calhado, mas também por achar que um problema de voz não tem metade do impacto na vida de uma pessoa como tem uma afasia, uma surdez, uma perturbação da comunicação como o autismo que, para além disso, também afectam a dinâmica familiar, toda a vida social e, sobretudo, a motivação e a felicidade daquelas pessoas.
O relevante é ter sido estágio de Voz. E eu não posso com Voz nem pintada, em grande parte por causa dos professores que nos têm calhado, mas também por achar que um problema de voz não tem metade do impacto na vida de uma pessoa como tem uma afasia, uma surdez, uma perturbação da comunicação como o autismo que, para além disso, também afectam a dinâmica familiar, toda a vida social e, sobretudo, a motivação e a felicidade daquelas pessoas.
Pior, não me cabe na cabeça como é que alguém que se queira denominar Terapeuta, tem cara para dizer que gosta muito de receber um utente, aconselhá-lo sobre os exercícios que tem de fazer em casa, e recebê-lo passado duas semanas estando já ele muito melhor. Minha amiga (porque isto é algo direccionado para o meu ódiozinho de estimação), se ser Terapeuta fosse mandar trabalhinhos de casa e esperar pelas melhoras, tínhamos ido para Medicina. Os médicos é que passam medicamentos e dão recomendações e depois "olhe volte cá daqui a 15 dias para ver como é que isso está".
A Terapia, a meu ver, pressupõe uma base muito sólida de confiança, de amizade. Pressupõe uma entrega daquela pessoa, ou da família, e a nossa palavra em como vamos fazer tudo para a ajudar. Em como lhe vamos melhorar a vida. Pressupõe dedicação. Na Terapia não importa se a pessoa melhorou em 5 sessões ou se ali passou dois anos. Interessa o caminho, a aprendizagem. Interessa aquela pessoa ter ali um apoio, um ombro amigo, por vezes (demasiadas), o único.
Ser Terapeuta não é esperar pelo resultado final, é trabalhar regularmente ao lado daquela pessoa (nunca à frente), é acompanhá-la no caminho para reaver a sua vida ou, pelo menos, torná-la o mais confortável e funcional possível.
E, para mim, isso nesta área não se vê. Por isso, a menos que tenha muito azar e precise mesmo do emprego, também não irei trabalhar nela. Há mundos bem mais bonitos que esse.
P.S. Mas, vendo o lado positivo.. Pelo menos os maus profissionais (que não é o caso desta terapeuta do estágio, mas da dita professora que faz o que mencionei acima) fazem-me ver exactamente qual o tipo de Terapeuta que eu não quero ser ;)
P.S. Mas, vendo o lado positivo.. Pelo menos os maus profissionais (que não é o caso desta terapeuta do estágio, mas da dita professora que faz o que mencionei acima) fazem-me ver exactamente qual o tipo de Terapeuta que eu não quero ser ;)
Sem comentários:
Enviar um comentário