Sou uma pessoa de pessoas.
Pode parecer (muitas vezes) que não, posso gostar mais do meu tempo sozinha do que de estar rodeada de gente, posso quase ter espasmos com certas atrocidades que as pessoas, por vezes, fazem, mas acabo por gostar muito de partilhar a minha vida com alguém e de tentar - e até mesmo de não conseguir - compreender o que vai na cabeça dos outros.
Foi essa característica minha que, em parte, me levou a escolher o curso que escolhi - poder ter um impacto positivo na vida de pessoas que precisam de mim, conhecer tanta gente diferente, tantas histórias.
E é essa característica que, todas as férias, me leva a conhecer alguém. Não falo de amores de Verão, mas de pessoas que acabam por marcar aquela semana, de uma forma ou de outra, pessoas que aparecem de repente e que por aqui, em mim, ficam.
Gosto daquela partilha, daqueles sentimentos comuns. Quer haja realmente uma aproximação, o que até hoje tem resultado em amizades de vários anos, ou apenas uns dias no mesmo local, sem que haja sequer troca de nomes, ou de ideias, acabo por associar os meus Verões a algumas pessoas.
E é por isso que, quando penso nos países que visitei, penso no Verão da Nicole e da irmã, as primeiras dessas pessoas que conheci; no do Craig; no do Jamie e do James; no do Tomás e dos irmãos pequeninos; no da Márcia; no do Shane e do Adam.
Pessoas de quem nunca me desprendi porque, naqueles dias, foram as únicas pessoas que tive, ainda que estivesse tão absorta em mim mesma.
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