Festejar um mês de namoro é algo tonto, já que um mês é tão pouco considerando o tempo todo que pretendemos passar com alguém.
Ainda assim, é uma celebração querida. E hoje tive-a na cabeça. Porque tinha imaginado um almoço de sushi à beira-mar, uma tarde a ver filmes pirateados à pressa, debaixo de uma manta, de amor - daquele amor nosso -, na cama. Com os mesmos sorrisos, um para o outro, que desde a primeira conversa. Com a mesma alegria e gratidão por, um dia, sem sabermos como ou porquê, os nossos caminhos se terem cruzado e termos começado a falar. Com aqueles abraços intermináveis que sempre trocámos.
Tinha uns rabiscos infantis na agenda, no dia de hoje, que tive de apagar e que, mesmo assim, ficaram marcados nela. Ainda os consigo ver, e isso custa mais do que uns rabiscos deveriam custar.
Acho que não deves sequer ter reparado na data de hoje, mas eu evitei-a o dia inteiro, desde que apaguei a luz ontem, às 23.59h, até este momento. Porque me custa que seja de novo dia 10, esse número redondo, "um dia bonito" como lhe chamei, e não ter tido a possibilidade de o passar contigo nem por uma vez, por motivos que não compreendo.
Custa-me, sobretudo, não me sentir sequer tua amiga. E custa-me isto, de te dar espaço, quando gosto tanto de ti. Mas aqui está ele - mais espaço, todo o espaço, excepto nas palavras que aqui escrevo - porque não conseguiria agir de outra forma.
Feliz dez para ti.
E que, um dia, venhamos a ter um dez nosso.

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