sábado, 12 de abril de 2014

Stand-by

Sempre senti tudo, bom e mau, de uma forma muito intensa e, por isso, sempre alimentei a minha escrita com esses sentimentos. É-me mais fácil escrever quando não estou bem, por desabafo - e dizem que os artistas (apesar de não o ser), só produzem a partir da tristeza.
Deixei o blog parado durante quase um mês, apesar de lhe ter sentido a falta. Sentia que queria escrever mas que não conseguia. Na verdade, e ainda que este blog seja meu e que as más línguas não interessem, abandonei-o também um pouco pelo medo de que, como sempre, viessem dizer-me que estava a sonhar demais, a viver uma felicidade novamente passageira - porque quem aqui passa sabe que tive várias fases de "unicórnios e arco-íris" mas também tive a minha quota parte de perdas. E há quem só consiga alimentar-se disso, do mal dos outros, e tente rogar pragas a quem está feliz. Senti que não acreditariam que desta vez é diferente, porque é mesmo, e não escrevi de forma a não admitir que ninguém me dissesse o contrário.
Por isso, neste mês dediquei-me única e exclusivamente a trabalho e amor. 
O estágio termina daqui a um mês e meio e, nessa altura, apenas faltará um relatório para estar licenciada. E isso tem-me dado que pensar. Ando focada, apaixonadíssima por aquilo que ando a fazer, centrada em absorver tudo o que posso. 
Nos intervalos do trabalho e em todos os pedacinhos que posso, tenho estado com a melhor pessoa do mundo - algo que não precisa de mais explicações.
E tem sido assim. Agora, de férias, espero conseguir ir passando por aqui. Espero conseguir escrever a partir desta felicidade toda, para tê-la por palavras quando olhar para trás, daqui a uns anos.
Desta vez, planeio voltar!

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