segunda-feira, 12 de maio de 2014

Coimbra dos Amores

Era pequenina quando visitei Coimbra. Não me lembrava de muito, o nome não me dizia nada.
Quando entrei na faculdade, meti na cabeça que havia de ir assistir à Serenata Monumental. Que ser estudante universitária e não ver a Serenata ao vivo e a cores não podia ser. Finalmente, este ano - o último -, lá fui.
Quatro dias depois, Coimbra já não me é uma cidade qualquer. Sabe-me a quilómetros percorridos a pé, por ruas antigas e escadarias íngremes. A acordar e abrir uma janela com vista para o rio Mondego. A ver filmes enroscada num abraço, partilhando uma garrafa de vinho - finalmente, posso dizer que gosto do Rei Leão! Coimbra sabe-me a passeios pela Quinta das Lágrimas, pelo Jardim Botânico, pelas ruínas. A conversas intermináveis.
Acima de tudo, sabe-me às nossas parvoíces. Às cantorias no carro, às baboseiras que inventávamos, ao mel que mostrávamos por todo o lado. Àquele amor que toda a gente consegue ver de fora e que, nas fotografias, se nota tanto nos olhares - os meus olhos mudam quando és tu a tirá-las - sorriem.
Percorrer Coimbra cansou-me o corpo mas alimentou-me a alma. Alimentou o amor. "Coimbra" não me dizia nada mas hoje, depois de a partilhar contigo, o seu nome sabe-me a ti.

"Por Coimbra arde um rosto de saudade."





 





3 comentários:

  1. Coimbra tem uma mística diferente. Quando me vou embora saio sempre com a ideia de que uma parte minha fica lá e as saudades são sempre muitas.

    Que é que queres dizer com: "Era pequenina quando visitei Coimbra"??? Ainda és :P

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    Respostas
    1. Pfff por acaso nem sou pequena! :P

      E é verdade, sinceramente não troco a minha Sintra nem Cascais por Coimbra, mas é uma cidade bonita e a companhia ajudou a que fosse tudo fantástico :) Já sinto saudades e ainda ontem voltei!

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  2. Coimbra saberá sempre a paixão e saudade =)

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