A noite já ia longe, e as poucas e ténues luzes da cidade ainda se agitavam na escuridão que as envolvia.
Sabia que seria apenas mais uma noite, mais uma das desesperantes noites sem ti ao meu lado ainda que apenas para me olhar.
Atrás das vidraças, e protegida do vento que ia lá fora, pus-me a pensar.
Cada vez mais nascem, infelizmente não proporcionalmente aos parvos, "neo-cavalheiros" que nos beijam a mão e aconchegam a alma, como se tivéssemos voltado ao século XVIII e as camisas rendadas fossem a última moda.
Acho que és um desses.
Apareceste com as tuas piadas, a tua máscara de forte e desinteressado, as tuas ideias de amores pouco duradouros e, quase sempre, com maus finais. Não te julgo por isso, foi isso que a vida te mostrou que acontece quase sempre, não foi?
Preferias dedicar-te a "aproveitar a vida", a lidar com o passado e a não pensar no futuro, concentrando-te apenas nos dias que te apareciam à frente, uns melhores do que os outros.
Demorei a desvendar-te.
Demorei a conseguir ver em ti algo que me interessasse, algo que despertasse em mim alguma curiosidade e me fizesse querer conhecer-te ainda melhor.
Mas, conforme o tempo foi passando e percebi que o meu sorriso te fazia sorrir, vi algo a surgir.
Falámos. Falámos uma primeira vez e a tua voz viciou-me de uma maneira que não achava possível. Como uma típica viciada, entrei em fase de negação.
Neguei tudo até àquela noite. Acho que posso dizer que houve química, ainda que não estivéssemos frente a frente.
Finalmente decidi-me a aceitar. Decidi-me a tentar entender o que me ia na alma, o porquê de não me saíres da cabeça.
Estivemos juntos. Surpreendeste-me com aquele beijo.
Depressa percebi que já não ia conseguir esquecer tudo aquilo, mas tu não sabias o que querias, não sabias se devias continuar ou simplesmente deixar as coisas como estavam e seguir a tua vida, sem mim.
Fomos ficando cada vez mais próximos. Aproximámo-nos até que chegou uma altura em que não quiseste afastar-te mais (e ainda bem que chegou..).
Não posso dizer que te conheço melhor do que a mim mesma, não é verdade. Não te conheço assim tão bem, tenho apenas algumas noções do que queres no teu futuro, e nada mais. Não sei o teu passado, mas pouco importa. Conheço aquilo que tenho de conhecer. Sei que sentes o mesmo que eu, e não preciso de mais.
Sabes que não vou esquecer nada disto.
Sabes que desta vez o "para sempre" não significa "durante algum tempo", sabes que o meu passado que me parecia tão forte e devastador já pouco me diz.
A noite já ia longe, e as poucas e ténues luzes da cidade ainda se agitavam na escuridão que as envolvia.
Sabia que a noite, depois disto, não seria a mesma.
Atrás das vidraças, e protegida do vento que ia lá fora, soube que não tardaria a ter-te comigo. Aqui.
Amo-te.
Amo-te mais do que à vida, Dinis.
Sabia que seria apenas mais uma noite, mais uma das desesperantes noites sem ti ao meu lado ainda que apenas para me olhar.
Atrás das vidraças, e protegida do vento que ia lá fora, pus-me a pensar.
Cada vez mais nascem, infelizmente não proporcionalmente aos parvos, "neo-cavalheiros" que nos beijam a mão e aconchegam a alma, como se tivéssemos voltado ao século XVIII e as camisas rendadas fossem a última moda.
Acho que és um desses.
Apareceste com as tuas piadas, a tua máscara de forte e desinteressado, as tuas ideias de amores pouco duradouros e, quase sempre, com maus finais. Não te julgo por isso, foi isso que a vida te mostrou que acontece quase sempre, não foi?
Preferias dedicar-te a "aproveitar a vida", a lidar com o passado e a não pensar no futuro, concentrando-te apenas nos dias que te apareciam à frente, uns melhores do que os outros.
Demorei a desvendar-te.
Demorei a conseguir ver em ti algo que me interessasse, algo que despertasse em mim alguma curiosidade e me fizesse querer conhecer-te ainda melhor.
Mas, conforme o tempo foi passando e percebi que o meu sorriso te fazia sorrir, vi algo a surgir.
Falámos. Falámos uma primeira vez e a tua voz viciou-me de uma maneira que não achava possível. Como uma típica viciada, entrei em fase de negação.
Neguei tudo até àquela noite. Acho que posso dizer que houve química, ainda que não estivéssemos frente a frente.
Finalmente decidi-me a aceitar. Decidi-me a tentar entender o que me ia na alma, o porquê de não me saíres da cabeça.
Estivemos juntos. Surpreendeste-me com aquele beijo.
Depressa percebi que já não ia conseguir esquecer tudo aquilo, mas tu não sabias o que querias, não sabias se devias continuar ou simplesmente deixar as coisas como estavam e seguir a tua vida, sem mim.
Fomos ficando cada vez mais próximos. Aproximámo-nos até que chegou uma altura em que não quiseste afastar-te mais (e ainda bem que chegou..).
Não posso dizer que te conheço melhor do que a mim mesma, não é verdade. Não te conheço assim tão bem, tenho apenas algumas noções do que queres no teu futuro, e nada mais. Não sei o teu passado, mas pouco importa. Conheço aquilo que tenho de conhecer. Sei que sentes o mesmo que eu, e não preciso de mais.
Sabes que não vou esquecer nada disto.
Sabes que desta vez o "para sempre" não significa "durante algum tempo", sabes que o meu passado que me parecia tão forte e devastador já pouco me diz.
Acima de tudo, sabes que contigo é diferente.
"O nosso amor é muito mais do que amor, é um sentimento só nosso."
"O nosso amor é muito mais do que amor, é um sentimento só nosso."
A noite já ia longe, e as poucas e ténues luzes da cidade ainda se agitavam na escuridão que as envolvia.
Sabia que a noite, depois disto, não seria a mesma.
Atrás das vidraças, e protegida do vento que ia lá fora, soube que não tardaria a ter-te comigo. Aqui.
Amo-te.
Amo-te mais do que à vida, Dinis.
Já um realizador dizia "a vida e' injusta mas não e' para sempre". Pois e', e a injustiça na tua vida parou. Ele, finalmente, apareceu.
ResponderEliminarA maneira como falas dele e'.. *.* Ahah, o meu cunhado :D
So vos quero ver felizes e que espalhem a felicidade a' vossa volta.
Amo-te Melhor Amiga, "a nossa união esta em cada metro do alcatrão". Faz todas as estradas comigo, calçada ou ate descalça <3
A tua forma de escrever deixa me tão "aaaaaaaa".
ResponderEliminarInês Sofia Peres da Silva, és-me tudo. Amo-te.
Sabes que és mais impulsiva, mais louca, mais! E esse mais faz-te amar alguém mais do que a própria vida, mesmo que apenas na escrita, ou em sonhos. Deve ser um sentimento tão grandioso que tudo o resto perde o brilho. É assim que deve ser, não é?
ResponderEliminarNunca te tinha visto tão feliz!
E é aqui que a minha pessoa se divide: a Cee acha que assim é que estás bem, apaixonada!; a Rita Feminista acha que devias ser capaz de estar assim mesmo que estivesses sozinha e, por fim, a Maria Rita está apenas feliz!
Esta última não quer saber do "porquê" da tua felicidade, só quer saber que a felicidade exista. Vi-te chorar baba e ranho, como também já me viste a mim (aquele abraço!!). E vejo-te agora, e prefiro ter-te assim!
Enfim... vá, pronto, o texto está lindo e tudo mais! And I'm head over hills with this new happyness that surrounds us all! : DD hehe
tenho uma coisa para te dizer...
ResponderEliminaré a minha historia, juro-te mesmo, aconteceu-me o mesmo.
mas a minha teve um final diferente.
parabéns, e felicidades :)
Espectacular... Se o meu blog é bom, o teu excede as expectativas! Vou começar a seguir ^^
ResponderEliminarAquela música é bastante importante para mim, como um segredo guardado que não quero contar a ninguém. Já algumas pessoas me perguntaram qual é a música e eu nunca digo o nome mas... Não sei porquê, sinto que te devo dizer a ti.
Ashram - Elizabeth
Experimenta também a ouvir as outras, penso que são todas perfeitas.
Beijinho @