quarta-feira, 26 de junho de 2013

As Viagens.

Quando ouço alguém dizer que é melhor conhecer o próprio país do que viajar pelo mundo, toda eu me contorço em espasmos, sem saber bem se hei de me rir ou de dar uma palmadinha nas costas de quem o disse.
Atenção, sou mais do que adepta de escapadinhas de fim de semana por Portugal, há sítios lindíssimos para conhecer e, com tanto para ver, acho que não faz sentido nós, portugueses, não conhecermos o país onde vivemos.
Agora, ser melhor do que ir para fora... Nessa já não me levam.
Viagens trazem cultura. Sempre. Não há forma de ir a outro país ou, melhor, continente, e voltar sem sentir qualquer mudança.
É aqui que me considero muito sortuda. Digo sempre que, saíndo-me o Euromilhões ou, sendo mais realista, conseguindo poupar algum dinheiro do ordenado, o que eu quero fazer é simples - viajar. Mas a verdade é que já tive bastantes oportunidades e, além dos muitos países que já conheço (o meu mapa ali do lado diz que conheço 10% dos países do mundo, entre os da Europa, América Central e África - não sei se será verdade) também já tive, nessas viagens, experiências para lá de espectaculares.
Já nadei num recinto fechado com tubarões e mantas gigantes - garanto que olhar para baixo, pela água transparente, e ver uma manta a deslizar, é uma visão que nunca hei de esquecer. Já tive uma raia a "massajar-me" os ombros.
Fiz snorkeling directamente no Atlântico (ou terá sido no Mar do Caribe?).
Fiz um cruzeiro no Nilo, nadei no Mar Vermelho. Fui ao Saara num jipe, vi e atravessei uma miragem, jantei com uma tribo que me serviu chá de menta dentro de uma das suas casas. Andei de camelo. Vi o céu com quantas estrelas tem, ali, onde nenhuma luz chegava.
Vi as três Grandes Pirâmides de Gizé e subi à Esfinge. Entrei em catacumbas e no templo de Abu Simbel. Atravessei a cidade do Cairo num taxi e nunca senti tanto medo de andar de carro. Tudo isto apenas algumas dias depois dos atentados com bombas a Sharm el-Sheikh, tendo vários polícias com armas enormes a escoltar-nos sempre que saímos do hotel.
Visitei Chichén Itzá, o centro da civilização maia. Estive num cenote, apesar de me faltar a coragem para mergulhar neles sem sentir o chão, dezenas ou centenas de metros abaixo. Subi a pé as cataratas do rio Dunn. Nadei em águas do mar com quase 30º.
Vi golfinhos nadar ao longo da costa. Provei comidas com nomes que nunca hei de conseguir repetir.
Fora destas aventuras, fui também à Disney numa idade em que qualquer menina o quer fazer, subi à Torre Eiffel e a Notre-Dame, entrei no Louvre. Visitei o Museu da Cera (Madame Tussauds), pus um pé de cada lado do Meridiano de Greenwich. Fui ao Coliseu e provei as pizzas originais italianas. Bebi um mojito no bar cubano onde Hemingway tanto ia. Passeei pelo Parque Güell.
Mais importante, fiz tudo isto conhecendo locais, entrando nas suas casas, provando iguarias em sítios absolutamente aterradores mas que, no fim de contas, eram os mais típicos.
Além de ter vivido isto, vi muito mais. Estas foram as experiências que mais me marcaram, mas não eliminava nenhuma viagem do meu "repertório". Todas, sem excepção, me acrescentaram algo.
Sou pessoa que, depois de viajar, gosta de voltar à casa onde sempre viveu, às suas coisas. A quem me diz que é melhor conhecermos o nosso país do que ter férias no estrangeiro, depois de tudo isto só tenho uma coisa a dizer - Portugal é bonito, se é... Mas o Mundo é mais :) 

2 comentários:

  1. Ui....hate comments em....5....4....3....2....1

    :P

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  2. Ahaha eu sei, mas queria fazer este post há meses :P
    E nem falei de todos os sítios, era mais para falar da cena dos tubarões e isso. Se falasse de todos, matavam me x)

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