"One day, baby, we'll be old and think
of all the stories that we could have told."
Esta é A música do meu Erasmus.
Neste mês já vivi coisas que nunca julguei serem possíveis. Coincidências por que nunca sonhei passar. Novelas que se desenrolaram perante os meus olhos incrédulos.
Sempre achei que o mais importante da vida, o núcleo, o que a faz ser o que de mais bonito temos, ao invés de outra coisa qualquer, é esta capacidade que temos de fazer dela o que entendermos, frente ao agrado ou desagrado de todos em volta. O poder de a aproveitar da forma que nós, e apenas nós, decidirmos.
Eu escolhi vir. Tal como escolhi cada saída, cada beijo, cada dia ou noite. Aqui, todas as escolhas são minhas. E sou feliz. Não por ter uma liberdade que não tinha, mas porque aqui sinto que vivo outra vida - ainda que sempre, sempre fiel a mim mesma.
Não quero chegar a velha e pensar no que ficou por fazer. Por isso vivo. O que quero, como quero. Sobretudo, sem medo de falhar.
Com ele, vivo cada linha da história, mesmo que os parágrafos e as páginas e os capítulos vão avançando, mesmo que todos os livros tenham, desde o "era uma vez", um "fim" que sabemos que vai chegar a qualquer momento... porque esta história ainda mal começou e toda a gente sabe que o melhor está no meio.
Sim, um dia vou ser velha. E, um dia, vou passar o meu tempo a relembrar a glória da juventude, se a minha velhice for bondosa o suficiente para o permitir. Mas não vou chorar nada que não tenha vivido. Não vou pensar nas histórias que podia ter sentido no corpo.
Vou viver cada pedacinho de história que puder. E vou começar agora.
Nunca é tarde de mais para se ser feliz.
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