Algo que me mete medo é o facto de as minhas professoras, Terapeutas da Fala de profissão, serem todas solteiras ou divorciadas. Parece regra, toda a Terapeuta que se preze, com algum nome na área, tem esse destino.
E eu, que vejo perfeitamente que são workaholics e que gosto tanto da área que me vejo a vir a ser uma também, fico a pensar nisso.
A verdade é que eu já sou uma dessas pessoas que precisa de escrever Comunicação e Linguagem com maiúscula. Sou uma dessas pessoas com uma agenda cheia e que, se tudo correr bem, um dia estará cheia de horários com os nomes dos pequeninos de quem falarei com orgulho. Sou uma dessas, da estirpe das apaixonadas-maluquinhas-ai-que-só-vejo-isto-à-frente que, à pergunta "escolhias x ou a Terapia da Fala?", se encolhe e responde - eu nunca poderia deixar a Terapia da Fala.
É o meu mundo. Não é o mundo todo, mas é algo que eu sinto que preciso muito para ser feliz. E há mais coisas, mais felicidades, mais casas, mas e se eu tivesse realmente de escolher? E se as minhas professoras tiveram de o fazer e tomaram a mesma decisão que eu tomaria?
Na via das dúvidas, escolho o amor. O amor todo. Aquele que tem lá dentro a Terapia da Fala, sim, com todas as suas áreas com maiúscula, mas que também tem as minhas pessoas, a minha pessoa.
Escolho o amor que, em si, me tem a mim.
Escolho o amor que, em si, me tem a mim.
Porque, quando se ama, não há outra escolha possível.
E eu espero que alguém pense assim, relativamente a mim, e me deixe ser feliz com todos os meus planos, sem nunca me fazer escolher.

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